AMP – Accelerated Mobile Pages: o que é e quando usar

Conheça o AMP: limitações, prós, contras, Google Notícias e Web Stories. Veja como instalar no WordPress e aprenda a testar a velocidade real de uma página acelerada.

Por Fabio Lobo, atualizado em 28/09/2020. 5 pessoas falando sobre isso!

AMP Project, ou apenas AMP, é a sigla para Accelerated Mobile Pages (termo que traduzo simplesmente para páginas aceleradas para evitar redundâncias).

Esse é um projeto do Google para, basicamente, deixar a internet mobile mais rápida.

A tecnologia ainda está em evolução, mas já traz resultados positivos em diversos aspectos como Google Notícias, Google Discover e a própria pesquisa do Google em dispositivos móveis.

Apesar de ter suas limitações, o código utilizado em páginas aceleradas para dispositivos móveis permite criar sites completos e interativos.

Reuni aqui algumas informações sobre a tecnologia. Em resumo:

  • O que é esse tal de AMP;
  • Como funcionam as páginas aceleradas;
  • Como testar a velocidade real do AMP;
  • Vantagens e desvantagens do framework;
  • O que são Web Stories;
  • Como ter AMP e Web Stories no WordPress;
  • Como corrigir os erros do Google Search Console;
  • Qual é melhor: versão AMP, versão mobile ou design responsivo;
  • E respostas para dúvidas comuns sobre o assunto.
WAMPuu, mascote do AMP for WordPress
Pouco simpático o WAMPuu?

O que é AMP?

O AMP Project foi anunciado pelo Google em outubro de 2015.

O objetivo do projeto AMP é simples: fazer sites mais rápidos para a dispositivos móveis, que há um tempo já ultrapassaram os desktops em acessos à internet.

Provavelmente você já tinha mais ou menos uma ideia disso, certo? A utilização de smartphones não para de crescer, e há tempos o Google passou a priorizar a indexação de sites mobile friendly com a indexação mobile-first.

Levando isso em consideração, a versão AMP de um site é extremamente simples. Isso porque o framework só funciona com bibliotecas específicas do Google feitas para o AMP HTML.

Alguns exemplos:

  • O JavaScript é bem mais simples e, portanto, mais limitado* – por outro lado, mais otimizado;
    *É possível utilizar JavaScript personalizado em páginas aceleradas, mas não faz sentido. Concorda?!
  • Por conta disso, conteúdos de terceiros (como anúncios, scripts de estatísticas etc) têm um padrão diferente e são bem mais leves;
  • Há efeitos e funções pré-definidas na biblioteca JavaScript do AMP, como lazy loading (que funciona automaticamente para imagens, vídeos, anúncios e outros tipos de mídia), slideshows, validação de formulários, menu suspenso etc;
  • Até mesmo o HTML tem sua própria versão AMP, levemente diferente do HTML convencional.
  • Por fim, estando tudo em ordem com suas páginas aceleradas, o Google não só passará a indexá-las como também irá armazenar tudo em cache. Por isso o carregamento de uma página no padrão AMP, quando visualizada diretamente de uma SERP, é praticamente instantâneo.

Mas toda essa simplicidade e limitação não irá deixar seu site incompleto ou feio. Há muito o que pode ser feito.

A diferença é que você é encorajado a utilizar o que o Google recomenda como ideal para ter páginas com carregamento rápido.

Como funciona o AMP?

Vale ressaltar que, a princípio, a versão AMP de seu site abrirá apenas para visitantes que acessam seu site a partir de uma busca do Google, ou abrirem um link em outra plataforma que dê suporte a AMP (como o Bing e o Twitter).

Porém, você pode “forçar” seu site a exibir a versão AMP para todos os visitantes que o acessarem a partir de um smartphone, por exemplo.

Ou até mesmo criar um site inteiro utilizando AMP, já que a tecnologia funciona em todos os navegadores modernos.

Por padrão, suas páginas aceleradas terão um /amp na url. Por exemplo, a url da página acelerada desse post é https://www.fabiolobo.com.br/amp.html/amp.

Se quiser testar suas páginas aceleradas, esse é o caminho.

ícone indicando a versão AMP na busca do Google

Mas quando você abre uma página acelerada em uma busca do Google não é essa a url que será exibida, e sim um padrão como https://www.google.com/amp/s/www.fabiolobo.com.br/amp.html/amp.

Já o padrão da url que fica em cache é algo como https://www-fabiolobo-com-br.cdn.ampproject.org/c/s/www.fabiolobo.com.br/amp.html/amp. E essa página é pré-renderizada pelo Google enquanto os resultados da busca carrega.

Ou seja, não adianta comparar a velocidade da versão AMP do seu site no PageSpeed Insights, por exemplo, utilizando o primeiro padrão de URL.

A velocidade real do AMP só pode ser testada em uma busca ou em um app como o Google Notícias, que fazem a pré-renderização antes mesmo que você acesse a página acelerada.

Ou seja, quando você faz uma busca no Google, em segundo plano ele já faz um pré-carregamento das páginas aceleradas. Assim, quando você abrir o link, a velocidade de carregamento será surpreendente.

Como testar e comparar a velocidade do AMP?

Se você quer ver números e comparar a velocidade do seu site comparada à velocidade real do AMP (ou seja, quando o AMP é pré-renderizado pelo Google), há um truque.

Utilizando o WebPageTest é possível simular o acesso ao Google para que a versão AMP seja renderizada e, posteriormente, acessada – e aí a leitura da velocidade é feita.

  1. Primeiro, utilizando o Firefox ou Chrome em seu desktop ou laptop, ative a Ferramenta para Desenvolvedores (Developer Tools) e simule um smartphone de sua preferência.simulação de um smartphone no Firefox
  2. Abra o google.com.br e faça uma busca de forma com que o post que você quer analisar apareça em primeiro lugar. Para facilitar, utilize o padrão [palavra chave] site:[seu domínio]. Exemplo: fontes tipografia site:fabiolobo.com.brsimulação de busca em um smartphone no Firefox
  3. Na busca, é possível identificar se o post é acelerado quando há um ícone de raio (⚡) acima do título. Inspecione o elemento pra ter certeza de qual é a URL que aparece no atributo href na página de busca. Nesse exemplo, nenhuma surpresa: é a URL /amp. Copie, então, essa URL.printscreen de código-fonte obtido através da ferramenta de inspecionar elemento
  4. Copie também a URL busca em si – ou seja, a que aparece na barra de endereço do navegador. Nesse exemplo é https://www.google.com/search?q=fontes+tipografia+site%3Afabiolobo.com.br
  5. Acesse o webpagetest.org e preencha o campo Enter a Website URL com a URL da busca (passo 4). Em Test Location, selecione um smartphone. Clique em Advanced Settings para mostrar mais opções, e então selecione uma conexão 4G em Connection.printscreen de campos de busca do WebPageTest
  6. Agora vem a mágica. Clique na aba Script e utilize o código abaixo, mas não sem antes alterar URL-DO-PASSO-4 e URL-DO-PASSO-3 (aparece duas vezes) pelas respectivas URLs:printscreen de campo de script do WebPageTest
combineSteps

logData 0

navigate URL-DO-PASSO-4

sleep 4

execAndWait document.querySelectorAll('a[href=URL-DO-PASSO-3"]')[0].scrollIntoView({behavior:"smooth"})

sleep 4

logData 1

execAndWait document.querySelectorAll('a[href="URL-DO-PASSO-3"]')[0].click()

Agora é só clicar no botão START TEST e aguardar alguns segundos!

Aqui há uma demonstração comparando a velocidade do meu site com um smartphone em uma rede 4G. Veja abaixo um prinscreen comparando o carregamento a cada 0.2 segundos:

printscreen de comparação de velocidade da versão AMP

Explicando a comparação que fiz:

  1. Versão normal: o tempo de carregamento do meu post, em seu endereço normal, é de aproximadamente 2.6 segundos;
  2. AMP original: já o carregamento da versão AMP original (ou seja, /amp) do meu post leva 3.4 segundos;
  3. AMP via CDN: a versão hospedada pelo Google, quando acessada diretamente, carrega em 3.6 segundos;
  4. AMP via Google: por fim, quando alguém acessa a versão AMP do meu post através de uma busca do Google, o tempo de carregamento é de 0.4 segundo.

Ou seja, com o pré-carregamento que o Google faz das páginas, a diferença é realmente absurda.

Minhas conclusões com esse teste foram duas:

  1. A WOWF, hospedagem do meu site, tem servidores ligeiramente mais velozes que os do Google. Rá!
  2. Se um site é criado visando receber a grande maioria dos acessos através do Google, vale a pena pensar em um projeto feito inteiramente com AMP.

Por que usar AMP?

Olha, depende muito do seu projeto.

Então, vamos falar das vantagens e desvantagens do AMP.

Vantagens

Bom, a primeira grande vantagem é saber que um usuário de 3G, por exemplo, vai conseguir acessar seu site sem problemas.

O foco do AMP Project é justamente esse: fazer com que a internet móvel deixe de ser frustrante na maioria dos casos.

O importante é que seu visitante consiga navegar e utilizar seu site sem precisar gastar todo o plano de dados para isso.

Outra vantagem é ter mais destaque no Google News e também no Google Discover.

Ou seja, como era de se esperar, as vantagens do AMP estão diretamente relacionadas ao Google.

Desvantagens

Em alguns casos, pode ser que alguma coisa importante do seu site (como uma ferramenta específica) não funcione na versão AMP por conta das limitações do framework.

Bom, isso é contornável: basta colocar um link de acesso à versão não-AMP de sua página para que o usuário acesse a página normal, ou simplesmente não criar uma versão acelerada para essa página.

Anúncios também passam a ser uma questão complicada, já que o Google é bem rígido em relação a isso (até porque, convenhamos, anúncios estão tornando a internet cada vez mais pesada).

Os códigos de banners são quase sempre diferentes. Se você utilizar o código normal do Google AdSense na versão AMP, vai dar erro.

Alguns anunciantes ainda não dedicaram muitos esforços para o framework, então pode ser que seus ganhos sejam inferiores.

Ah, importante: um site AMP precisa seguir todos os requisitos do Google. Se alguma coisa estiver errada, por mais simples que pareça, sua AMP não será indexada. Sendo assim, você deve ficar de olho no Google Search Console.

Parece que há mais desvantagens em vez de vantagens, não é mesmo?!

Então, talvez a pergunta certa seja “Quando usar AMP?”.

Quando usar AMP?

  • Seu site não é responsivo: Se por algum motivo seu site AINDA não for responsivo, AMP pode ser uma boa solução caso você possa implementar a partir de plugins, como é o caso do WordPress. Mas se você tiver que desenvolver a versão AMP na unha, melhor refazer seu site e deixá-lo responsivo de uma vez por todas.
  • Você está no Google Notícias: O Google dá mais destaque tanto no News quanto no Discover para sites que utilizam AMP.
  • Seu foco é com as buscas do Google: Se seu site foi feito para buscar boas posições no Google e, com isso, monetizar conteúdo, desenvolvê-lo inteiramente em AMP HTML pode ser uma boa estratégia. Mas sugiro fazer alguns testes antes para ver se seu faturamento não será prejudicado com isso.

Google Web Stories

printscreen de uma web story de exemplo

Você certamente já deve ter visto o termo Stories por aí.

A primeira vez que vi algo do tipo foi no aplicativo Snapchat. Com o tempo veio o Instagram, o Facebook, o WhatsApp, o Twitter e até mesmo o LinkedIn tem função de stories hoje em dia.

É uma febre tão grande que ninguém duvida que um dia o Excel virá com função Stories também.

Piadinhas à parte, o Google também entrou na onda, como era de se esperar.

O que são Web Stories?

Web Stories, que no início eram chamadas de AMP Stories, são conteúdos pensados especialmente para dispositivos móveis apresentados em formato de slideshow.

Assim como os stories de redes sociais, a navegação em Web Stories consiste em aguardar alguns segundos ou arrastar a tela para o lado. Veja aqui alguns exemplos.

É possível trabalhar com textos, imagens (inclusive GIFs), áudios, vídeos e animações. Veja aqui uma galeria com alguns exemplos.

É uma alternativa mais dinâmica e interativa de apresentar – e consumir – conteúdo na web.

Além disso, Web Stories têm maior visibilidade nos aplicativos Google Notícias e Discover, além de também aparecerem em destaque nas buscas do Google para smartphones.

Ou seja, se você trabalha com SEO, eis mais uma ferramenta para trabalhar seu conteúdo!

AMP para WordPress

printscreen da versão AMP de um site em um smartphone
Um exemplo de versão AMP do site Rap 24 Horas.

Felizmente não é preciso muita mão de obra para habilitar AMP no WordPress.

Hoje em dia há vários plugins que dão conta do recado, tornando uma perda de tempo desenvolver uma solução na unha.

Assim como é com o WooCommerce, inclusive: não tem por que você fazer um sistema do zero se já existe um plugin com tudo pronto.

Mas não se engane: estou citando a parte da funcionalidade da coisa toda. Um plugin de AMP, assim como um plugin de e-commerce, habilitam mais ferramentas no WordPress.

A parte visual é outra história, e para tanto um trabalho manual deve ser feito visando uma melhor otimização e desempenho.

Como instalar AMP no WordPress?

O melhor plugin de AMP para WordPress atualmente é, de longe, o “oficial”.

É o mais leve e com opções que vão direto ao ponto. Fora isso, tem a participação do próprio Google na equipe de desenvolvimento. Quer algo mais confiável que isso?

Esqueça plugins como o AMP for WP – Accelerated Mobile Pages, que é muito pesado e cheio de remendos. Oferece mais customizações, sim, é verdade – mas boa parte é através de add-ons pagos e o painel de controle fica mais confuso a cada atualização.

Para instalar o plugin AMP, siga os passos abaixo:

  1. No painel do seu WordPress, clique em Plugins e então em Adicionar novo.printscreen do painel do WordPress
  2. Na caixa de busca, digite AMP. O plugin normalmente é o primeiro da lista (Por AMP Project Contributors). Clique em Instalar agora e, em seguida, em Ativar.printscreen do painel de plugins do WordPress
  3. Se não aparecer uma tela de configurações, clique em AMP (uma nova opção no menu do WordPress), e siga o painel Wizard de instalação. Para evitar bugs, no Passo 3 (Template Modes) sugiro que marque a opção Reader.printscreen do painel de instalação do plugin AMP no WordPress
  4. Ao terminar as configurações, você pode acessar novamente o menu AMP e clicar em Configurações. Role a tela para baixo e veja a parte Advanced Settings. Por lá você pode escolher o tipo de conteúdo que será servido como página acelerada (como posts e páginas) e até mesmo desativar alguns plugins só para a versão AMP de seu site.printscreen do painel AMP do WordPress

Se você utiliza o plugin Yoast SEO, automaticamente ele já irá gerar os dados estruturados para os posts. Não é preciso instalar outros plugins para isso.

Para cadastrar o Google Analytics em suas páginas AMP, em Advanced Settings (passo 4 na lista acima), clique em Analytics e depois no botão +.

printscreen do painel AMP do WordPress

No campo Type, digite googleanalytics.

No campo JSON Configuration, cole o código abaixo – mas não sem antes substituir a parte UA-XXXXX-Y com seu código de acompanhamento do Google Analytics:

{
	"vars": {
		"account": "UA-XXXXX-Y"
	},
	"triggers": {
		"trackPageview": {
			"on": "visible",
			"request": "pageview"
		}
	}
}

Você pode ver mais configurações avançadas nessa documentação.

Como criar Web Stories no WordPress?

Dessa vez outro plugin é necessário. Mais uma vez, um oficial do WordPress em parceria com o Google.

A versão ainda é beta, mas funciona bem e é fácil de usar. Para instalar o plugin Web Stories for WordPress, os passos são os seguintes:

  1. Acesse google.github.io/web-stories-wp/beta/ e clique no botão de download. Certifique-se de que o arquivo que você baixar, web-stories.zip, está em uma pasta de fácil acesso em seu computador.printscreen da página oficial do plugin Web Stories
  2. No painel de Plugins do WordPress, clique em Adicionar novo e, em seguida, no botão Enviar plugin.printscreen do painel de plugins do WordPress
  3. Clique no botão de upload e selecione o arquivo web-stories.zip que você baixou no passo 1. Depois, clique em Instalar agora e aguarde. No final da instalação, basta clicar em Ativar plugin.printscreen de seleção de arquivo do Mac
  4. Ao ativar o plugin, a opção Stories irá aparecer no menu do WordPress. Clique nela e em Add new para criar seu primeiro story!printscreen do painel de Web Stories do WordPress

Se você utiliza o plugin Yoast SEO, as tags de dados estruturados serão inseridas automaticamente em cada story.

Ah, e não é preciso ter um plugin de AMP ativo para a opção de Web Stories funcionar no WordPress! Ou seja, você pode ter só Stories sem ter uma versão AMP para seu site.

Como corrigir erros de AMP no Google Search Console?

printscreen de tela de amp do search console

Tenho um post bem completo sobre o Google Search Console. Por lá você encontra instruções detalhadas sobre erros e avisos da ferramenta.

Abaixo, um resumão com os principais problemas de AMP:

  • O URL de AMP referenciado não é uma AMP: Se você acabou de deletar algum post, esse erro certamente vai aparecer. Verifique se a página ainda existe – caso não exista, faça um redirect.
  • O URL de AMP referenciado é uma AMP independente: A página acelerada não deve ter uma versão normal referenciada como canonical. Se propositalmente existir apenas a versão AMP, é preciso apontar a mesma url como canonical.
  • Domínio da página AMP não correspondente: É recomendável que suas páginas aceleradas estejam no mesmo domínio que seu site “normal”. Caso contrário, esse erro irá aparecer, mas não é algo que comprometerá sua indexação.
  • A tag HTML para AMP tem um layout inválido especificado pelos atributos: Verifique se há algum iframe, por exemplo, sem medidas de largura e/ou altura no código fonte. Isso é obrigatório.
  • Há uma tag não permitida: Alguma tag no código fonte de sua página acelerada não faz parte do escopo do AMP HTML.
  • A tag HTML tem um atributo ou valor de atributo não permitido: Provavelmente algum atributo está incorreto no código-fonte. Como uma url quebrada no action de um formulário.
  • URL não encontrado (404): Erro 404 só tem um significado – a página não existe mais. Certifique-se de que ela não está sendo linkada em algum post ou é referenciada via tag link amphtml.
  • Erro no elemento obrigatório de dados estruturados: Falta algum dado obrigatório no JSON-LD ou microdata de acordo com o conteúdo publicado na página acelerada.
  • O tamanho da imagem é menor que o recomendado: A imagem destacada de sua página deve ter no mínimo 1200px de largura e 675px de altura.
  • Incompatibilidade de conteúdo: vídeo incorporado ausente: Há um vídeo na página normal, mas ele não está presente na versão AMP. Pode ser um player antigo do YouTube.
  • A tag “amp-ad extension .js script” está ausente ou incorreta, mas é exigida por “amp-ad”: Há anúncios na página, mas não há o script obrigatório para que eles sejam exibidos. É este abaixo:
<script async custom-element="amp-ad" src="https://cdn.ampproject.org/v0/amp-ad-0.1.js"></script>
  • Uma tag nesta página exige uma tag “script” do componente AMP, que está faltando: Algum script base do framework AMP está ausente na instalação (como no caso acima, o script amp-ad que é obrigatório quando há anúncios nas páginas).
  • É preciso substituir a tag “x” por uma tag “y” equivalente: Há tags incorretas em seu código AMP HTML. Por exemplo, iframe deve ser substituído por amp-iframe.
  • Uma tag HTML para AMP obrigatória está ausente no documento: Alguma tag básica de AMP, como <!doctype html> ou <html ⚡>, dentre outras, não consta na instalação.
  • Há um erro de sintaxe CSS na tag “x”: Normalmente é algum erro de digitação em seu CSS.
  • Somente tags “style” amp-boilerplate e amp-custom são permitidas, e apenas no cabeçalho do documento: Não é permitido ter em seu AMP HTML uma folha de estilos que não seja uma dessas duas.
  • Folhas de estilo externas não são compatíveis, exceto para provedores de fontes na lista de permissões. Use a tag “style amp-custom” in-line do documento: Esse é auto-explicativo!
  • Não é permitido usar JavaScript personalizado: Até é permitido, mas tem que ser de acordo com os padrões do AMP.
  • Erro de servidor (5XX): Quando o Google tentou rastrear sua página, ela estava inacessível por algum motivo – nesse caso, alguma instabilidade ou erro em sua hospedagem.
  • Bloqueada pelo robots.txt: Se você quer remover uma página do Google, não use o robots.txt para isso. Remova a página do sitemap.xml e utilize a meta tag noindex no código-fonte da página.
  • URL marcado como “noindex”: A página está com a tag meta noindex mas também aparece no sitemap.xml.
  • Problema de rastreamento: Basicamente o Google tentou rastrear sua página, não conseguiu e não sabe explicar o que houve.
  • A data “unavailable_after” desta página expirou: Após a “data de validade” de sua página acelerada chegar, você deve apagar a página ou removê-la do google com noindex, além de tirá-la de seu sitemap.xml.
  • Pontos canônicos para um URL inválido: A tag canonical de sua página acelerada está apontando para uma URL incorreta ou que não existe.
  • Erro canônico “amp-story”: A página de Web Stories deve ser referenciada para ela mesma na tag canonical.
  • A tag “AMP-STORY-GRID-LAYER animate-in” tem uma tag filha não permitida: Esse erro normalmente aparece quando a opção de URL real de AMP da CloudFlare está ativa. A solução é desativá-la.

Versão AMP, versão mobile ou design responsivo?

São opções diferentes com objetivos também diferentes.

Como eu disse mais acima, há limitações no framework visando melhor desempenho. Então, pode ser que alguns cortes sejam necessários em seu site para ter uma versão AMP totalmente funcional.

Porém, assim como o Google, eu sou totalmente a favor de sites simples e leves, com o mínimo de JavaScript, anúncios e coisas que não acrescentam em nada em termos de conteúdo e usabilidade.

É muito mais agradável navegar em um site simples e de carregamento rápido.

Hoje em dia é totalmente possível ter um site 100% AMP. Alguns paradigmas precisam ser quebrados, é verdade, mas isso é normal com qualquer tecnologia nova.

Créditos das imagens: Freepik e sites citados.

Revisão

Tá sabendo tudo sobre páginas aceleradas? Confirme abaixo se não restou nenhuma dúvida!

AMP é mobile-first?

Considerando que mobile first é o conceito de planejar sites para dispositivos móveis em primeiro lugar, é correto dizer que AMP é uma das técnicas de mobile-first.

AMP tem vantagem nas buscas do Google?

Não. O Google irá priorizar a versão do seu site para telas menores de acordo com o mobile-first indexing. A versão AMP não afeta as posições do seu site no Google – a não ser que seu site seja 100% AMP.

É obrigatório ter AMP para aparecer no Google Notícias?

Não. Qualquer site pode aparecer tanto no Google Notícias quanto no Google Discover, desde que seja bem otimizado e com conteúdo relevante. Porém, páginas aceleradas (principalmente Web Stories) têm mais destaque em ambos os aplicativos, então é recomendável que se utilize AMP para obter melhores resultados no News.

Em quanto tempo minha página aparecerá como AMP no Google?

As páginas aceleradas levam o mesmo tempo que páginas normais para indexar. Ou seja, se você fez um post agora, ambas as versões irão indexar ao mesmo tempo.

Por que o layout da versão AMP é diferente do site normal?

Não precisa ser diferente. O que acontece é que muitos sites optam por temas prontos para AMP, que não seguem as mesmas características visuais do site oficial. É possível ter uma versão AMP igual à versão normal do site, ou até mesmo um site inteiro feito só com AMP HTML.

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Quem é Fabio Lobo?

Web designer, desenvolvedor front-end e programador WordPress.

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Estou há mais de uma década na área. O foco do meu trabalho é em usabilidade, facilidade pro usuário, acessibilidade, SEO e performance.

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Comentários

5 comentários até o momento

  • se a intençao é deixar o carregamento do site mais rápido, sinceramente nao notei essa diferença quando se abre as páginas de sites em internet de banda menos rápidas, no caso fiz testes com a 3g, e banda larga de 1 mega a 2 megas, e a resposta foi a mesma. demorou cerca de 20 segundos para abrir as páginas em 3g e 10 segundos para abrir as páginas em wifi com banda larga de 1 mega e 2 megas. Sinceramente essa tecnologia está londe de trazer bons resultados. Na internet com banda acima de 4 megas a resposta é rápida, mas acontece que em uma casa onde existem vários aparelhos conectados ao wifi, a tendencia por enquanto, é realmente nao apresentar qualquer diferença. Desculpe a falta de acentuaçoes, é que meu laptop está com problemas em algumas teclas e nao uso o teclado virtual.

    Responder
    • Mas você testou diretamente no Google, em resultados AMP? Porque só acessar a versão AMP dos sites não é o suficiente; o ideal é acessar através dos servidores do Google. Testei no 3G e foi bem rápido aqui…

      Responder
  • Ativei AMP no meu site e tripliquei o faturamento com Adsense. Ganhei muitas posições nas pesquisas “mobile” para palavras chave que consigo monitorar. Ou AMP ou HTTPS, mas aposto no AMP.

    Responder
  • Infelismesnte o meu ta dando erro na pagina inicial.. ela sempre redireciona para meusite .com/amp e essa pagina não existe aii da erro

    Responder

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