Freelance – 20 segredos para conquistar clientes e ganhar dinheiro

Quer trabalhar com freelance? Confira 20 dicas da Revista W e seja o profissional que toda empresa vai querer contratar.

A edição nº 154 da Revista W trouxe uma matéria bem bacana sobre Freelance com “20 segredos para conquistar clientes e ganhar dinheiro“.

Além das dicas, a matéria traz entrevistas com alguns freelancers… e eu estou por lá também, falando sobre meu dia-a-dia como freelancer. Você sabia que eu já fui MARCENEIRO?! Pois é, e olha que muita gente da minha área já esteve em áreas bem distintas antes.

revista w freelance

Boa parte das dicas eu já comentei aqui no blog, mas a revista aborda o tema de forma mais focada, traz exemplos e é bastante inspiradora.

Como fiz com a matéria Crie o portfolio perfeito, vou divulgar aqui parte da entrevista que não foi pra revista:

Profissão: Freelancer

Fale um pouco sobre você e sua experiência profissional com freelance.

Atualmente moro na capital de São Paulo — sou de Taboão da Serra, onde trabalhei como marceneiro na mesma época em que comecei a fuçar com a internet, criando blogs, e em softwares de design e desenvolvimento pra fazer os layouts desses blogs. Sendo assim, nas horas vagas — que muitas vezes eram horas que eu simplesmente fugia da marcernaria, que era do meu pai — eu aprendia boa parte do que sei hoje.

Apesar de ser web designer e desenvolvedor front-end auto-didata, de 2007 a 2009 eu cursei Design de Publicidade na Panamericana, onde tive a sensação de ter trocado de cérebro tamanho o aprendizado.

Durante último ano do curso, trabalhei como web designer estagiário em uma pequena agência de blogs e criação de conteúdo pra internet, e depois desse estágio ingressei em outra agência também como web designer (fiquei por lá durante 2 anos, aprendi muito e, hoje em dia, como freelancer, ainda faço projetos com os caras e sou chamado pra churrascos da agência — que, a meu ver, poderiam acontecer mais vezes).

Atualmente curso Publicidade e Propaganda na Cruzeiro do Sul e trabalho em casa atendendo a projetos de agências e de outros clientes que atendo através da agência virtual, a ANDALE!, que criei com o designer e ilustrador André Bets.

Por que publicidade de novo? Porque está tudo interligado: ambas as áreas servem não só para divulgar algo ou alguém, mas também para solucionar problemas e melhorar o relacionamento dos negócios com seus consumidores.

Quais são as vantagens e desvantagens?

Um fato ruim dessa área é que, por ela ser nova, pouca gente tem uma orientação — mesmo que mínima — sobre o trabalho em si por trás do web design e do desenvolvimento, o que leva os clientes a optarem pelos sobrinhos justamente por pensar que o serviço deveria ser bem mais barato por ser fácil.

Sou contra essa de “todo cliente é burro”, porque o cliente tem a obrigação de saber sobre a empresa dele, não sobre o nosso trabalho — então é papel do freelancer orientar esse cliente, sanar suas dúvidas. Muita gente olha primeiro o preço pra depois a qualidade, mas a intenção aqui não é mudar pessoas: é valorizar nosso trabalho. Se ninguém souber o que a gente faz e por que a gente faz, os sobrinhos vão continuar roubando a cena.

A vantagem é que não falta vaga e nem serviço: algumas agências estão loucas pra contratar gente bacana tanto como funcionário quanto freelancer, mas como eu disse, tá difícil encontrar profissionais capacitados e responsáveis. A concorrência acaba sendo grande, mas aos poucos e com o esforço necessário todo profissional consegue seu espaço.

Sim, eu ganho mais trabalhando em casa do que quando fui funcionário, mas não consegui isso do dia pra noite: são horas de sono perdidas pra se conseguir uma carteira própria de clientes. Fiquei pelo menos 1 ano e meio prospectando ao mesmo tempo em que trabalhava em agência e fazia faculdade.

Você já chegou a recusar freelas por algum motivo?

Já recusei alguns projetos, sim, e a maioria deles por causa de briefings incompletos (ou seja, eu nem consegui orçar).

Um desses era pra uma celebridade: eu faria o desenvolvimento de um blog e outro designer se encarregaria pelo design, porém não havia um briefing para o trabalho. Elaborei uma proposta e enviei para esse designer com todo o detalhamento (basicamente o que eu ia fazer e o que não estava incluso em meu preço, e caso o cliente optasse por funções extras eu iria orçar a parte).

Quando fui ver o layout, havia alguns detalhes completamente fora do que eu orcei, então eu lembrei o pessoal de que eu deveria orçar esses detalhes e que precisava de um detalhamento de como eles iriam funcionar (só de olhar para as imagens não dava pra saber ao certo).

O designer não quis detalhar as novas funções alegando que elas estavam claras e o cliente não quis pagar pelo trabalho adicional alegando que eram “coisas simples”, e então eu educadamente me ofereci a recomendar outro desenvolvedor para fazer o trabalho em meu lugar, até porque eu não havia recebido minha parte ainda (visto que meu trabalho ainda não havia iniciado).

Como é o seu fluxo de trabalho?

Mantenho uma média de 10~12 horas diárias (seria mais não fosse a faculdade) trabalhando em diversos tipos de projeto (blogs, lojas virtuais, sites, mídias sociais, anúncios para web e por aí vai).

Todo projeto sempre segue um padrão de início, meio e fim: primeiro é feito um briefing com o cliente, onde eu analiso suas necessidades, sugiro as melhores sugestões e elaboro uma proposta; após a aprovação da proposta partimos para a fase do design do projeto (logo, mascote, layout etc); e só na finalização e aprovação total do design do projeto eu inicio o desenvolvimento, evitando com que o código precise ser modificado junto com modificações do layout.

Cada etapa só é finalizada com a aprovação do cliente, e se há uma mudança estrutural após a finalização, ela deve ser orçada por ser um trabalho extra.

Quer trabalhar com freelance?

revista w
Revista W – Edição 154 – Freelance (matéria de capa)

Então confira as dicas da Revista W (e também do blog Trampar Online) e dedique-se o máximo que puder! Faça a diferença na sua área. Você é capaz.

E valeu pela entrevista, Isabella Sánchez e pessoal da Revista W!

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