39 dicas para jovens designers

É novo na profissão ou tem interesse em crescer como designer? Confira as dicas e inspire-se para evoluir seu potencial na área de design.

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Você é um designer novo na área? Não? Então este post também serve para você. A meu ver, em profissões criativas, a cada dia que passa todos nós somos novatos (com muito ou pouco conteúdo na mente), pois não há um dia em que a gente não aprenda algo novo. Daí, chega o fim do dia e nem sempre colocamos a cabeça no travesseiro com aquela impressão de dever cumprido – algumas vezes sequer colocamos a cabeça no travesseiro. Daí vem um novo dia, novos conhecimentos e por aí vai.

A não ser que você seja um profissional designer que não faz questão de manter-se atualizado, é basicamente isso. Então, jovem ou não, essas 39 lições serão de ótima inspiração.

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Ah, e não espere que você vá ler por aqui algum tutorial de Photoshop, conhecer sites de brushes e coisas do tipo. Um designer não é o cara que “sabe mexer em tal programa” – um programa é só uma ferramenta para um designer, mas pode ser uma ferramenta pra qualquer um que quebra um galho. Se você pensa que você é um designer por saber usar o Photoshop, Illustrator, Corel Draw, entre outros, você ainda tem muito o que aprender. Espero que este post te inspire.

10 lições para jovens designers

As primeiras dicas são do John C Jay, da Wieden+Kennedy. Elas já circulam na internet faz um tempinho, mas só agora decidi não só postá-las como também tecer comentários sobre cada tópico. Não que eu seja lá um grande designer (aliás, como designer gráfico eu sou um ótimo cozinheiro), mas quando eu comecei na área eu sempre tive vontade de saber qual era a opinião dos outros designers, o que se passava na mente deles. Até hoje eu sou assim, então a ideia é fazer desse post um bate-papo, não regras: sua opinião será bem vinda, e espero que a minha ajude! Compartilhar conhecimento não faz mal a ninguém, muito pelo contrário.

10 lessons for young designers

10 dicas para jovens designers

1 – Seja autêntico. O bem mais poderoso que você tem é sua individualidade, o que o torna único. É hora de parar de ouvir outras pessoas sobre o que você deve fazer.

Comentários: O ponto aqui é, basicamente, proatividade. Não seja daqueles que só trabalham quando alguém fala o que precisa ser feito. Corra atrás, faça parte do fluxo.

Por outro lado, nunca deixe de ouvir. Principalmente quem está há muito mais tempo que você no mercado. Uma coisa que eu vejo acontecer com frequência é o “profissional” reclamar de uma tarefa/solução que seu superior passou, alegando que, segundo uma palestra a qual assistiu na semana passada ou um livro que está terminando de ler, tal tarefa/solução é “ultrapassada” ou “está completamente errada”. Pare e pense: quem tem mais chances de estar certo, um cara com quase 20 anos de experiência na área ou alguém que estálendo um livro e frequentou algumas palestras? Chega a parecer arrogante, não é?

É claro, muitas vezes o mais experiente também erra e os mais novos estão sempre surpreendendo. Acima de tudo, o respeito deve existir, e é a prática que vai provar quem está certo ou errado (ou não, já que em trabalhos criativos não existem muitos padrões “isso vai dar certo”). Nunca leve ao pé da letra o que você vê em palestras ou lê em livros, aprenda a filtrar e absorver o mais relevante e sugue o conhecimento das pessoas mais experientes que fazem parte do seu dia-a-dia. O conhecimento não é aquilo que você lê, é o que você aprende.

2 – Trabalhe mais do que qualquer outra pessoa e você será sempre recompensado pelo esforço.

Comentários: Sou extremamente suspeito a falar deste tópico por ser um workaholic assumido, mas vou falar mesmo assim. Quanto mais você trabalha, mais você evolui e descobre novas coisas. Não se esqueça NUNCA de se divertir e descansar (inclusive, isso pode ser feito durante o trabalho – é quando você percebe que está feliz com o que faz), mas jamais deixe de dar o seu melhor no trabalho.

Aliás, não dê o seu melhor: Você pode fazer MELHOR que isso. Tenha isso em mente.

3 – Saia do computador e conecte-se com pessoas e culturas de verdade. A vida é visceral.

Comentários: Visceral e inspiradora. O computador é só mais uma “coisa” que faz parte dela. Saia, converse, conheça, imagine. “Stay hungry, stay foolish.”

Tenha um hobbie.

4 – Melhore constantemente sua habilidade. Faça coisas com suas mãos. Inovação no pensamento não é o suficiente.

Comentários: Um erro comum que designers novos cometem é não usar lápis e papel – erro constante daquele que se acha designer por saber fazer altos efeitos no Photoshop. Então, sério, saia mesmo do computador, as ideias estão na sua cabeça implorando para acordar.

5 – Viaje o máximo que você puder. É uma experiência simples e inspiradora para saber o quanto você não sabe.

Comentários: Temos variações culturais até entre cidades, imagine entre estados, países, continentes…? Quando você não sai de casa (e de “casa”, leia cidade ou estado), você fica preso a uma realidade, a uma cultura. Liberte-se.

6 – Ser original ainda é o mais importante, especialmente nesse mundo guiado por uma orgia tecnológica.

Comentários: Hoje em dia algo inovador não fica sendo inovador por muito tempo. Tome como exemplo as redes sociais: Vira e mexe surge uma com uma proposta bacana, daí não demora muito e surgem outras iguais, piores ou até melhores (como o Facebook, que engoliu o Orkut – e há o Google+, que ainda não é um concorrente à altura). O mundo é cada vez mais dos jovens, e eles querem novidades a todo momento.

Aliás, eu fiz um pseudo-TCC na faculdade sobre o assunto, é impressionante a velocidade dos jovens de migrarem de uma novidade à outra, independente da mídia.

7 – Tente não trabalhar para pessoas estúpidas ou você será uma delas em breve.

Comentários: Aí a gente volta para meu comentário no primeiro tópico e relembramos do profissional que reclama das ideias de seu superior. Quando você é proativo, ouve os mais experientes, se informa a todo momento e mantém-se atualizado, você tem uma visão maior se está trabalhando ou não para alguém que não faz a menor ideia do que está fazendo. Então corra, pois a pessoa mais prejudicial para a sua carreira é aquela que não faz nada disso que eu citei aqui em cima: você mesmo.

Ou seja, se você se acomoda, você é só mais um do mesmo. E a tendência é que isso seja bem ruim.

8 – Instinto e intuição são todo-poderosos. Aprenda a confiar neles.

Comentários: Com o tempo e a prática você começa a entender melhor algumas ações e até consegue enxergar certos padrões em algum tipo de situação, como aquela em que o cliente manda o material na sexta-feira às 17h e quer tudo pronto na segunda-feira antes do almoço. Isso não vale só para o que vai dar errado – instinto e intuição são nada mais nada menos do que o seu conhecimento sendo mais ativo em sua mente. Deixe eles trabalhar.

9 – A regra de ouro realmente funciona: Fazer o bem.

Comentários: Nada a adicionar. Nem precisa.

10 – Se tudo isso falhar, a dica nº 2 é a maior vantagem competitiva de qualquer carreira.

Comentários: Como eu disse, quanto mais você trabalha, mais você melhora o que faz. É praticando que você descobre erros, acertos, soluções, inovações etc. Nunca, mas NUNCA seja o profissional que chega às 9h e sai às 18h – seja o profissional que não leva em consideração o tempo de trabalho, e sim como o trabalho está sendo feito e o que pode ser melhorado. Não, não estou dizendo para você chegar mais cedo e sair mais tarde (a não ser que você queira, pois eu mesmo já fiz isso por vontade própria), essa foi apenas uma versão da metáfora “fazer o feijão com arroz”, aquele cara alienado que só faz o que mandam pra ver a grana cair na conta no mês seguinte.

Proatividade e esforço. Ponto.

Bônus: 29 coisas que um designer precisa saber

29 dicas para designers

Essa peça é do designer Doug Bartow, para um artigo publicado na How Design: 29 Things That All Young Designers Need to Know (ótima leitura – em inglês).

Atualize seu portfolio

Se você não está satisfeito com seu portfolio, faça alguns trabalhos por conta própria e preencha o mesmo. E se você ainda não tem, crie um portfolio – não só mostre as suas ideias, coloque as mesmas em prática.

E que fique bem claro: Não é porque você sabe usar uma tesoura (ou o Photoshop) que você pode se apresentar como cabeleireiro (ou como Designer). Estude, evolua, saia do mesmo e nunca deixe a arrogância tomar conta da sua personalidade.

Espero que a leitura tenha sido proveitosa. Se discordou ou concordou com algo, repito: coloque suas ideias em prática!

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13 comentários

  • Vinicius Martins

    Realmente, não é somente conhecer uma ferramenta e se dizer apto a exercer uma profissão. Até porque se a pessoa for trabalhar em um determinado local que não tem esta ferramenta, acabará não conseguindo executar as tarefas que lhe foram direcionadas.

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    • Fabio Lobo

      E outra, a empresa que se permite contratar esse tipo de “profissional” só pode ter uma vontade absurda de permanecer pequena (ou falir).

      Responder
  • Lucas J

    Eu já estou a um tempo num curso de computação gráfica e lá aprendo justamente a saber mexer nos programas e só isso. Tinha plena convicção de que um profissional tem que saber transformar suas idéias em projetos, independente de como ele consiga. E esse post veio reforçar isso, como também acrescentar outros pontos igualmente importantes. ( Resultado de quem anda pesquisando muito a respeito do “algo a mais” que pode fazer diferença e que anda caçando com gato, já que não custa nada tentar, acreditar e confiar até que se possa caçar com um cão. )

    Sou iniciante, ainda sem experiência no mercado e correndo atrás de montar um portfólio. E a dificuldade que encontro, é aliar minhas idéias com o que as empresas precisam.Você tem que criar uma situação, para imaginar um “feedback manjado” feito por você e então fazer o que se está querendo. Seria como um aluno elaborando exercícios para ele resolver, sem ter a convicção se está aprendendo. Meio confuso e nem sei se esse é o caminho, mas enfim…

    Faz pouco tempo que conheci seu blog Fábio, apenas agora estou comentado, mas quero parabeniza-lo por ajudar quem está começando e sempre fica perdido com o tanto de informação oriundas de diversos meios, mas que você simplifica e torna tudo mais fácil.

    Responder
    • Fabio Lobo

      Você tocou em um ponto importante, Lucas: Alinhar suas ideias com o que as empresas precisam. Já vi trabalhei com alguns “profissionais” que muitas vezes se negavam em fazer o que os superiores passavam, daí, na hora de apresentar o trabalho aos mesmos, vinham as refações: “Não foi nada disso que eu te pedi!” “Mas assim é melhor!” “O cliente não vai gostar disso aqui, e aquilo ali está muito ruim. Faça conforme combinamos, já estamos com o prazo estourado.”

      Isso bate de frente com o tópico que diz para não fazermos só o que nos mandam? Não, o ponto aqui é desrespeitar o briefing. Uma coisa é buscar por uma solução melhor sem sair do que foi proposto/combinado, outra coisa é atropelar tudo o que foi conversado e fazer algo que foge completamente do que foi acordado. Metaforicamente falando, se você precisa fazer um nó para que as coisas não caiam no chão, há milhares tipos de nós diferentes que podem ser feitos – não vá fazer um lacinho com uma fitinha de seda se é para ser feito um nó que tem o propósito de dar segurança a algo.

      Por fim, agradeço pelo apoio! Eu tento atualizar mais vezes o blog, mas quando se é um workaholic, já viu…

      Valeu!

      Responder
  • Lucas J

    Na verdade quando escrevi “feedback manjado”, era pra ser briefing. É aquele problema de escrever a palavra pensando em outra.

    E sobre isso que você escreveu, acho que é até interessante pro supervisor(chefe) ver que você propôs uma alternativa, mas sem destruir o que foi combinado, porque ele pode pensar: “O cara teve todo um cuidado de melhorar o trabalho, mas sem sair fora do eixo” Ou seja, de um modo simples, tem que mudar pra melhorar e não mudar pra mudar.

    Responder
    • Fabio Lobo

      Sim, como eu disse, há várias maneiras de se fazer um nó – seu superior pode sugerir um, mas você pode provar que outro pode ser ainda melhor. Mas se o objetivo é um nó que dê segurança, por que fazer um lacinho frágil e bonito? É esse o ponto – não atropelar o briefing!

      Responder
  • Aécio Ribeiro

    Olá Fabio, tudo bom? Bicho, obrigado por tanto conteúdo bacana!

    Seguinte, sou fã de internet e desing e estou em busca de novos aprendizados. Assim, gostaria de saber quais softwares que eu posso utilizar para montar cartazes como aquele do “Bar Astor” em seu portfólio.

    Valeu,

    abraço!

    Responder
    • Fabio Lobo

      Aécio, que bom que você curtiu meu conteúdo, mas… você leu mesmo? Nesse post eu falo mais de uma vez sobre “ser designer por saber mexer em um software”.

      Mas, respondendo à sua pergunta, o software que um designer mais usa se chama criatividade. ;]

      Responder
  • Aécio Ribeiro

    Ok…

    Agora eu vou procurar o software….

    Responder
  • paulo

    Vamos analisar o conteúdo de um profissional.Estuda-se horas programação ( PHP,ASP,etc)
    A preocupação com o site e e o uso de formulários inteligentes.Tudo isso é uma bagem e experiência.Mas,do outro
    lado o cliente.O que pensa sobre Internet?Qual a visão dele em relação a ter um site?
    Tenho visitado lugares ondê a vendedora está em salas de bate-papo e as roupas na vitrine sem serem anunciadas.Ou Empresas que favricam produtos e nem mesmo tem um site mostrando a produção.Será que precisamos da Internet? Será que a Internet vende?Faça uma pesquisa e veja quantos mulhões de sites antigos e abandonados por seus proprietarios.Você estuda,vai ao mercado e observa uma Internet abandonada.Axho que a Internet Brasileira é para poucos e esses ainda não me foram apresentados.
    Obrigado.

    Responder
    • Fabio Lobo

      Isso foi uma brincadeira, certo?

      Responder
  • Viktor

    Fabio, Eu tenho Apenas 14 anos, eu tou concluindo 1 curso profissionalizante de Web design e acho que hoje em dia no meu curso eu sei mais coisas que meu professor faço sites com facilidade, queria perguntar se vale a pena mesmo ser 1 web designer em questões financeiras i tall, e também se nessa idade se eu consigo arrumar 1 estágio algum trabalho sei lá tou muito ansioso e quero trabalhar ganhar meu próprio dinheiro i tall, desculpa encomodar rs

    Responder
    • Fabio Lobo

      Viktor, na maioria das vezes essa postura de que seu professor ou seu chefe sabe menos que você é equivocada. No caso do seu professor, ele tem uma grade a seguir e não pode sair daquilo.

      Sobre questões financeiras, depende. Você quer arrumar um trabalho que dê muito dinheiro? Então siga uma área que você gosta e dê o máximo de si. ;]

      Responder

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Quem é Fabio Lobo?

fabio lobo

Sou eu! Quer saber ainda mais sobre mim?

Bom, a maioria dos trabalhos que faço — na área de web design e desenvolvimento front-end — é com WordPress, com foco em usabilidade, facilidade e performance (tudo isso com design responsivo, é claro!). Também tenho uma agência digital, a ANDALE!, e sou fundador de outros projetos, como a WOWF e a FicaOn.

Quer saber mais sobre esse tal de Fabio Lobo? Veja meu currículo ou siga-me nas redes sociais acima. Ah! Você também pode acessar meu blog, que é focado em web design e desenvolvimento.