Saiba se está na hora de refazer o site do seu negócio

Será que você precisa de um site novo ou só alguns ajustes e otimizações? Um refactoring ou um redesign? Há várias formas de refazer um site. Saiba qual é a melhor!

Por Fabio Lobo, atualizado em 08/09/2020.

Como descobrir se é a hora de refazer o site? Bom, uma vez que na internet é fácil se tornar obsoleto e pouco funcional diante da concorrência, o redesign de site (ou reforma de site) é uma estratégia que você deve ter em mente.

Existem diversos motivos pelos quais pode ser melhor reformular o site do seu negócio. E não só pela questão estética, mas pela organização e funcionalidade em geral. Podem ser atualizações, modernização, melhoria visual, ou até mesmo aprimoramento de funções e correção de bugs.

Ou pode ser que seu site não precise de alterações visuais, mas de um refactoring – ou seja, uma reforma no código visando melhorias de desempenho e SEO, por exemplo.

Mas fica a dúvida: “Como saber se é hora de refazer o site da minha empresa?” Para te ajudar nessa resposta, aqui você encontrará os seguintes tópicos:

  • O que é redesign de site;
  • Como saber se é a hora de refazer o site;
  • Tipos de reformulação de site;
  • O que pode haver de errado no seu site;
  • Erros para não cometer numa reforma de site;
  • Exemplos de sites refeitos por motivos específicos;
  • E respostas para dúvidas comuns.

Confira:

ilustração de um site em diversos dispositivos; na frente, a frase "Você precisa de um site novo?"

Índice

O que é redesign de site?

Antes de mais nada, você sabe o que de fato é um redesign de site? 

Em primeiro lugar, não significa necessariamente ter que recomeçar do zero. Em segundo, um redesign não foca apenas na aparência de um site. Você pode fazer um redesign sem fazer alterações drásticas no layout de sua página.

Uma boa reformulação pode contar com atualizações, modernização e melhora nos aspectos visuais e funcionais do site, mantendo intacta a proposta inicial, tal como a premissa do seu serviço, conteúdo ou produto. Isso é chamado de refatoração.

Entretanto, também não pense que planejar um redesign é um trabalho qualquer. Para uma reformulação bem sucedida, é preciso analisar fatores importantes, como a interação e consumo por parte dos clientes, além das tendências e novas tecnologias do mercado.

Você deve preferencialmente contratar um especialista para o serviço para uma consultoria. 

A internet sempre está em desenvolvimento, e a cada dia surgem novos aparatos e ferramentas para melhorar aspectos da interação com os usuários. Mas, sem o devido cuidado, o seu site pode ficar repleto de ferramentas sem uso. 

Um redesign de site é, portanto, um projeto que visa atualizar e modernizar características de estrutura, funcionalidade e aparência da sua plataforma virtual.

O processo de reforma de um site também visa melhorias na administração e manutenção do site para que essa parte também seja prática, fácil e leve.

Tipos de reformulação de site

Podemos dividir em cinco tipos, do mais básico para o mais completo:

  1. Ajustes pontuais: nesse caso, pouca coisa é feita no projeto atual, como pequenas alterações, refinamentos ou correções;
  2. Implementação de melhorias: aqui o trabalho consiste em manter o site como está, mas com novas funcionalidades que visam melhorar o projeto em algum aspecto;
  3. Refatoração / refactoring: é o trabalho que mantém o layout do projeto atual e aperfeiçoa o código e a área de administração;
  4. Reforma / redesign: esse trabalho visa melhorar o projeto atual. As alterações visuais costumam ser mínimas, ou podem manter apenas a identidade visual com uma nova estrutura. Também pode envolver refactoring;
  5. Site novo: em um site novo, praticamente tudo do projeto atual é descartado (menos o conteúdo, identidade visual e, eventualmente, o logo).

Como saber se é hora de refazer o site

ilustração de pessoas adicionando elementos de um layout na tela de um computador

Na hora de repensar o design do seu site, leve em consideração dois pontos respectivos: a funcionalidade (fator mais importante) e o aspecto visual. A união desses dois fatores é indispensável para qualquer site que vise ampliação no mercado. 

O design de um site precisa cumprir com as demandas de interação, ou seja, resolver o máximo de necessidades que os clientes possam apresentar. Por isso, o ato de repensar a funcionalidade visando lucro é quase sempre o maior motivo do redesign do site.

Veja quais são os principais motivos que mostram que é a hora de refazer o site:

Seus objetivos ou estratégias de negócios mudaram

Ao longo do tempo, é comum alterarmos a metodologia do negócio até encontrar uma fórmula que resulte em lucro. Da mesma forma, os objetivos são moldados com o decorrer da história empresarial. 

Por isso, se o seu site não reflete mais sua estratégia e nem colabora diretamente para o alcance dos objetivos, está na hora de atualizar para transformá-lo em um instrumento de marketing competente.

Reformulação recomendada: Site novo.

Seu site parece antigo ou ultrapassado

Hoje as tendências visuais e interativas são uma demanda importantíssima. Sem contar em outros fatores como SEO, desempenho e acessibilidade.

Ter um site com um visual adequado para a sua proposta e com todas as funções necessárias para que o usuário consiga usá-lo tranquilamente é indispensável para se manter firme na concorrência. 

Ter um site otimizado é garantir uma briga justa com seus concorrentes nos buscadores.

Além do mais, quanto mais o site parece obsoleto, menos confiança ele passa. Os usuários podem pensar “se eles não modernizam o próprio site, eles não são responsáveis ou organizados”.

Reformulação recomendada: Site novo.

Seu site está despencando no Google

Perdendo posições no google e praticamente zerando o número de visualizações em seu site?

O design do site não é o fator determinante do sucesso, mas pode ser a causa de muitos fracassos. Até porque a reforma de um site também passa por seu código-fonte, que é um fator determinante para indexação no Google.

Se sua receita está caindo, definitivamente é hora de repensar a estrutura do seu site e do seu serviço/conteúdo de forma geral.

Reformulação recomendada: Reforma / redesign ou Refatoração / refactoring.

Seu site demora muito para carregar

O próprio Google já declarou oficialmente há mais de uma década* que a velocidade de carregamento do site é um fator de ranqueamento nas pesquisas.

Ou seja, quanto mais rápidas as respostas do site, maior é a chance de ele ser oferecido como resultado das buscas. Tendo isso em vista, é importante ter um site que abra corretamente, de forma rápida e que seja leve para o visitante. 

Se o site do seu negócio não funciona assim, é hora de repensar sua estrutura e design de modo que o torne mais leve, rápido e intuitivo.

Reformulação recomendada: Reforma / redesign ou Refatoração / refactoring.

*Por incrível que pareça, muita gente AINDA não leva isso a sério e acaba optando por sites pesados e cheios de efeitos, principalmente templates prontos com site builders ou frameworks pouco otimizados como bootstrap.

Os visitantes não permanecem no site

Você também deve considerar o design do seu site como um fator capaz de estimular ou desestimular a interação dos usuários nas suas páginas. Ou seja, a estrutura e visual do seu site podem ajudar a aumentar ou reduzir a taxa de rejeição de seu site.

Sendo assim, o design pode ser a razão (ou pelo menos contribuir) para o problema de você conseguir acessos, mas não ser capaz de manter os usuários no site por muito tempo ou fazer com que eles não finalizem as compras.

Reformulação recomendada: Reforma / redesign ou Refatoração / refactoring.

Erros no Google Search Console e PageSpeed Insights

printscreen de tela de cobertura do search console

Com as mudanças constantes do Google, sempre há alguma nova preocupação envolvendo tanto o Search Console quanto o PageSpeed Insights.

Sempre há uma onda de quedas bruscas no rankeamento do Google. As novidades do momento são:

  • Erros de cobertura: quando, por algum motivo, o Google não consegue rastrear as páginas do seu site;
  • Principais métricas da web: erros de CLS (Cumulative Layout Shift, ou Mudança de Layout Cumulativa), LCP (Largest Contentful Paint, ou Maior Exibição de Conteúdo) e FID (First Input Delay, ou Latência na Primeira Entrada);
  • Facilidade de uso em dispositivos móveis: quando seu site não é mobile-friendly;
  • JavaScript não utilizado: quando não há um planejamento para seu site carregar determinados scripts só quando estes forem necessários;
  • Imagens em formatos de última geração: quando suas imagens não são otimizadas como deveriam ou não são WebP.

Reformulação recomendada: Refatoração / refactoring ou Site novo.

Seu site não é mobile-friendly

Sites responsivos com conceitos de Mobile First são aqueles que adaptam o design, estrutura e funcionalidade a diversos tipos de resoluções. 

Não importa se o acesso é realizado pelo computador, tablet ou celular, o site vai abrir de maneira competente e organizada em cada um dos aparelhos. 

Um site responsivo ajusta a resolução das imagens, o tamanho das fontes e os demais elementos para que o acesso se torne mais fácil, intuitivo e personalizado. Se o seu site não possui essa tecnologia, você está em desvantagem no mercado.

Aliás, bota desvantagem nisso! É quase um crime não ter um site responsivo hoje em dia.

Reformulação recomendada: Reforma / redesign ou Site novo.

Seu site usa um tema pronto

Apesar de ser uma opção de baixo custo e rápida, os temas prontos tem pontos negativos que podem acabar prejudicando a performance do site. 

Entre os pontos negativos do uso dos temas prontos posso destacar:

  • Lentidão no carregamento. Você terá diversas ferramentas que nem serão utilizadas;
  • O visual do site ficar parecido com outros sites que usam o mesmo tema;
  • Falta de suporte em caso de problemas em temas gratuitos ou muito antigos;
  • Em alguns casos, você precisa pagar também por plugins adicionais.

Ah, tem mais: temas prontos não ajudam a reforçar uma identidade visual. Em vez de você ter um site que se adapta ao seu negócio, você acaba tendo que adaptar seu negócio de acordo com o que o tema oferece.

Pense nisso!

Reformulação recomendada: Refatoração / refactoring ou Site novo.

Não há integração com as redes sociais

O uso das redes sociais é uma ação de marketing digital importante para atrair consumidores e consolidar credibilidade. 

Portanto, além de se mostrar atento ao uso das mídias sociais, certifique-se de que os usuários pelo menos encontrem os botões de compartilhamento das suas páginas e postagens.

E não é só isso: seu site precisa estar otimizado para que suas postagens apareçam com a devida imagem e descrição nas redes sociais, fazendo uso de tags open graph e um bom SEO Onpage.

Reformulação recomendada: Ajustes pontuais ou Implementação de melhorias.

Seu site não segue boas práticas de acessibilidade

A LBI (Lei Brasileira de Inclusão), sancionada em 2016 pela nossa presidenta Dilma Rousseff, visa garantir a acessibilidade também na internet. E a inclusão ao público com deficiência é um motivo mais do que plausível para um redesign do seu site. 

São inúmeras as formas de adicionar ferramentas que possibilitam ou facilitam a acessibilidade ao seu conteúdo ou serviço na web. 

Se quiser saber mais, o Hugo, do blog especializado em acessibilidade Hand Talk, tem um artigo com várias dicas e informações para tornar o seu site acessível.

Reformulação recomendada: Reforma / redesign ou Refatoração / refactoring.

Lembre-se também de checar se o serviço de hospedagem é bom

A hospedagem é onde o site fica guardado, ativo e acessível na internet. Quanto melhor o serviço, maior é a possibilidade de bom funcionamento, atualização e modernização do site. 

Por isso, analise se o seu serviço de hospedagem é, de fato, bom para o seu site e para o seu negócio. Às vezes você nem precisa de um site novo, mas de uma hospedagem profissional.

Para te ajudar nessa avaliação, tenho um artigo explicando tudo sobre hospedagens para WordPress, com recomendações e dicas. 

O que pode haver de errado no meu site?

ilustração de pessoas procurando por bugs em um site

Além dos tópicos citados anteriormente, existem outras questões que eu gostaria de comentar.

Um bom site pode ampliar (e muito) sua participação no mercado. E, se isso não está acontecendo, alguns dos motivos podem estar relacionados com a estrutura ou design que você utiliza. 

Pensando nisso, resolvi listar alguns pontos importantes para você começar a analisar o funcionamento, aparência e proposta do site do seu negócio. Veja:

Seu site é confuso ou nada óbvio

Um problema bem comum é acreditar que o site vai ficar popular e que todo mundo vai saber do que se trata só de ouvir ou ler o nome.

Na verdade, a premissa é justamente o contrário. 

Quanto mais explícita é a proposta, melhor. Por isso, analise se o seu site se apresenta bem, de modo que o usuário saiba exatamente o que encontrará ou pelo menos, onde conseguir as informações sobre o seu negócio/serviço/conteúdo.

Lembre-se que o primeiro acesso é a primeira impressão. Se o usuário não encontrar o que quer em menos de 15 segundos ele irá sair do seu site.

O site apresenta bugs ou possui links quebrados

Os bugs (problemas em geral) e links quebrados (erros 404, páginas corrompidas etc) são problemas que podem acontecer em qualquer site e podem surgir por diversos motivos. 

Mas uma coisa é certa: isso diminui imensamente a credibilidade do seu site. Por isso, certifique-se de que tudo funciona corretamente no site. Se você encontrar uma página que você considere irrelevante, ao menos faça um redirecionamento e atualize seus menus, por exemplo.

Você pode optar por não fazer o redesign, mas pelo menos conserte os erros do seu site para manter a credibilidade. 

A concorrência faz melhor

Conhecer a concorrência é uma regra básica da competição mercadológica.

Aja com personalidade e criatividade para se destacar, mas sempre esteja a par do que os seus concorrentes estão fazendo e as ferramenta que eles utilizam em seus sites.

Claro, analise se vai ser útil para você também. E não tente imitar só para ser tão completo quanto seu concorrente. A ideia é ser melhor, porque quem segue o primeiro no máximo será sempre o segundo.

O visual não tem nada a ver com o serviço ou conteúdo

Essa é uma questão muito importante, mas que iniciantes ou pessoas que não são da área podem não levar a sério. O seu design precisa condizer, nem que seja minimamente, com a sua proposta, setor, nicho ou temática. 

Isto porque é sempre problemático encontrar, por exemplo, um site sobre meio-ambiente com um design vermelho, ou um site de saúde com tema escuro.

Para mais informações sobre o assunto, tenho um artigo sobre a psicologia das cores na internet que você pode conferir clicando neste link.

Erros para não cometer numa reforma de site

ilustração de um update sendo feito em um computador

Ok, você decidiu reformular o seu site, mas sem um planejamento adequado você pode acabar gastando dinheiro e não ter resultados positivos (ou até mesmo piorar as coisas).

Confira os seis principais erros cometidos na hora de refazer sites:

1 – Publicar as alterações sem testar antes

Às vezes, na ansiedade por inaugurar o novo design ou as alterações, a empresa libera o novo modelo antes mesmo de testar se tudo está funcionando corretamente ou se, de fato, ele traz resultados.

São muitos os casos de empresas que apostaram em um site mais bonito e acabaram prejudicando as vendas ou o alcance. Por isso, é importante planejar uma bateria de testes de performance em um ambiente de homologação. 

Recomendo procurar especialistas que saibam fazer testes A/B, que consiste em exibir o modelo antigo e atual do seu site para parcelas diferentes dos usuários, e assim avaliar a diferença nas performances. 

2 – Visar o aumento do tráfego e esquecer o propósito

Quem foi que disse que ter mais visitantes significa ter mais faturamento? Nem sempre atrair mais usuários quer dizer que você terá mais lucro e eles terão uma boa experiência ou ficarão fidelizados.

Pense nos sites que você usa ou consome o conteúdo. Você gosta de como navega neles? É fácil? Tente refletir essa sensação no seu próprio site. 

Não ignore os métodos de aumento de tráfego, mas não os priorize em detrimento da experiência de modo geral.

Em um site mal feito, um aumento nos acessos pode resultar em um aumento na taxa de rejeição e só!

3 – Imitar a concorrência sem saber o que ela está fazendo

O famoso copia e cola sem saber o que realmente está fazendo é um erro na hora de repensar o site.

Na grande parte das vezes, seus concorrentes podem ter estratégias que não funcionam para você ou eles simplesmente têm objetivos diferentes.

Analisar a concorrência é obrigatório, mas não esqueça qual é seu foco e tenha em mente suas limitações.

4 – Investir errado

Conheça o seu site e invista tempo, dinheiro e esforço nas páginas, postagens, produtos e serviços que dão maiores resultados.

Você pode ter em mente uma estratégia para aumentar a visibilidade do que está com uma demanda baixa, é claro. Mas é importante entender também se tal demanda é baixa porque as pessoas simplesmente não têm interesse no assunto.

Além disso, não deixe seu carro-chefe de lado só porque ele está bem das pernas enquanto pensa em um site novo. Com o planejamento certo, você pode acabar conseguindo resultados melhores.

5 – Não pensar no objetivo do usuário

Dependendo de como acessam o site, os usuários podem ter objetivos diferentes. Por exemplo, é muito comum que as compras sejam realizadas pelo computador, enquanto o celular serve mais para busca de informações.

Ou então seu site funciona mais como um catálogo virtual para e que seus clientes prefiram realizar a compra em sua loja física. Se for o caso, pra que investir em um e-commerce caso você não tenha uma estratégia de expansão bem planejada?

Analise seu público e tente descobrir como é realizada interação dos consumidores com o seu conteúdo ou serviço.

6 – Priorizar os anunciantes

foto da Time Square, à noite, com destaque para seus painéis publicitários
Esse é seu site ou é a Time Square?

Programas como AdSense ou sistemas de afiliados são sua principal fonte de renda? Errado: seu conteúdo que é.

Já recebi pedidos de orçamento para reforma de site visando acelerar o carregamento de banners de anunciantes. Não faz sentido – deveria ser o contrário.

Se você tem um site carregado de anúncios, ele vai ficar mais pesado, mais difícil de navegar e nenhum visitante vai gostar do que está vendo. Isso, em vez de aumentar suas receitas, irá fazer com que elas caiam.

Quando você tem um site leve, otimizado e com banners numa proporção bem planejada, você tem mais chances de subir no Google, ter mais exposição e receber mais cliques.

Então, jamais pense nos anunciantes em primeiro lugar. O que faz seu site lucrar é seu conteúdo.

Exemplos de sites refeitos

Abaixo vou citar alguns projetos que tiveram diferentes motivos para uma reforma.

Também irei comentar qual foi o resultado de cada trabalho.

Refactoring e migração de hospedagem

macroplan

O Macroplan estava com um desempenho muito abaixo do esperado. O site era extremamente lento e pesado.

printscreen do google lighthouse

Como utilizava um tema pronto com WPBakery e Slider Revolution, não havia outra solução: era preciso refazer todo o código.

E como estava em uma hospedagem muito conhecida (por ser uma das piores), também sugeri uma migração para um host otimizado para WordPress. Optaram pela WOWF.

O resultado foi esse:

printscreen do google lighthouse

Por ser um trabalho de refatoração, muito pouco foi alterado no visual do site. O foco principal era justamente melhorar o desempenho.

No final das contas, o site passou a levar muito menos tempo para carregar e, com isso, teve uma melhoria de rankeamento no Google como mostram esses gráficos do SEMrush:

printscreen de gráfico da SEMrush mostrando melhora de desempenho após refazer o site

Refactoring e migração do Blogger para o WordPress

rap 24 horas

No caso do Rap 24 Horas, era preciso manter o visual, com poucas melhorias, e transferi-lo do Blogger para o WordPress. Nesse caso, um refactoring era obrigatório, já que são sistemas diferentes.

Aqui, não vou apresentar gráficos. Em vez disso, vou mostrar dois dados que o próprio cliente forneceu:

  • Acessos: as buscas orgânicas pelo Google aumentaram em 10x em comparação ao período no Blogger;
  • Ganhos: por conta da facilidade de gerenciamento de anúncios no WordPress, o faturamento agora é cerca de 9x superior.

Além disso, também foi implementada a tecnologia AMP para posts, o que proporcionou uma melhora no Google News.

Ou seja, só a mudança de plataforma (e, por consequência, hospedagem) já foi o suficiente para que o projeto tivesse um salto no Google.

Redesign de site e implementação de melhorias

dinheirama

No caso do Dinheirama, também havia uma preocupação em relação ao desempenho do site. De fato, era bem pesado.

printscreen do google lighthouse

Porém, só um refactoring não era o suficiente, já que o cliente também precisava de um redesign. Era preciso melhorar a estrutura do site e sua usabilidade.

Como eles tinham uma equipe de design, participei da criação do layout apenas dando orientações sobre melhores práticas com foco nas melhorias que eram necessárias.

O resultado foi ótimo:

printscreen do google lighthouse

Tudo junto e mais um pouco

Já comentei sobre a evolução do meu logo, mas não cheguei a comentar sobre a evolução do meu site, que sempre foi um laboratório pra mim.

Por exemplo, foi o primeiro site responsivo que fiz. Sempre que surge alguma coisa nova, utilizo meu site de cobaia. Nada mais justo, já que esse é meu trabalho.

Claro, nem sempre mudar tanto assim a versão de um site é necessário ou recomendado. Meu caso é diferente pelos motivos que comentei acima.

Vou falar sobre todas as experiências abaixo!

Primeira versão (2010): apresentação básica

printscreen da home do meu primeiro site

Com design clean e poucas informações, já que meu portfolio tinha poucos trabalhos, a primeira versão do site surgiu quando eu tive segurança o bastante para começar a trabalhar com criação e desenvolvimento de sites.

Eu já tinha feito trabalhos na área antes, mas foram projetos experimentais. Dessa vez eu estava em busca de me profissionalizar de vez.

Segunda versão (2011 – 2012): primeiro site profissional

printscreen da home do meu segundo site

Com o lançamento do iPad, começou uma nova era de navegação na internet. Os cliques passaram a ser transformados em “toques”.

Claro, antes mesmo dos smartphones telas touch já existia. Mas dessa vez o mercado se mostrou mais promissor.

Como eu ainda não tinha experiência com design responsivo, criei a segunda versão do site de uma forma que ele fosse facilmente acessado em tablets, com design e navegação que facilitavam o toque.

Nesse caso, a mudança em relação à primeira versão foi bem brusca. O primeiro site era muito simples, já o novo trazia mais personalidade e uma identidade visual mais definida.

Terceira versão (2013): primeiro site responsivo

printscreen da home do meu terceiro site

Após alguns estudos com design responsivo, decidi que era hora de ter, enfim, um site responsivo.

Particularmente, não gostei muito dessa nova versão – tanto que ela ficou no ar por pouco tempo.

Como toda primeira experiência, o site teve seus problemas. Por exemplo, o design funcionava muito bem em tablets e smartphones, mas em notebooks e desktops o site não era muito agradável visualmente.

Essa versão é quase que uma mistura entre a primeira e a segunda, se você perceber bem. Aqui eu começo a elaborar uma estrutura mais oficial para meu site.

Quarta versão (2014 – 2018): rebranding

printscreen de três versões da home do meu quarto site

Em mais uma de minhas experiências, decidi deixar o site mais dinâmico com animações interativas. Além disso, foi quando eu decidi não trabalhar mais com publicidade e design gráfico.

Então, precisei de uma estrutura que favorecesse meu novo foco: web design e desenvolvimento.

As cores dessa versão eram bem mais fortes, até mesmo por ser uma tendência criada pela Apple na época. Essa versão também apresentou o logo que utilizo até hoje.

Mas em 2015 percebi que seguir a tendência de cores da Apple não foi uma boa ideia. Então, fiz um redesign do projeto e aproveitei para implementar algumas melhorias.

Por exemplo, no topo da página inicial inseri uma ilustração no lugar do logo e mudei o alinhamento de alguns elementos. De resto, a estrutura é exatamente a mesma.

Já em 2016, fiz um refactoring e mais algumas implementações de melhorias.

Essa versão do site ficou mais focada em conteúdo, mais leve, mais rápida… e, de certa forma, mais agradável visualmente em relação às versões anteriores.

Quinta versão (2019 – hoje): foco em velocidade e desempenho

printscreen de duas versões da home do meu quinto site

A última versão do site estava no ar desde 2016, e tinha a estrutura e identidade visual ideais para meu trabalho.

Porém, com as mudanças do Google, eu precisei repensar o site. Em vez de uma refatoração e um redesign ou outro, comecei um novo site do zero. Mas mesmo assim muitos elementos visuais da versão anterior foram mantidos, porque não era necessário uma mudança brusca.

Já em 2020 decidi me desafiar: queria seguir as recomendações do Google ao pé da letra.

prinscreen de resultado no google pagespeed insights e no google lighthouse

Com um refactoring e alguns refinamentos, a nova e atual versão do site teve pouquíssimas mudanças visuais.

printscreen de resultados no think with google - test my site

Bem melhor, não?!


Resumindo: como esse é o meu trabalho, vejo a necessidade de alterar meu site sempre que há alguma novidade ou tendência de web design, usabilidade, acessibilidade, SEO e por aí vai.

Certamente você não vai precisar de um site novo a cada dois anos. Mas nos exemplos acima você conseguirá ter exemplos práticos de quando alguma mudança é necessária.

Espero ter ajudado!

Créditos das imagens: Freepik, Google e sites citados.

Revisão

Agora você já sabe se está na hora de refazer seu site, ou até mesmo criar um site novo. Veja se tem mais dúvidas:

Se eu refizer o site, vou perder o conteúdo?

Depende. Se você utilizar o WordPress ou outra plataforma dinâmica, ao refazer seu site você irá trocar apenas de tema (o template do site), que é como trocar de roupa. Nesse caso, seu conteúdo não irá sofrer nenhuma alteração. Mas se você estiver migrando de plataforma ou tiver um site estático, pode ser que seja preciso recadastrar todos os conteúdos manualmente.

Como migrar o conteúdo do meu site antigo para o WordPress?

Depende do sistema que você está utilizando. Há um plugin no próprio WordPress que automatiza esse processo. Funciona para o Blogger, LiveJournal, Movable Type e TypePad, RSS e também para o WordPress.com. Há outros plugins que fazem a transferência de conteúdos para o WordPress, mas em alguns casos é preciso republicar tudo de novo manualmente.

Se eu reformular meu site ele não irá cair no Google?

Se não houver alterações de conteúdo, estrutura de permalinks (sem os devidos redirecionamentos 301) e o trabalho for bem feito, seu site não irá cair nas buscas por causa da reformulação.

De quanto em quanto tempo preciso de um site novo?

Não é preciso ter um site novo a cada determinado período de tempo. Em vez disso, você pode fazer mudanças no site atual deixando-o sempre mais moderno e de acordo com as recomendações e boas práticas do momento.

Não é permitida a reprodução integral desse conteúdo. A cópia pode ser ruim para você!

Quem é Fabio Lobo?

Web designer, desenvolvedor front-end e programador WordPress.

Quem é Fabio Lobo?

Estou há mais de uma década na área. O foco do meu trabalho é em usabilidade, facilidade pro usuário, acessibilidade, SEO e performance.

Também tenho alguns projetos open source, além de prestar consultoria em hospedagem WordPress e criação de conteúdo.

Como posso te ajudar hoje?

Trabalho com consultoria, suporte, manutenção, criação e desenvolvimento.

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