Fringe – Temporada 1

Resenha, personagens e guia de episódios da primeira temporada da série de sci-fi Fringe.

Que tal parar de falar sobre publicidade, design e web de vez em quando pra falar de séries? Me parece uma boa.

Decidi estrear a categoria entretenimento com uma das séries mais legais da atualidade, Fringe. Farei uma resenha de sua primeira temporada e já aviso que minha intenção não é ser imparcial, e sim opinar sobre a série. Mas chega de enrolação e vamos direto ao assunto.

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Fringe |1ª Temporada

fringe temporada 1

Logo em seu primeiro episódio, intitulado Pilot, Fringe já mostra não ser o que muitos dizem: a série sucessora de Arquivo X. Acredito que seja mais correto dizer que Fringe veio para suprir a necessidade que os fãs da série dos anos 90 sentem pelo sobrenatural, pelo inexplicável, pela conspiração.

Com efeitos especiais espetaculares, acontecimentos completamente absurdos e um excelente elenco, a série impressiona e diverte como toda ficção científica deveria fazer. Um dos grandes destaques da mesma é o uso de seus personagens, é como se cada um deles tivesse a mesma importância em cada episódio – você sabe que há um líder, mas até mesmo os personagens secundários fazem um trabalho excelente e são essenciais.

Partindo pro backstage, com J.J. Abrams no time é de se esperar com que os episódios continuem mesmo quando eles chegam ao fim. As histórias são marcantes, algo dificilmente passa batido. E os easter eggs, então? Fringe trabalha tão bem com seus personagens que você acaba sendo mais um membro da equipe, tentando solucionar enigmas que ficaram no ar, bolando teorias sobre o que aconteceu ou o que poderá acontecer. Por isso não há buracos no roteiro, apesar das críticas. O que essas críticas não percebem é que você, telespectador, é encarregado de pensar em explicações para continuar no ritmo da série. É como se fosse um “jogo interativo” como acontece em Lost (isso é, segundo alguns fãs, já que eu não acompanho Lost), algumas dúvidas ficam no ar e só te restam duas escolhas: Participar do jogo ou reclamar que “algo ficou sem explicação de novo”. Não é difícil entender Fringe – tudo vai se encaixando com o decorrer da série, o suspense PRECISA ficar no ar. Difícil é não querer participar.

Voltando ao assunto inicial, Fringe trouxe de volta algumas características de Arquivo X com um toque contemporâneo, mas não é justo comparar as duas séries. Fringe definitivamente não veio para substituir Arquivo X, são duas séries diferentes. Olivia Dunham tem todo o apoio possível de seus superiores, ao contrário de Fox Mulder, que sempre era impedido de prosseguir quando chegava perto da verdade – e esse era um dos pontos fortes de Arquivo X. Fringe aposta em temas ainda mais absurdos que os tratados em Arquivo X, intitulados “O Padrão“, temas esses que até Fox Mulder duvidaria. Assim como não é justo comparar uma série com a outra, também não acho justo dizer qual das duas é a melhor. Prefiro dizer que ambas são essenciais.

Personagens

olivia dunhamOlivia Dunham (Anna Torv)
É a jovem agente do FBI que lidera a “gangue”. Durona, não hesita em tomar as decisões mais difíceis e vê como ponto forte de seu trabalho não deixar as emoções em segundo plano. Excelente atriz, impressiona a cada episódio.

peter bishopPeter Bishop (Joshua Jackson)
Com um passado misterioso e um QI de 190, Peter foi obrigado a fazer parte da equipe para ser a “babá” de seu pai, Walter Bishop, além de “tradutor” do mesmo. Relutante, acabou aceitando fazer parte do time e tornou-se um membro mais que essencial, contando com seus contatos e sendo um ótimo companheiro para Olivia. Por muitas vezes, Joshua acaba roubando a cena de Anna Torv, ou, no mínimo, compartilhando a mesma porcentagem.

walter bishopDr. Walter Bishop (John Noble)
Renomado cientista com um QI de 196, Walter Bishop estava internado em uma clínica psiquiátrica até Olivia fazer com que Peter o tirasse de lá. Ele não é exatamente um cientista maluco, mas tem um passado assustador com suas experiências e é um pouco desequilibrado por conta do tempo que passou internado. John Noble dá um ótimo toque cômico e genial à série, além de ser bastante dramático também. Faz um trabalho bastante competente – particularmente seu personagem é meu favorito na série. Um monstro, no bom sentido.

phillip broylesPhillip Broyles (Lance Reddick)
É o líder da Divisão Fringe, já vivenciou muitos acontecimentos d’O Padrão e é “amigo” de Nina Sharp. Lance Reddick tem um ar misterioso e de supremacia, ao mesmo tempo em que não tem aquela aparência de “chefe durão”. Acredito que seja proposital, levando em consideração que seu personagem, na maior parte das vezes, é mais um parceiro que um chefe para Olivia.

astrid farnsworthAstrid Fansworth (Jasika Nicole)
Outra jovem agente que faz parte do time, auxiliando Walter Bishop em seu laboratório e sendo sua “babá” na ausência de Peter. É basicamente a estagiária da equipe. Jasika Nicole também caiu muito bem em seu papel, principalmente por sua aparência “ingênua”.

charlie francisCharlie Francis (Kirk Acevedo)
Teoricamente é o parceiro de Olivia, mas os dois nem sempre estão trabalhando juntos. Charlie também é bastante cético quanto aos acontecimentos mais bizarros, além de ser como um irmão para Olivia. Kirk Acevedo é um excelente ator, mas algo que me intriga bastante é o fato de ele estar sempre com a mesma expressão facial.

john scottJohn Scott (Mark Valley)
Agente que teve um caso com Olivia e mais tarde foi descoberto como agente duplo. Mark Valley participou pouco da temporada, mas fez um excelente trabalho durante esse curto período. Uma pena ter saído cedo da série.

nina sharpNina Sharp (Blair Brown)
Vice-presidente da mega-corporação chamada Massive Dynamic, é um tanto quanto manipuladora e carrega consigo um suspense espetacular: Amiga ou inimiga? Blair Brown não poderia ser mais que perfeita para o papel.

william bellWilliam Bell (Leonard Nimoy)
CEO da Massive Dynamic e antigo parceiro de Walter Bishop em suas experiências. É o que menos apareceu na série, mas o que falar de Leonard Nimoy, o eterno Spock? Acredito que sua aparição tenha sido o melhor momento da temporada para os fãs mais assídos de sci-fi.

Guia de Episódios

Os episódios ainda não contam com nomes oficialmente traduzidos.

  • 1 – Pilot (nota 5)
  • 2 – The Same Old Story (nota 4)
  • 3 – The Ghost Network (nota 4)
  • 4 – The Arrival (nota 4,5)
  • 5 – Power Hungry (nota 4)
  • 6 – The Cure (nota 3,5)
  • 7 – In Which We Meet Mr. Jones (nota 3,5)
  • 8 – The Equation (nota 4)
  • 9 – The Dreamscape (nota 4)
  • 10 – Safe (nota 5)
  • 11 – Bound (nota 4,5)
  • 12 – The No-Brainer (nota 3,5)
  • 13 – The Transformation (nota 4)
  • 14 – Ability (nota 5)
  • 15 – Inner Child (nota 4)
  • 16 – Unleashed (nota 4)
  • 17 – Bad Dreams (nota 4,5)
  • 18 – Midnight (nota 4)
  • 19 – The Road Not Taken (nota 5)
  • 20 – There’s More Than One of Everything (nota 5)

Fringe e a primeira temporada

fringe primeira temporada

A série começou um pouco tímida em alguns aspectos, mas nunca deixou de surpreender. Com um final eletrizante, Fringe garantiu um público assíduo e merece uma vida longa. Atualmente está em sua segunda temporada e teve Jacksonville como último episódio exibido – o próximo, décimo sexto episódio, irá para o ar no dia primeiro de abril. Data sugestiva?