Como proteger sua privacidade na internet

Seus dados valem dinheiro, e não só sua privacidade está em jogo: sua segurança também. Veja dicas para proteger sua privacidade e a de seus clientes na internet.

Por Fabio Lobo, publicado em 15/09/2020.

Privacidade online. Esse é o assunto do momento. Mas não é pra pouco: foram anos de abusos até que finalmente começaram a surgir formas de proteger sua privacidade na internet.

Claro, foi preciso mexer no bolso das grandes empresas. Com as leis GDPR, LGPD, e tantas outras de diversos países, há multa para quem não tem o mínimo de consideração pelos dados alheios.

Mas ainda há um longo caminho até que todos tenham, de fato, a liberdade de optar pela total privacidade na web.

Felizmente há algumas alternativas para melhorar a proteção dos seus dados. E é sobre isso que vou falar por aqui!

mascote do bbb; à frente o texto Como proteger sua privacidade

Dicas para proteger sua privacidade online

Todo esse assunto sobre proteger sua privacidade na internet é realmente muito importante. Até porque trata-se principalmente de uma questão de segurança, porque evita expor seus dados pessoais.

Fiz uma lista com dicas bem simples para evitar ser monitorado na internet. Espero que pelo menos uma delas seja útil para você!

1. Escolha um navegador confiável

Definitivamente o Google Chrome não é a melhor opção para melhorar sua privacidade na internet. E essa não vai ser a única vez que o Google vai aparecer nessa lista.

A opção mais simples e direta para navegar com privacidade na internet é o navegador Firefox para computadores, ou o Firefox Focus para iOS e Android.

Por padrão suas configurações já são boas o suficiente para evitar rastreamento e até exibição de anúncios (o navegador já vem com ad-block integrado). É possível personalizar para deixar tudo ainda mais seguro.

Opera já foi uma boa opção para privacidade, mas depois que foi comprado a coisa começou a desandar.

Dica: Utilize o modo de navegação anônima

babu (bbb) dançando

A maioria dos navegadores tem um modo de privacidade que você pode usar facilmente para ocultar sua atividade online.

Com essa opção, seu navegador não armazenará seu histórico de navegação, cookies, dados do site e informações inseridas em formulários (autocompletar).

Porém, seu provedor de internet ainda consegue saber quais sites você visitou, e tanto seu IP quanto sua localização continuam visíveis.

Vale a pena usar o navegador TOR?

O The Onion Routing (Tor) é um navegador que fortalece o anonimato na internet usando três camadas de criptografia. É uma das referências de proteção contra o browser fingerprinting.

O navegador ficou conhecido quando veio o boom da “dark” e da “deep” web. Com isso, para muitos virou sinônimo de navegador inseguro.

A verdade é que, a partir do momento em que você acessa sites desconhecidos e potencialmente perigosos, não tem milagre: você estará correndo riscos.

Então, utilizar o Tor para navegar na internet como você já faz diariamente não trará nenhum risco.

Porém, em sua configuração padrão, o Tor pode “quebrar” alguns sites por conta de restrições de scripts. Além disso, a rede Tor costuma ser bem lenta justamente por conta das camadas de criptografia.

2. Instale bloqueadores de anúncios

Já se arrependeu de ter pesquisado um produto ou clicado em um link porque agora só aparece isso em todos os anúncios que você visualiza na internet?

Esse tipo de publicidade extremamente invasiva são chamados carinhosamente de “anúncios de seu interesse” pelas grandes empresas.

Mas pior ainda são anúncios são aqueles que contêm malware que pode infectar seu dispositivo e roubar seus dados.

A solução é simples: utilizar um ad-block (bloqueador de anúncio). Se você seguiu minha dica no primeiro item da lista, nem precisa se preocupar com isso.

Os bloqueadores de anúncios são add-ons de navegadores. Basta instalar e pronto – não é preciso nenhuma configuração.

Para o Google Chrome, você pode escolher Adblock Plus, uBlock Origin ou AdBlock. Para o Opera, você pode escolher Opera Ad Blocker, Adblock Plus ou uBlock Origin.

3. Cogite usar uma VPN

montagem com a capa do disco dark side of the moon, do pink floyd: de um lado, seus dispositivos; no meio, uma VPN; no final, a internet

O seu provedor de internet (ou ISP, de Internet Service Provider) consegue saber quais são os sites que você está acessando. Então ele pode, e provavelmente irá, visualizar e monitorar todos os dados que você possui – incluindo suas informações pessoais e endereço IP.

Isso permite que eles mantenham um controle sobre todas as suas atividades na Internet.

Uma VPN protege sua identidade atribuindo a você um IP anônimo e criptografando seus dados. 

Isso significa que qualquer consulta que você enviar ao seu ISP será criptografada e não exibirá mais seu IP real.

É por isso que usar uma VPN é uma das melhores maneiras de manter o anonimato online.

Porém, nem toda VPN é, necessariamente, confiável. Tome cuidado com as VPNs gratuitas, pois a maioria delas ganha dinheiro vendendo seus dados para anunciantes.

Pouco contraditório?

Se você quer proteger sua privacidade na internet, procure avaliações em sites confiáveis ​​para encontrar o melhor VPN para suas necessidades e seu bolso.

4. Experimente um servidor proxy

Um servidor proxy é um intermediário entre o seu dispositivo e a internet. É semelhante a uma máquina virtual em conceito, mas é um computador físico totalmente separado.

Um proxy ajuda a proteger sua privacidade na internet ocultando seu IP, e também pode enviar um agente de usuário diferente para manter seu navegador não identificável e bloquear ou aceitar cookies (evitando que eles fiquem em seu navegador).

A maioria das VPN também oferece servidores proxy, por isso são um bom lugar para procurar um confiável.

De qualquer forma, achei válido passar essa dica separadamente porque você pode optar só por uma se achar melhor.

5. Não vincule suas redes sociais em cadastros

Criar uma cadastro ou fazer login utilizando sua conta do Facebook é muito prático, não é mesmo?!

Pode até ser, mas se tratando de privacidade essa é a pior escolha possível.

A empresa que pede seu cadastro pode ter acesso a toda a sua rede de amigos, além de outras informações confidenciais se você não revisar a lista de o que é solicitado na hora da integração com sua rede social.

Em casos de apps não lá muito confiáveis, isso pode até resultar em roubo de conta ou um disparo em massa de links maliciosos para seus amigos.

Claro, essa é a parte mais grave e que provavelmente só vai acontecer se você não tomar cuidado com o que instala em seu smartphone ou em quais sites se cadastra.

Mas o acesso às informações de sua rede social já é algo invasivo o bastante para você evitar esse tipo de prática. Além disso, o Zuckerberg ficaria sabendo de mais um hábito da sua vida.

6. Utilize um provedor de e-mail que respeite sua privacidade

printscreen de painel do Zoho Mail

Mais uma vez, utilizar um serviço do Google não é a melhor opção para privacidade – nesse caso, o Gmail.

E verdade que já foi bem pior. Antigamente a empresa utilizava palavras-chave encontradas nos e-mails que você recebia e enviava para exibir anúncios personalizados.

Isso não significa (ou prova) que algumas pessoas do Google liam seus e-mails, claro. Era um sistema automatizado, mas não deixava de ser invasivo.

Apesar de o Google ter melhorado um pouco questões de privacidade em seus serviços e apps, ainda há algumas brechas que podem fazer com que terceiros leiam seus e-mails. O que, convenhamos, é ainda pior.

Além disso, sempre há aquela sensação de estar sendo observado. O que você busca no Google, os sites que você acessa, os lugares que você visita… tudo fica armazenado nos apps para, segundo a empresa, “aprimorar sua experiência”.

Assim você sempre vai ver anúncios e conteúdos relacionados com o que você faz no seu dia-a-dia. E isso é ainda pior se você é usuário do sistema operacional Android, que requer uma conta Google para utilizá-lo.

Para contornar esse tipo de coisa, infelizmente é preciso desembolsar uma graninha todo mês. Isso porque as melhores opções de provedores de e-mail que realmente respeitam sua privacidade são pagos, como o ProtonMail e o FastMail.

De qualquer forma, o Zoho Mail, que tem uma opção gratuita, também é uma boa escolha para proteger sua privacidade na internet. Não tem tantas camadas de proteção como as opções supracitadas, mas é bem melhor que o Gmail.

Dica: Na pior das hipóteses, crie e-mails temporários ou falsos

Babu (bbb) fazendo bolhas de sabão

Alguns aplicativos exigem que você cadastre seu e-mail para algum motivo bobo, como jogar um joguinho. Pra quê?!

Porque assim podem vender seu endereço de e-mail para outras empresas. Aí, prepare-se para os spams.

Às vezes você só quer baixar um e-book que já é grátis, só um botão de download seria o suficiente. Mas não, querem seu e-mail pra empurrar algum serviço ou produto pra você comprar.

Um e-mail temporário ou falso é exatamente o que o nome sugere: um e-mail que não está vinculado à sua identidade real.

E-mails falsos ajudam a proteger sua privacidade na internet não apenas ocultando sua identidade real, mas também garantindo que você fique protegido de e-mails de phishing, malware e spams.

Desde que você descarte a conta de e-mail assim que você não precisar mais dela, claro.

Como não ser rastreado por e-mail?

Tem coisa mais chata que uma pessoa ficar sabendo da exata hora e minuto que você abriu o e-mail que ele te enviou?

Tem sim: a pessoa que utiliza essa função de aviso de leitura de e-mail.

Existem alguns add-ons e apps que prometem que você tenha a privacidade de ler um e-mail e poder responder quando quiser (ou não) sem essa pressão de o remetente saber que você já leu a mensagem.

Mas a princípio você não precisa instalar nada. Veja em seu webmail ou cliente de e-mail se é possível bloquear o carregamento de imagens. Se for possível, faça o bloqueio.

Mas só se houver a opção de você visualizar as imagens que quiser, quando quiser, claro.

Isso porque os chamados mail trackers normalmente utilizam imagens, como um PNG quase invisível ou uma assinatura de e-mail, para alertar quando você abriu o e-mail.

Então, quando você não deixa as imagens carregarem, é como se você não tivesse lido o e-mail.

Mas tome cuidado ao clicar em links: alguns rastreadores também confirmam que você leu o e-mail através de links no corpo do e-mail.

7. Google e Facebook: tente usar cada vez menos

Os itens 1, 2, 5 e 6 dessa lista já devem ser o suficiente para você entender que essas duas empresas são campeãs em desrespeitar sua privacidade online.

Conforme comentei, mesmo que não há (provas de que) seres humanos (estão) vendo/lendo (tudo) o que você faz, é muito invasiva essa perseguição de publicidade relacionada com o que você acessa, pesquisa ou fala (afinal, sim, o Facebook está ouvindo o que você diz perto de seu smartphone).

Lembrando que Instagram e WhatsApp também são do Facebook. E ultimamente não há muitas alternativas de sucesso para substituir esses apps, então você teria que convencer todos os seus amigos a migrar também.

Se isso for tão inviável quanto parece e você realmente necessitar dessas opções de redes sociais e mensageiros, ao menos desinstale os apps e utilize a versão web em um navegador confiável, preferencialmente com a aba anônima.

Aqui há algumas alternativas de redes sociais se você quer privacidade. Para mensagens, o Telegram é uma boa opção.

Por fim, você pode fazer suas buscas com o DuckDuckGo, que pode ser configurado como buscador padrão no Firefox, e com o Qwant.

Como proteger a privacidade de quem acessa seu site

close próximo da lente de uma webcam

Já que criação de sites é minha especialidade, eu não poderia deixar de falar sobre como você também pode ter um papel importante na proteção dos dados de outras pessoas.

Nesse caso, de quem acessa seu site.

Não basta ter uma página de política de privacidade bonitinha. É preciso ir além e ficar de olho em algumas coisas básicas que podem ser muito perigosas.

1. Não instale plugins e temas pirateados

Uma vez postei por aqui uma lista de temas para WordPress com opções pagas e gratuitas. Nesse post, comentei sobre a importância de adquirir temas de maneira legítima.

Ou seja, sem baixar de graça o que deveria ser pago.

Um tema pirata é um template premium (que só pode ser adquirido mediante pagamento) que você encontra para download grátis em outro site em vez da página oficial do autor, como blogs de downloads, torrents e warez.

O mesmo vale para plugins.

Mas por que isso? Bom, esses temas e plugins que são disponibilizados de maneira gratuita ilegalmente (e/ou em sites suspeitos) têm chances enormes de estarem infectados por vírus ou com códigos maliciosos que podem roubar seus dados e dos seus clientes.

Se você tem uma loja online e utiliza um tema ou plugin pirateado, imagina o estrago que isso poderia causar? Você está lidando com dados como endereço e meios de pagamento de seus clientes.

Então, procure o que cabe no seu bolso e certifique-se de que o site que você acessou para baixar esse plugin ou tema é confiável. Caso contrário, você estará colocando muitas pessoas em risco.

2. Cuidado com scripts de notificações push

Pouco tempo atrás surgiu a moda das notificações push. Todo site que você acessava mostrava um aviso de que você poderia receber notificações de novos conteúdos diretamente do seu navegador.

Isso existe até hoje, claro. E muitas opções são gratuitas.

Já instalei uma dessas opções para um cliente que solicitou a ferramenta. Tal opção era o OneSignal, que tem plugin para o WordPress.

Um dia parei para ler a política de privacidade da empresa. Afinal, achei meio suspeito que uma ferramenta tão completa e bem feita conseguia se manter online e estável sem cobrar um centavo sequer.

Eis que um trecho da política dizia que os dados dos usuários que ativavam a notificação push eram armazenados e vendidos para outras empresas.

E, pior ainda: fiquei sabendo de uma brecha gravíssima de segurança.

Recebi esse chamado de suporte de um outro cliente no começo de 2020:

Olá, Fabio. Estou desesperado (…)

Acontece que nesta madrugada e manhã alguém utilizou minha conta no OneSignal para enviar notificações aos meus inscritos com conteúdo pornográfico.

Como sou leigo no assunto, só o que consegui fazer além de pedir socorro ao suporte que até agora não me respondeu, foi alterar a senha do meu usuário, mas como a mensagens estão sendo criadas por “api” e não pelo meu usuário, acredito que elas não irão parar.

Cliente Anônimo

Não é de se estranhar que uma empresa que não liga para privacidade também não tenha muitas preocupações com segurança.

Então, tenha em mente: se é de graça, você está pagando com dados. E além de comprometer a privacidade de seus clientes e visitantes, poderá ter sérios problemas de segurança também.

3. Utilize uma ferramenta de e-mail marketing própria

Você captura e-mails de clientes e visitantes em seu site? Se sim, qual ferramenta você utiliza? Onde os e-mails ficam armazenados? Quem tem acesso a esses dados?

Já leu a política de privacidade dessa ferramenta?

A melhor maneira de não correr riscos de ter seu mailing revendido por aí, por exemplo, é utilizar uma plataforma própria de armazenamento e disparo de e-mails.

O Sendy, por exemplo, é instalado em seu próprio servidor. Você é inteiramente responsável por todos os dados armazenados ali – ninguém mais tem acesso a eles.

Também é possível utilizar seu próprio servidor de SMTP para realizar os disparos. Ou seja, é uma solução que não depende de terceiros em nenhuma etapa.

4. Dê a opção para o usuário não aceitar cookies

ilustração de um cookie pulando da tela de um notebook

Se você está acessando meu site pela primeira vez, certamente deve ter visto aquela janelinha chata sobre privacidade no final da tela.

Também viu que há duas opções: uma para aceitar e outra para recusar.

Como consta em minha política de privacidade, os únicos dados que coleto são de estatísticas através do Google Analytics. E nesse caso você não passa de um número: eu não faço ideia de quem você é.

Ainda assim, você pode negar que eu saiba por quanto tempo você ficou em meu site ou quais páginas acessou. É pra isso que serve essa opção de “recusar” na tal janelinha chata.

Mesmo que seja algo pequeno assim e que possa prejudicar suas estatísticas (ou ganhos no caso do Google AdSense, por exemplo), é importante que você dê essa opção ao seu visitante.

5. Assine uma hospedagem segura

O próprio Google alerta que hospedagens grátis têm a fama de fazer spam. Isso é um problema não só para o seu ranqueamento, já que a hospedagem pode ser banida das buscas (e seu site também, por consequência).

Também é um problema para você e seus clientes, já que esses dados são utilizados para os spams.

Então, corra de hospedagens grátis ou baratinhas. Ofertas boas demais para ser verdade? Esqueça!

Aqui tem uma lista com boas opções de hospedagem. Além disso, você também pode contar com a WOWF, é claro.

Créditos das imagens: Freepik e Gshow.

Revisão

E aí, já sabe como proteger sua privacidade na internet? Certifique-se abaixo de que não resta nenhuma dúvida!

Por que proteger meus dados na internet?

Porque outras empresas ou pessoas podem estar utilizando, vendendo ou vazando seus dados na internet. Então, não é só uma questão de privacidade: proteção de dados também é segurança.

Qual é a melhor VPN grátis?

As melhores VPNs são pagas. VPNs grátis têm fama de fazer justamente o que você quer evitar: coletar e vender seus dados. Leia sempre a política de privacidade e os termos de uso antes de assinar um plano.

Como saber se meus dados foram roubados?

É difícil descobrir se seus dados – e quais dados – foram roubados ou vazados. Você pode utilizar o MinhaSenha e o Have I Benn Pwned para verificar se a senha do seu e-mail foi divulgada, e o Serasa Antifraude ajuda a proteger seu CPF.

Não é permitida a reprodução integral desse conteúdo. A cópia pode ser ruim para você!

Quem é Fabio Lobo?

Web designer, desenvolvedor front-end e programador WordPress.

Quem é Fabio Lobo?

Estou há mais de uma década na área. O foco do meu trabalho é em usabilidade, facilidade pro usuário, acessibilidade, SEO e performance.

Também tenho alguns projetos open source, além de prestar consultoria em hospedagem WordPress e criação de conteúdo.

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