Entrevista: Freelance (Revista W)

Quer trabalhar com freelance? Confira minha entrevista e mais 20 dicas da Revista W! Saiba como ser o profissional que toda empresa vai querer contratar.

Por Fabio Lobo, atualizado em 29/09/2020.

A edição nº 154 da Revista W trouxe uma matéria bem bacana sobre Freelance com 20 segredos para conquistar clientes e ganhar dinheiro.

Além das dicas, a matéria traz entrevistas com alguns freelancers… e eu estou por lá também! Falo sobre como – e por que – comecei a trabalhar com freelance, além de outros detalhes sobre minha carreira profissional.

Você sabia que eu já fui MARCENEIRO?! Pois é, e olha que muita gente já esteve em áreas bem distintas antes de começarem nessa área de Web Design e Desenvolvimento. Tem isso por lá também, e provavelmente você vai se identificar.

foto de minha entrevista na revista w

Freelance: entrevista para a Revista W

Como fiz com a matéria Crie o portfolio perfeito, vou divulgar aqui parte da entrevista que não foi pra revista. São quatro perguntas, jogo rápido!

Também dei uma atualizada nas informações, já que essa entrevista foi para o ar em 2013.

O resto você encontra na edição 154!

Fale um pouco sobre você e sua experiência profissional com freelance.

Atualmente moro na capital de São Paulo – sou de Taboão da Serra, onde trabalhei como marceneiro na mesma época em que comecei a aprender a criar blogs, e a mexer em softwares de design e desenvolvimento pra fazer os layouts desses blogs.

Sendo assim, nas horas vagas – que muitas vezes eram horas que eu simplesmente fugia da marcernaria, que era da família – eu aprendia boa parte do que sei hoje.

Apesar de ser web designer e desenvolvedor front-end auto-didata, de 2007 a 2009 eu cursei Design de Publicidade na Panamericana, onde tive a sensação de ter trocado de cérebro tamanho o aprendizado.

Durante último ano do curso, trabalhei como web designer estagiário em uma pequena agência de blogs e criação de conteúdo pra internet, e depois desse estágio ingressei em outra agência também como web designer.

Fiquei por lá durante 2 anos, aprendi muito e, depois de sair, continuei fazendo projetos com os caras como freelancer, além de ser chamado pra churrascos da agência – que, a meu ver, poderiam acontecer mais vezes.

Durante um período como freelancer, trabalhei em projetos de agências e de outros clientes que atendo através da agência virtual, a ANDALE!, que criei com o designer e ilustrador André Bets.

Mais tarde, cursei Publicidade e Propaganda na Cruzeiro do Sul.

Por que publicidade de novo? Porque está tudo interligado: ambas as áreas servem não só para divulgar algo ou alguém, mas também para solucionar problemas e melhorar o relacionamento dos negócios com seus consumidores.

Quais são as vantagens e desvantagens?

Um fato ruim dessa área é que, por ela ser nova, pouca gente tem uma orientação – mesmo que mínima – sobre o trabalho em si por trás do web design e do desenvolvimento.

Por acharem que é algo simples, isso leva muitos clientes a optarem pelos “sobrinhos” justamente por acharem que o serviço deveria ser bem mais barato.

Sou contra essa de “todo cliente é burro”, porque o cliente tem a obrigação de saber sobre a empresa dele, não sobre o nosso trabalho. Então é papel do freelancer orientar esse cliente, sanar suas dúvidas.

Muita gente olha primeiro o preço e depois a qualidade, mas a intenção aqui não é mudar pessoas: é valorizar nosso trabalho. Se ninguém souber o que a gente faz e por que a gente faz, os sobrinhos vão continuar roubando a cena.

A vantagem é que não falta vaga e nem serviço: algumas agências estão loucas pra contratar gente bacana tanto como funcionário quanto freelancer, mas como eu disse, tá difícil encontrar profissionais capacitados e responsáveis.

A concorrência acaba sendo grande, mas aos poucos e com o esforço necessário todo profissional consegue seu espaço.

Sim, eu ganho mais trabalhando em casa do que quando fui funcionário, mas não consegui isso do dia pra noite: são horas de sono perdidas pra se conseguir uma carteira própria de clientes.

Fiquei pelo menos 1 ano e meio prospectando ao mesmo tempo em que trabalhava em agência e fazia faculdade.

Você já chegou a recusar freelas por algum motivo?

Já recusei alguns projetos, sim, e a maioria deles por causa de briefings incompletos (ou seja, eu nem consegui orçar).

Um desses era pra uma celebridade: eu faria o desenvolvimento de um blog e outro designer se encarregaria pelo design. Porém, não havia um briefing para o trabalho.

Me virei e elaborei uma proposta e enviei para esse designer com todo o detalhamento (basicamente o que eu ia fazer e o que não estava incluso em meu preço, e caso o cliente optasse por funções extras eu iria orçar a parte).

Quando fui ver o layout, havia alguns detalhes completamente fora do que eu havia orçado, então eu lembrei o pessoal de que eu deveria orçar esses detalhes e que precisava de um detalhamento de como as implementações novas iriam funcionar (só de olhar para as imagens não dava pra saber ao certo).

O designer não quis detalhar as novas funções alegando que elas estavam claras e o cliente não quis pagar pelo trabalho adicional alegando que eram “coisas simples”.

Então eu educadamente me ofereci a recomendar outro desenvolvedor para fazer o trabalho em meu lugar, até porque eu não havia recebido minha parte ainda (visto que meu trabalho ainda não havia iniciado).

Como é o seu fluxo de trabalho?

No começo eu mantinha uma média de 10~12 horas diárias (seria mais não fosse a faculdade) trabalhando em diversos tipos de projeto (blogs, lojas virtuais, sites, mídias sociais, anúncios para web e por aí vai).

Hoje trabalho cerca de 5 a 8 horas por dia.

Todo projeto sempre segue um padrão de início, meio e fim:

  1. primeiro é feito um briefing com o cliente, onde eu analiso suas necessidades, sugiro as melhores sugestões e elaboro uma proposta;
  2. após a aprovação da proposta partimos para a fase visual do projeto (logo, mascote, layout etc);
  3. e só na finalização e aprovação total do design do projeto eu inicio o desenvolvimento, evitando com que o código precise ser modificado junto com modificações do layout.

Cada etapa só é finalizada com a aprovação do cliente, e se há uma mudança estrutural após a finalização, ela deve ser orçada por ser um trabalho extra.

Capa da Revista W: Freelance

capa da Revista W - freelance

Quer trabalhar com freelance? Então confira as dicas da Revista W (e também do blog Trampar Online, que também tem algumas dicas minhas) e dedique-se o máximo que puder!

Faça a diferença na sua área. Você é capaz.

Mas não faça loucuras. Não largue seu emprego antes de ter certeza de que você terá trabalho garantido por alguns meses.

E valeu pela entrevista, Isabella Sánchez e pessoal da Revista W!

Não é permitida a reprodução integral desse conteúdo. A cópia pode ser ruim para você!

Quem é Fabio Lobo?

Web designer, desenvolvedor front-end e programador WordPress.

Quem é Fabio Lobo?

Estou há mais de uma década na área. O foco do meu trabalho é em usabilidade, facilidade pro usuário, acessibilidade, SEO e performance.

Também tenho alguns projetos open source, além de prestar consultoria em hospedagem WordPress e criação de conteúdo.

Como posso te ajudar hoje?

Trabalho com consultoria, suporte, manutenção, criação e desenvolvimento.

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