Modelos de loja virtual

Veja modelos de loja online e escolha o ideal para o seu negócio! Exemplos de todos os tipos (varejo, moda, marketplace, infoprodutos etc).

Depois de escrever sobre modelos de portfolio, percebi que um estudo sobre outros nichos também era necessário. Pensando nisso, decidi elaborar uma análise com exemplos de lojas virtuais.

Citarei por aqui dez modelos de loja online (ou seja, estrutura visual de lojas virtuais) que são mais adequadas ao mercado de e-commerce. Há diversos outros modelos, mas o texto ficaria enorme. Então, vamos com os principais.

Se você busca por um modelo para sua futura loja online, não pule etapas: um projeto só pode ser iniciado de verdade após um briefing. É a partir daí que será possível enxergar o projeto como um todo e analisar quais necessidades deverão ser atendidas.

Ou seja, o briefing também vai ajudar a definir qual dos modelos de loja online deverá ser seguido para esse projeto.

Exemplos de loja virtual

Para cada modelo citarei um exemplo para você navegar e entender melhor cada um.

Vou comentar mais a respeito da estrutura visual, conforme comentei acima, além da navegação em si. Você vai reparar que, apesar de toda loja ter o mesmo objetivo, os passos até esse objetivo podem ser diferentes.

Agora, o que não pode faltar em lojas online são canais de contato (SAC, chat, telefone etc, redes sociais), informações sobre a empresa e um painel onde o cliente possa ver todas as suas informações pessoais (dados cadastrais e compras feitas, por exemplo) – por serem obrigação, esses itens nem precisam ser comentados.

Vamos aos modelos!

1. Loja de varejo em geral

printscreen da loja magazine luiza

De todos os modelos de loja online, esse certamente é o mais complicado. De longe!

Uma loja de varejo conta com uma lista de produtos gigantesca (principalmente quando há um marketplace), então é preciso fazer uma navegação detalhada, com categorias e subcategorias bem definidas, além de dar destaque às principais categorias na home sem deixá-la muito pesada.

O exemplo nesse caso é o Magazine Luiza, que tem uma página inicial para desktop com um slideshow principal, três banners secundários (isso pode variar dependendo do tipo de destaque que eles pretendem fazer) e abaixo uma lista com as principais categorias que trazem um “carrossel” com alguns produtos.

Além disso, há destaque para captura de e-mail também na home.

Já na versão mobile, a home traz 3 banners estáticos como destaque principal, e então uma lista de produtos mais simplificada.

Uma das soluções mais bem boladas para facilitar a navegação em lojas desse porte é, sem dúvida alguma, a busca com autocompletar. Funciona assim: você começa a digitar uma palavra e logo já aparecem alguns resultados sem recarregar a página. Isso poupa o visitante de muitos cliques.

O menu do topo também é bem organizado, mas limitado. Afinal, seria insano colocar todas as categorias de produtos por ali. Sendo assim, apenas as principais são destacadas.

A página de produto tem como foco principal o produto em questão, mas também traz uma série de produtos relacionados e produtos que outras pessoas compraram junto com esse produto.

Isso faz com que o visitante consiga fazer uma pesquisa de preços e de produtos similares na mesma página, assim ele não precisa sair para pesquisar em outros sites. Ou seja, mais chances de ele fechar a compra por ali mesmo.

Vale ressaltar a diferença da página de produto para desktop e mobile. Enquanto no desktop há diversas informações sobre o produto, opiniões de compradores e mais de uma lista com produtos relacionados, o visitante que acessa a loja pelo smartphone vê uma página muito mais simples e direto ao ponto.

Além do tamanho da tela fazer toda a diferença, fora a velocidade de conexão, dispositivos móveis nasceram pra trazer praticidade no dia-a-dia. Ou seja, normalmente no seu computador você tem mais tempo pra ler e navegar – em seu smartphone, não.

Então, é preciso diferenciar um dispositivo de outro e entregar a estrutura mais adequada para cada caso.

2. Loja de serviços de limpeza

printscreen da página de pedido da blumpa

Lojas de serviços em geral têm uma estrutura muito semelhante. Mas para ilustrar melhor, escolhi o nicho de diaristas.

No caso da Blumpa, a home traz um misto de site institucional com loja virtual. O que faz todo sentido, afinal, estamos falando de uma loja de serviços – que, por sinal, tem apenas um produto.

Porém, há também uma divisão, já que são dois públicos diferentes que acessam o site: clientes em potencial e interessados em trabalhar como diaristas.

Essa divisão é bem definida, já que o maior foco da empresa é vender serviços – sendo assim, a parte para diaristas é separada, com destaque bem simples. Enquanto isso, a parte de serviços de limpeza tem maior peso, com diversas chamadas e atalhos logo na home.

O serviço tem preço variável, então a contratação é feita em etapas: o visitante define endereço, cômodos e serviços adicionais, por exemplo. Ele também tem a liberdade de definir a quantidade de horas necessárias para a limpeza.

Um grande ponto positivo dessa empresa em relação a outros concorrentes é justamente fechar todo o processo de contratação e pagamento diretamente no site, evitando contatos por telefone ou e-mail para um orçamento. Isso gera agilidade, o que certamente converte mais vendas.

Vale ressaltar que o site tem design responsivo, assim não há uma versão mobile: o conteúdo é o mesmo em todos os dispositivos.

3. Produtos de moda e vestuário

printscreen da loja khelf

Lojas de produtos de moda e vestuário em geral normalmente têm estrutura bastante característica: imagens grandes na home, com coleções em destaque e estrutura mais dinâmica.

É o caso da KHELF, que usa vários banners na home, separando coleções, categorias e gêneros. Tudo com um visual bem mais arrojado, sem seguir muitos padrões.

A página de lista de produtos já é mais simples e organizada, trazendo uma lista simples com opção de filtros de busca. Afinal, aqui é a parte em que o visitante irá escolher o que quer, então organização e facilidade na navegação são imprescindíveis.

A página do produto em si também é simples, com um diferencial: mostra alguns produtos, como acessórios, que podem ser usados junto com a peça em questão. Além disso, há outros produtos relacionados, além dos detalhes em si.

Uma coisa indispensável em lojas de vestuário também está presente nesse exemplo: uma tabela de medidas dos produtos. Assim o cliente tem mais segurança na hora de escolher o tamanho desejado. Com isso a própria empresa também economiza em frete com eventuais devoluções.

Nesse caso, a loja não tem versão mobile. Por focar em um segmento, não são muitos produtos – assim, o design responsivo é mais adequado, pois possibilita que o site tenha o mesmo conteúdo em todas as telas.

4. Pet shop

printscreen da loja virtual petz

A estrutura de lojas online com produtos para pets é bem semelhante a de varejos. Mas esse mercado vem evoluindo e ganhando mais personalidade, e a escolha da Petz por aqui não foi por acaso.

A home em si tem aquela estrutura padrão de lojas de varejo. Em desktops há um slideshow com banners de destaque logo no topo, e em seguida vem uma lista de produtos. Nesse caso, essa lista é dividida entre marcas e produtos mais vendidos / melhor avaliados. Na versão mobile a home é simplificada com destaques para categorias e marcas mais vendidas.

Já na página de produto começa o diferencial: além do básico (foto do produto, informações e opiniões dos clientes), a empresa traz uma descrição completa do produto, até mesmo com explicações sobre seu uso – são dicas da empresa.

Inclusive, a loja conta com um blog com atualizações constantes, o que não só aproxima o cliente da empresa mas também ajuda na indexação no Google. Ou seja, é um trabalho de SEO.

Por fim, algo inovador é o chamado “Pet-Commerce”, que funciona tanto no desktop quanto na versão mobile e promete fazer com que seu próprio animal de estimação escolha o que quer comprar. É mole?!

5. Clube de assinaturas de bebidas

printscreen da página da mad labs

Antes de mais nada, toda loja de bebidas deve vir com a pergunta clássica logo de cara: você é maior de idade?

A estrutura em si da loja Empório da Cerveja segue o clássico do varejo na home: slider de destaque, três banners menores e listas de produtos e categorias. Isso em todas as telas, já que a loja foi trabalhada com design responsivo.

O diferencial no caso do clube de assinaturas é que o assinante ganha desconto em todos os produtos da loja enquanto tiver sua assinatura ativa, é claro.

Esse clube de assinatura, intitulado Mad Lab, tem apenas um valor (ou seja, um plano). Em sua página é possível ver uma descrição detalhada, os produtos que foram enviados nos meses anteriores e todas as vantagens concebidas aos assinantes.

Voltando à loja em si, uma coisa muito bem vinda em e-commerces de bebidas é a descrição detalhada de cada bebida. No caso de cervejas, é importante destacar alguns pontos como essa loja faz: estilo, cor, IBU e teor alcoólico são alguns dos exemplos.

Além disso, cada categoria de produto tem uma descrição contendo informações sobre o estilo da bebida e harmonização. Tudo isso ajuda o cliente a entender melhor o que ele está comprando e até mesmo desperta sua curiosidade.

6. Dropshipping

printscreen da loja trendy goods

Esse tipo de loja pode ter literalmente qualquer estrutura. Afinal, qualquer um dos 9 itens restantes citados nessa lista podem trabalhar com dropshipping.

Mas após ver a gringa TrendyGoods, decidi escrever sobre o tema por um simples motivo: a estratégia da loja.

O foco de produtos à venda é em o que está em alta no Facebook. Artigos relacionados a culinária, ferramentas para o dia-a-dia, gadgets inovadores… tudo isso com uma comunicação bem jovem e visual, com várias fotos e vídeos.

Tanto o visual quanto a navegação dessa loja são excelentes. Repare que é tudo mais “arejado”, bem diferente da estrutura meio que sufocante dos outros exemplos da lista. Essa é a loja com usabilidade mais agradável desse top 10, sem dúvidas.

O destaque para a opinião de consumidores também merece atenção: isso torna tanto a loja mais “verdadeira” (que, lembrando, não tem estoque próprio) quanto os produtos mais confiáveis.

7. Loja de infoprodutos

printscreen da página de downloads de ebooks do dinheirama

Normalmente infoprodutos são vendidos separadamente em landing pages, certo? Mas por que não montar um catálogo com todos eles?

No exemplo do Dinheirama (que foi desenvolvido por mim), o site é bem simples. Com estrutura semelhante à da Netflix, os produtos estão listados lado-a-lado, todos em uma página só, com um destaque principal logo no início.

Como costuma ser, cada produto do Dinheirama tem sua landing page própria. Nesse caso, o catálogo linka a página de cada um desses produtos. Ou seja, o visitante escolhe o que quer e é levado para a landing page.

Isso evita que o Dinheirama tenha produtos duplicados (um por landing page e todos juntos em uma loja).

8. Marketplace de delivery

printscreen da página de um dos restaurantes cadastrados no ifood

De todos os exemplos possíveis de marketplace, decidi focar em delivery de restaurantes. Afinal, esse é um modelo que está sendo adaptado para outros segmentos, e a tendência é que vários nichos sejam atendidos dessa forma.

Optei pelo delivery para diferenciar dos restantes dos exemplos também. Afinal, esse é o único tipo de loja que tem um produto entregue na mesma hora.

O Ifood pode ser um exemplo óbvio, mas não deixa de ser o ideal. Não vou falar sobre o app, mas sobre o site em si.

A loja trabalha com design responsivo, então a navegação é a mesma para todos os dispositivos. Apesar da lista de restaurantes ser gigantesca, é tudo muito bem organizado e dividido.

A home mesmo já traz logo de cara diversas promoções, além de categorias e uma lista de restaurantes próximos de seu endereço.

A estrutura da página de produtos é ótima, mas sua organização depende do representante do restaurante. Em alguns casos, é tudo muito bem feito, com descrições, fotos e opções bem detalhadas. Já alguns restaurantes não têm o mesmo cuidado e não usam fotos boas, reais ou nenhuma foto mesmo – sem falar nas descrições confusas ou mal escritas.

É importante ressaltar esse ponto porque um marketplace é isso aí: cada um tem o controle sobre o que anuncia. Então, é importante que o proprietário do site (nesse caso, o Ifood) faça um acompanhamento para deixar tudo em ordem.

Afinal, a qualidade do site refletirá na quantidade de usuários que irão utilizá-los.

Há também um destaque para quem quer cadastrar o próprio restaurante. Como esse não é o foco principal do site, essa chamada é bem discreta.

9. Adulto (sex shop)

printscreen borrado de loja de produtos para adultos

Considerando que meu blog é acessado por pessoas de todas as idades, não vou linkar uma loja em específico para esse exemplo. Mas farei comentários sobre o tipo de modelo que uma loja virtual de produtos adultos deve ter.

Primeiramente deve-se confirmar a idade do visitante, é claro. Questão de bom senso.

A estrutura recomendada é semelhante a de uma loja de varejo. Destaques na home e lista de produtos.

Imagens muito, digamos, “gráficas” podem incomodar. É importante ter em mente que esse não é um site pornô. Porém, descrições são bem-vindas, até mesmo para instigar os clientes em potencial. Não tem problema algum conversar com seu público para vender seu produto.

Algumas fabricantes fazem vídeos com instruções para os produtos. Esse material pode – e deve – ser usado, já que normalmente não tem conteúdo (muito) impróprio e ajuda a tirar dúvidas dos mais novatos (ou curiosos).

10. Catálogo com pedido de orçamento

printscreen de página de pedido de orçamento

Catálogos são mais um site institucional que loja online em si. Isso porque os produtos estão listados, mas não podem ser comprados online. É o caso do YITH, que é uma loja fictícia para mostrar a ideia de catálogo com pedido de orçamento.

Um catálogo pode ser planejado para se tornar uma loja online futuramente, bastando incluir meios de pagamento, a página de login do cliente, os valores finais etc.

Não há uma estrutura específica para esse tipo de loja, já que qualquer segmento pode ter um catálogo online. Mas há um ponto positivo como nesse exemplo aqui: um carrinho de compras.

Há casos de lojas online que vendem produtos sob medidas ou então apenas serviços. Ou seja, não há um valor fechado para os itens – normalmente você preenche manualmente um formulário com informações referentes ao produto/serviço e no final do pedido essas informações são enviadas à empresa, que retorna com o cliente orçamento final e com as opções de compra.

Nesse exemplo você pode selecionar os produtos que deseja e, ao final, preenche um formulário simples para solicitar o orçamento. Todos os produtos já estarão selecionados, o que facilita – e muito – para o usuário.

Modelos prontos de loja virtual pra você usar

printscreen do tema pasar para woocommerce

Acima comentei sobre diferentes modelos para lojas virtuais, mas o foco foi analisar a diferença entre alguns dos segmentos mais populares no mercado de e-commerce.

Se você caiu aqui “por engano” achando que iria encontrar templates prontos pra usar em sua loja virtual, não vou te deixar na mão!

Na FicaOn há alguns temas prontos para WordPress / WooCommerce, todos categorizados por nichos. Esse da imagem acima é o Pasar, um template bem completo que pode ser utilizado em qualquer tipo de loja online.

Precisando de mais sugestões, confira meu post sobre templates para WordPress e WooCommerce.

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Se você precisa de uma loja com estrutura e design próprios, talvez eu possa ajudar.

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