Search Console: como instalar, usar e melhorar seu site

Quer melhorar o SEO do seu site e deixá-lo livre de erros? Saiba como instalar e usar o Google Search Console, ferramenta gratuita com relatórios para otimização.

Por Fabio Lobo, atualizado em 28/11/2020. 4 pessoas falando sobre isso!

Usar o Google Search Console é essencial se você quer melhorar seu site, fazer ajustes de SEO e analisar seu desempenho nas buscas. Eu, como desenvolvedor, acompanho os relatórios de meus clientes quase que diariamente. Mas não para por aí.

A ferramenta do Google é muito completa e pode ser utilizada até mesmo para inspiração de conteúdo, além de análise de backlinks, usabilidade em dispositivos móveis e muito mais.

E, o mais importante: é com essa ferramenta que você fica sabendo sobre as principais mudanças do buscador. Sim, o Google muda critérios e recomendações com frequência. E seu site pode cair nas buscas de um dia para o outro se não estiver, digamos, em dia.

Tendo isso em mente fiz basicamente um manual de instruções do Google Search Console. Veja o que tem por aqui:

  • Uma explicação sobre o que é e para que serve o Search Console;
  • Como instalar e configurar em seu site;
  • Uma visão geral sobre relatórios e ferramentas do também conhecido como Webmaster Tools;
  • Como corrigir erros, problemas e avisos comuns;
  • Mais ferramentas do Google para analisar seu site;
  • Dicas para usar o Console para melhorar seu SEO;
  • E ainda sobrou espaço para tirar algumas dúvidas no final.

Recomendo que você utilize o índice abaixo se precisar tirar alguma dúvida específica. É que o conteúdo dessa página é bem grande, então cuidado para não se perder!

printscreen do google e o texto "manual do search console"

Índice

O que é Google Search Console?

O Google Search Console, antigo Webmaster Tools, é uma ferramenta gratuita do Google que basicamente te ajuda a entender como o buscador está vendo seu site.

Através dessa ferramenta você consegue fazer uma auditoria em seu site:

  • Confirmar que o Google pode ler e indexar seu site;
  • Saber em qual posição seu site e seus posts estão no Google;
  • Acompanhar seu desempenho nos resultados das buscas e no Google Discover;
  • Checar se há algum erro em seu site, ou alguma melhoria a ser feita;
  • Ver se está tudo em ordem com o AMP do seu site;
  • Validar dados estruturados para ajustar o SEO do seu site.

O Search Console pode ser facilmente utilizado por qualquer um. Ou seja, não é preciso ter conhecimento técnico, ser programador ou trabalhar com SEO para usar o Console de Busca do Google.

Basta ler e interpretar os relatórios, e então você saberá o que fazer para melhorar seu site.

Pra que usar o Search Console?

O Google Search Console é pra você que trabalha com SEO, (marketing de) conteúdo, inbound marketing, desenvolvimento front-end ou simplesmente quer deixar seu site otimizado e funcionando bem.

Mas a verdade é que todo mundo precisa usar o Search Console. Mesmo se você achar que não há nada de errado em seu site, certamente alguma coisa pode ser melhorada.

Com o Search Console você pode:

  1. Fazer uma análise de palavras-chave para melhorar seu conteúdo atual;
  2. Completar o Google Analytics, sabendo exatamente quais palavras-chave estão buscando para chegar até seu site;
  3. Ter novas ideias de conteúdo;
  4. Acompanhar os backlinks que seu site recebe;
  5. Planejar um redesign do seu site de acordo com as recomendações do Google;
  6. Acompanhar e validar uma mudança de domínio, permalinks, hospedagem, tema etc;
  7. Remover links tóxicos;
  8. Tentar entender por que seu site caiu ou subiu nas buscas;
  9. Pedir para o Google indexar seus posts e páginas mais rapidamente;
  10. E por aí vai!

Ou seja, o Console de Busca do Google é uma ferramenta poderosa de SEO, testes e estratégias de conteúdo – tudo de graça. E você ainda recebe alertas por e-mail se alguma coisa der errado.

Como instalar o Search Console?

Tempo necessário: 7 minutos.

Vou explicar a maneira mais simples e rápida para que você consiga instalar o Google Console em seu site. Confira:

  1. Crie sua conta

    Acesse search.google.com/search-console com sua conta Google ou crie uma nova conta.printscreen do google search console

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  2. Adicione uma propriedade

    Ao logar no painel do Search Console, clique em Adicionar propriedade caso não apareça de imediato uma janela para iniciar o cadastro do seu site.prinscreen do painel de adicionar de propriedade do search console

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  3. Selecione o tipo de propriedade

    Utilize a opção “domínio” e digite apenas o endereço do seu site, sem www. Exemplo: fabiolobo.com.brprinscreen do painel de adicionar de propriedade do search console

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  4. Verifique a propriedade

    A seguir você verá uma tela indicando os passos para verificar sua propriedade – clique no botão Copiar no item 2 da lista. Acesse o painel de configuração de DNS do seu domínio, que pode ser um painel da hospedagem como cPanel, por exemplo, no próprio provedor como registro.br ou 101domain.com, ou na CloudFlare, que é o exemplo que irei utilizar aqui. É tudo muito parecido.prinscreen do painel de verificar propriedade do search console

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  5. Adicione o registro TXT em seu domínio

    No painel do seu domínio, clique em Adicionar registro e selecione o tipo TXT. Em Nome, dependendo do painel que você está utilizando, você deve deixar em branco ou colocar uma @ no campo. No campo Conteúdo, utilize o código que você copiou no passo 4. Em TTL você deve selecionar Auto ou preencher um valor como 300, por exemplo. Por fim, se houver um campo Prioridade, deixe-o em branco. Após salvar, sugiro aguardar uns cinco minutos antes de prosseguir.printscreen do painel de DNS da cloudflare

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  6. Verifique seu domínio

    Volte para o Search Console, na mesma tela que você viu no passo 4. Clique no botão Verificar e aguarde. Se você seguiu os passos corretamente, agora você verá os relatórios do seu site no Google Search Console.prinscreen do painel de verificar propriedade do search console

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Como configurar o Search Console?

Se você seguiu os passos acima, não precisa fazer mais nada: seu Console está criado, instalado e configurado.

prinscreen do painel de configurações do search console

Agora, se você quer ver o painel de configuração da ferramenta, as opções disponíveis são essas: verificação de propriedade, adição e remoção de usuários, mudança de domínio e remoção de propriedade.

Mais detalhes abaixo:

  • Verificação de propriedade: aqui você confirma se sua propriedade está verificada. Você pode ser um proprietário do domínio ou um usuário delegado, por exemplo;
  • Usuários e permissões: nessa tela você gerencia, adiciona e remove usuários de sua propriedade. Se você precisar compartilhar seu Search Console com seu desenvolvedor, por exemplo, basta adicionar o e-mail dele nessa área com permissão Total ou Restrita;
  • Mudança de endereço: utilize essa opção se você alterar o domínio do seu site. Mas antes você deve cadastrar o domínio novo como se fosse outro site, seguindo os passos de instalação que passei no tópico anterior;
  • Sobre: por fim, você pode ver informações sobre o rastreador da indexação da sua propriedade. E se quiser remover a propriedade da sua conta, basta clicar no botão Remover propriedade. Se você for um usuário delegado, não se preocupe – a propriedade não será removida do Search Console, só deixará de ser visível na sua conta Google.

Google Analytics ou Search Console: qual é o melhor?

Um não substitui o outro.

O Google Analytics dá informações precisas sobre estatísticas de quem navega em seu site. O Google Search Console gera estatísticas apenas de buscas através do Google, além de relatórios sobre problemas no seu site que podem comprometer seu desempenho no buscador.

Dica: como vincular o Google Analytics ao Search Console?

Ao vincular suas contas do Google Search Console e do Analytics, você poderá ver o relatório de buscas por palavras-chave diretamente na ferramenta de estatísticas do Google.

printscreen de painel de administração do google analytics
  1. Acesse sua conta no analytics.google.com. Deve ser a mesma conta Google utilizada no Search Console;
  2. No painel do Google Analytics, clique em Administrador e selecione a propriedade que você deseja editar (ou seja, o domínio que será vinculado ao Search Console);
  3. Na coluna Propriedade, clique em Configurações da propriedade;
  4. Em Search Console, clique em Ajustar o Search Console;
  5. Em Configurações do Search Console, clique em Adicionar. Abrirá uma nova janela;
  6. Na coluna Site do Search Console, selecione o domínio correspondente;
  7. Pronto, agora você verá os relatórios em Aquisição > Search Console.
printscreen de painel de administração do google analytics

Para ver as palavras-chave, basta clicar em Consultas.

Relatórios do Google Search Console

Ao logar em sua conta do Google Console, a primeira coisa que você verá é a tela de Visão Geral, com três gráficos: Desempenho, Cobertura e Melhorias.

printscreen de tela de visão geral do search console

Mas não para por aí. O Google conta com diversos relatórios e ferramentas, tudo grátis. Veja ali no menu lateral, à esquerda.

Vou falar primeiro sobre a parte de relatórios. Acompanhe:

Desempenho / Resultados da pesquisa

Se você tem um site novo ou pouco acessado, esse relatório aparecerá no menu como “Desempenho”.

Mas se seu site recebe um volume alto de acessos, esse relatório é desmembrado em duas partes: “Resultados da Pesquisa”, que é o relatório que vamos ver agora, e “Discover”, que será o próximo tópico.

printscreen de tela de resultados da busca do search console

Então, ao clicar em Desempenho ou Resultados da pesquisa no menu, você verá quantos cliques e impressões suas páginas estão recebendo nas nas SERPs (Search Engine Results Pages, ou página de resultados da busca) no Google.

Por padrão, você verá o desempenho nos últimos três meses. Clicando nas opções de filtro, localizado logo acima do gráfico, você poderá aumentar ou reduzir esse intervalo, além de definir o que exatamente você quer ver nas estatísticas.

No gráfico é possível verificar:

  • Total de cliques: quantos cliques seu site recebeu em buscas do Google;
  • Total de impressões: quantas vezes seu site apareceu nas buscas;
  • CTR média: taxa média de cliques em comparação às impressões que seu site teve nas buscas;
  • Posição média: em qual posição seu site está rankeado para as palavras-chave indexadas.

Logo abaixo do gráfico há dados mais avançados e detalhados, divididos nas seguintes abas:

  1. Consultas: todas as palavras-chave utilizadas para encontrar seu site nas buscas;
  2. Páginas: todas as páginas que apareceram em resultados das buscas;
  3. Países: de onde as buscas vieram;
  4. Dispositivos: estatísticas de acessos de desktops, tablets e smartphones;
  5. Aspecto da pesquisa: como seu site aparece nas buscas (exemplos: AMP, resultados avançados, pesquisas aprimoradas etc) ou como os usuários fizeram a busca (se por notícias, vídeos etc);
  6. Datas: estatísticas diárias.

É possível visualizar individualmente a quantidade de cliques e impressões, além de CTR e posição média, de cada item.

Exemplo: Se você abrir a aba Páginas, clicar no endereço de uma das páginas e, assim que o novo gráfico carregar, clicar na aba Consultas, vai saber para quais palavras-chave essa página está bem indexada.

printscreen de tela de consultas do search console

Ou seja, você pode ver dados detalhados de qual é o seu post mais visitado, quais palavras-chave são mais usadas e por aí vai.

O contrário também: você pode analisar as páginas e posts que caíram nas buscas e saber qual foi o momento exato da queda e para quais palavras-chave você perdeu posições.

Dica: Como usar esse relatório para aumentar o número de visitas?

Você pode ter diversas ideias de conteúdo com o relatório de resultados da pesquisa no Google. Um exemplo é pensar em como aumentar o tráfego de determinados posts ou páginas.

Sugiro o seguinte:

  1. No gráfico, deixe marcado as quatro opções: Total de cliques, Total de impressões, CTR média e Posição média;
  2. Na aba Consultas, veja quais são as palavras-chave que dão mais visibilidade para o seu site. Nesse exemplo, vou filtrar os resultados por “Posição”. Quero ver as palavras-chave que estão nas melhores posições no Google.
    Dica: você pode filtrar os resultados para um termo específico, assim você verá uma lista de palavras-chave com esse termo.
    printscreen de tela de consultas do search console
  3. Veja a coluna de CTR e foque nas menores porcentagens. Repare que uma palavra-chave está em primeiro lugar, mas só 8% das pessoas estão clicando em meu post no Google.
    printscreen de tela de consultas do search console
  4. Faça uma busca no Google pelas palavras-chave de menor CTR e analise seus concorrentes. Tente entender por que eles recebem mais cliques que você, que está em primeiro. O título é mais chamativo? A descrição é mais completa? Ou seu post está em primeiro apenas como um resultado de imagem?
  5. Coloque em prática o que você analisou no passo 4: edite seu conteúdo para que ele fique melhor. Acompanhe durante as próximas semanas e veja se os resultados foram positivos ou negativos.

Seguindo esses passos você pode melhorar o resultado de posts que já estão bem posicionados nas buscas. É a estratégia mais “fácil” de aumentar o tráfego do seu site, mas não é garantido que vá dar resultados.

A verdade é que não há mágica nem promessas. Nada é 100%: você deve tentar, tentar e tentar. Pode levar um, três, seis meses, mas é só mantendo seu conteúdo atualizado, completo e otimizado para alcançar melhores resultados.

Outra estratégia é tentar melhorar posts que caíram nas buscas ou que nunca tiveram tantas visualizações. Nos filtros, aumente o período do gráfico para os últimos 12 ou 16 meses, por exemplo, assim você terá uma noção maior de todas as quedas de posições.

De resto, os passos são os mesmos que citei acima, e o objetivo também: pesquise as palavras-chave e tente fazer um conteúdo melhor que o dos primeiros colocados.

Lembrando que copiar conteúdos está totalmente fora de cogitação.

Discover

O relatório do Discover, que é o antigo Google Feed, aplicativo para dispositivos móveis, é muito parecido com o de Desempenho visto acima.

printscreen de tela do discover do search console

Esse relatório só irá aparecer em sua conta se seu site for listado pelo menos uma vez no Google Discover. Através dele você poderá ver o seguinte:

  • Total de cliques: quantos cliques seu site recebeu em resultados do Discover;
  • Total de impressões: quantas vezes seu site apareceu no Discover;
  • CTR média: taxa média de cliques em comparação às impressões que seu site teve no Discover.

E assim como no gráfico anterior, além de poder filtrar um período específico para ver essas estatísticas, você verá uma lista detalhada logo abaixo:

  1. Páginas: todas as páginas que apareceram no Discover;
  2. Países: de onde as impressões e cliques vieram;
  3. Aspecto do Discover: como seu site aparece no discover (exemplos: AMP, vídeos etc);
  4. Datas: estatísticas diárias.

Você pode clicar em cada item dessa lista para ver mais detalhes individuais. Por exemplo, em Páginas, clique em uma das URLs e veja quando seu post esteve em destaque no Discover.

printscreen de tela de lista do discover do search console

Repare que normalmente as estatísticas mostram picos de acesso, e não uma visitação constante. Isso porque boa parte de o que aparece no Discover fica em destaque por um curto período de tempo – principalmente notícias.

Como aparecer no Google Discover?

Não tem segredo, nem é preciso fazer um cadastro.

O Discover funciona assim: de acordo com as preferências do usuário (buscas, sites que ele navega, etc), além de levar em conta notícias do momento, o Google gera um feed personalizado com conteúdos que esse usuário poderia se interessar em ler.

Como o Google escolhe esses conteúdos? Ele procura o que há de mais novo e/ou atualizado, completo, bem escrito e que esteja em um site moderno, otimizado e com imagens grandes.

Para aparecer no Discover, então, você deve fazer o melhor conteúdo possível e mantê-lo sempre atualizado.

Não é preciso ser uma notícia, nem um assunto recente ou popular no momento – o Discover é diferente do Google News. Só precisa ser bom.

Cobertura

Aqui começamos a analisar a “saúde” do seu site. É hora de ver erros, avisos e possíveis melhorias.

printscreen de tela de cobertura do search console

Inicialmente você pode filtrar esse gráfico por Todas as páginas conhecidas (que são as que o Google indexou, e é o filtro padrão das estatísticas de cobertura) ou as que foram enviadas por um sitemap. O ideal é manter o filtro padrão.

Eis as opções do gráfico:

  • Erro: são as páginas do seu site que têm erros. Elas não estão sendo indexadas;
  • Válidas e com avisos: são páginas com problemas menores, que podem ou não acabar comprometendo a indexação um dia – mas no momento essas páginas aparecem nas buscas;
  • Válidas: são as páginas normalmente indexadas no Google, sem problemas aparentes;
  • Excluído: páginas que não podem ser indexadas por alguma definição sua, como robots.txt ou tag meta noindex.

Obviamente você deve se preocupar com os erros e avisos. Mas não deixe de ver as páginas excluídas também, porque pode ser que você tenha cometido algum engano.

Bom, abaixo do gráfico há uma lista com todos os tipos de erros e avisos que páginas do seu site estão gerando. Ao clicar em cada opção você pode ver quais são as páginas com o problema em questão, além de poder ler mais detalhes para entender o que está acontecendo.

printscreen de tela de erro de cobertura do search console

Após corrigir os erros, basta clicar no botão Validar a correção. Isso avisará o Google que você fez as correções necessárias, mas antes a ferramenta fará uma pré-verificação para ter certeza de que foi tudo publicado corretamente.

Então, antes de validar a correção, não se esqueça de limpar o cache do seu site.

Só após passar por essa pré-validação o pedido será enviado para o Google, que irá reavaliar tudo para indexar suas páginas.

Como corrigir erros de cobertura?

Certamente essa é a principal dúvida sobre o assunto. E não duvido que você tenha encontrado esse post em busca de uma solução de algum erro ou aviso do Search Console.

Vou comentar sobre os problemas mais comuns abaixo. Vamos lá:

1. URL enviado bloqueado pelo arquivo robots.txt

Significa que a página foi enviada para indexação através do sitemap, por exemplo, mas está bloqueada pelo robots.txt.

Ou seja, o Google recebeu um pedido para indexar essa página, mas também foi impedido de indexá-la.

Há duas soluções. Você pode escolher uma:

  1. Editar seu robots.txt para desbloquear essa página; ou
  2. Editar seu sitemap.xml para não listar essa página.

A segunda opção é um pouco assustadora, mas é fácil de fazer se você utiliza WordPress com o plugin Yoast. Mas você também deve remover a página do robots.txt, pois, segundo o Google:

Importante: para que a diretiva noindex funcione, a página não pode ser bloqueada por um arquivo robots.txt. Se a página estiver bloqueada por um arquivo robots.txt, o rastreador nunca encontrará a diretiva noindex. Como resultado, a página ainda poderá aparecer nos resultados da pesquisa se outras páginas direcionarem o usuário para ela, por exemplo.

Ajuda do Search Console

Por exemplo, se você quer bloquear posts ou páginas individuais, vá para o painel de edição desse conteúdo e role a tela até o box do Yoast. Clique em Avançado, e marque Não na opção “Permitir que os mecanismos de pesquisa mostrem Post nos resultados de busca?”.

printscreen de opções do plugin yoast para wordpress

Isso fará com que o Yoast aplique a tag meta noindex na página que você não quer indexar, além de removê-la do sitemap.xml.

A mesma dica funciona na edição de Categorias e Tags. E se você não quer indexar todas as tags do seu site, por exemplo, basta acessar o painel do Yoast no menu do seu WordPress, clicar em Aparência na Pesquisa e navegar nas abas. Desative a opção “Mostrar nos resultados de pesquisa”.


2. Indexada, mas bloqueada pelo robots.txt

Esse aviso é, no mínimo, interessante. Você sabia que uma página bloqueada no robots.txt pode ser indexada caso receba um backlink (ou seja, link em outro site)?

Ou seja, se você bloqueou o Google de indexar uma página pelo robots.txt mas algum outro site linkou essa página, ela será indexada mesmo assim.

Novamente há duas soluções e você pode escolher uma:

  1. Tente solicitar a remoção desse link no outro site; ou
  2. Utilize a dica do tópico acima (número 1) para adicionar a tag meta noindex nessa página.

A segunda dica é a ideal, já que é a maneira certa de bloquear páginas no Google.


3. URL enviado marcado como “noindex”

Isso normalmente ocorre quando a página está no sitemap mas há a meta tag noindex em seu código HTML.

Escolha uma das duas soluções abaixo:

  1. Remova a tag noindex da página;
  2. Remova a página do sitemap.xml.

Porém, não recomendo editar o sitemap.xml manualmente. Como esse normalmente um arquivo dinâmico, você pode acabar perdendo as alterações assim que publicar um conteúdo novo.

Veja no primeiro tópico (item 1) que é fácil corrigir problemas do tipo utilizando o Yoast.


4. URL enviado tem problema de rastreamento

Houve alguma anomalia no rastreamento que não se enquadra nos erros citados aqui.

Normalmente você precisa verificar a página manualmente para encontrar o problema. O Google não consegue dizer o que é, caso contrário essa página estaria listada em algum dos outros erros ou avisos.

Inclusive, verifique se a página em questão aparece em outros relatórios de cobertura. Pode ser que resolver o problema específico já solucione esse aviso também.

Por fim, pode ter sido uma instabilidade no próprio Google. Você pode testar clicar em Validar a correção pra ver se já é o suficiente antes mesmo de tentar descobrir o que aconteceu.


5. Erro no servidor (5xx)

Provavelmente houve alguma pequena instabilidade (ou grande, caso você utilize uma hospedagem ruim) em seu servidor quando o Google estava rastreando seu site.

Acesse a página listada no relatório e veja se ela está acessível. Se estiver, clique em Validar a correção. Pronto!

Se não estiver, ou a lista de páginas com esse erro for grande, entre em contato imediatamente com o suporte de sua hospedagem para verificar – e corrigir – o que pode estar acontecendo.


6. URL enviado parece ser um Soft 404

Um erro Soft 404 pode ser uma coisa boba, como um link interno incorreto em algum post ou menu.

Por exemplo, imagine que eu vá linkar minha página de contato aqui. Sua url é fabiolobo.com.br/contato, mas cometo um engano e digito fabiolobo.com.br/contator.

O Google irá tentar rastrear esse link, que imediatamente retornará um erro 404.

Então, a solução é ver se a página realmente não existe. Se não existir, veja se você a deletou sem querer ou se errou o endereço da página correta na hora de fazer um link.


7. URL enviado não encontrado (404)

Essa é fácil: a página que o Google tentou indexar está retornando um erro 404. Ou seja, ela não existe.

Isso pode acontecer quando você apaga algum post ou página que já estava indexada ou tem algum link interno.

Certifique-se de removê-la do sitemap.xml, se for o caso, ou então recupere a página. E faça também uma auditoria em seu site em busca de links quebrados.


8. URL enviado retorna solicitação não autorizada (401)

Quando você vê um Erro 401 (Unauthorized) é porque você tentou acessar uma página que só pode ser visualizada por usuários logados.

Então, se seu site tiver páginas assim, certifique-se de adicionar noindex nelas. Mas se foi algum engano, remova a necessidade de login dessa página!

Principais métricas da Web

Esse é um relatório relativamente novo no Search Console e está causando muitas dores de cabeça por aí.

printscreen de tela de principais métricas da web do search console

Você verá dois gráficos: Um para celulares e um para computadores (desktop). Clique em Abrir relatório em cada um deles.

Em ambos os gráficos há as seguintes opções:

  • Ruins (URLs inválidos): páginas com algum problema de usabilidade ou desempenho;
  • Melhorias necessárias (URLs precisam de melhorias): páginas um pouco melhores que as ruins;
  • Bom (URLs adequados): tudo certo!

Importante: todas as páginas desse relatório estão indexadas. Aqui o foco é deixá-las melhores em quesitos de UX e desempenho.

Você vai ver esses tipos de aviso:

  • CLS (Cumulative Layout Shift, ou Mudança de Layout Cumulativa): indica quais páginas estão tendo mudanças durante o carregamento. Exemplos comuns são mídias (imagens, vídeos etc) e anúncios que, enquanto o site está abrindo, carregam e empurram o conteúdo para baixo;
  • LCP (Largest Contentful Paint, ou Maior Exibição de Conteúdo): indica quanto tempo o maior elemento de conteúdo visível na janela de visualização (viewport) leva para carregar por completo. Pode ser uma imagem, um vídeo ou um bloco grande de texto;
  • FID (First Input Delay, ou Latência na Primeira Entrada): tem a ver, basicamente, com o tempo em que um usuário que está acessando seu site pode começar a interagir com sua página (como clicar em links, botões, slideshows etc). Por exemplo, enquanto seu site carrega, o visitante pode acessar os links do seu menu imediatamente ou só quando o site terminar de carregar por completo?

Se você está tentando reduzir a taxa de rejeição (bounce rate) do seu site, deverá dar uma atenção especial a esses relatórios. Em uma pesquisa recente, o Google constatou que:

  1. Se um site leva entre 1 a 3 segundos para carregar, a taxa de rejeição pode aumentar em 32%;
  2. De 1 a 5s a probabilidade aumenta para 90%;
  3. De 1 a 6s sobe para 106%;
  4. E de 1 a 10s as chances de um usuário deixar seu site sem interagir é de 123%.

Como corrigir erros nas métricas (URL inválidos ou que precisam de melhorias)?

Essa é uma parte um pouco mais avançada que requer um conhecimento técnico um pouco elevado.

Problema de CLS

Solução: Acesse seu site e verifique se muitas coisas mudam de tamanho ou de lugar durante o carregamento. Um exemplo que comentei acima são banners que abrem dinamicamente e acabam empurrando o conteúdo do site pra baixo.

Se for o caso, tente utilizar uma altura fixa para os banners. Veja também se o lazy load está configurado corretamente, cheque medidas de iframes e widgets e por aí vai.

Problema de LCP

Solução: Reduza, minifique e otimize tudo em seu site. Certifique-se de que as imagens estão leves, utilize apenas scripts e plugins que sejam realmente necessários (isso evita folhas de estilos a mais, além de scripts, iframes e por aí vai), e certifique-se de que você está utilizando um tema leve e otimizado.

Detalhe: nem todas as dicas acima irão impactar diretamente numa solução para esse problema. Mas ter um site mais leve e rápido é obrigatório se você quer melhorar seu desempenho no Google!

Problema de FID

Solução: O principal culpado desse problema são scripts (JavaScript, pra ser mais exato). Então, primeiro você deve revisar seu site e ver se todos os scripts são úteis e estão sendo utilizados; e então otimizar o que for possível, remover o que for desnecessário e retardar o carregamento de o que não for prioridade.

Se você usa WordPress e tiver dúvidas sobre o assunto, normalmente plugins podem estar gerando esses scripts. Slideshows, widgets e botões de redes sociais, popups e coisas do tipo. Ah, e banners de publicidade.

Facilidade de uso em dispositivos móveis

Nesse relatório você verá avisos referentes à usabilidade do seu site em dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

printscreen de tela de facilidade de uso em dispositivos móveis do search console

No gráfico há duas opções:

  • Erro: páginas que precisam melhorar.
  • Válidas: páginas com tudo ok.

Esse relatório é bem simples, mas pode trazer uma série de sugestões de melhorias caso seu site não esteja funcionando muito bem para dispositivos móveis.

E considerando que o Google prioriza a versão responsiva, mobile ou AMP do seu site, você não pode ignorar os erros que aparecerem por aqui!

Como corrigir erros para dispositivos móveis?

Para corrigir esses problemas do relatório de usabilidade em dispositivos móveis você vai precisar alterar algumas coisas em seu site.

Isso porque tudo tem a ver com a estrutura do projeto, então certamente você precisará mexer no código-fonte do seu site.

1. Os elementos clicáveis estão muito próximos

Isso normalmente significa que há links e botões muito grudados em seu site. Ou seja, o seu visitante pode tentar tocar em um desses links e acabar abrindo o outro por engano.

Verifique menus, listas, banners, formulários e seu conteúdo e tente espaçar mais um link do outro. O ideal é que a área de toque de um link ou botão seja de no mínimo 48px, considerando espaços.

Ou seja, se você tem uma lista de ícones de redes sociais e cada ícone mede 30px de largura, o espaço entre um ícone e outro deve ser de pelo menos 18px.


2. Uso de plug-ins incompatíveis

Normalmente esse erro aparece quando você está utilizando alguma tecnologia obsoleta em seu site, como Flash. Se seu site tem alguns bons anos de vida, certamente tem algum post com o player antigo do YouTube, que era em – adivinha – Flash!

Se for o caso, substitua os vídeos pelo player atual. Revise seu código e suas páginas em busca de outros problemas do tipo.


3. Texto muito pequeno para leitura

É exatamente o que está escrito: algum texto em sua página está com a fonte (que são as letras) muito pequena. Isso obriga seu visitante a dar zoom na página para conseguir ler, ou simplesmente dificulta a vida de quem tem alguma deficiência visual.

A solução é tão óbvia quanto parece: aumente o tamanho de suas fontes!


4. Conteúdo mais largo que a tela

Esse erro significa que algum elemento em seu site não é responsivo, basicamente. Ou seja, não está se adaptando à largura dos dispositivos, fazendo com que o visitante tenha que rolar a página horizontalmente (pros lados) para navegar no site.

Verifique se há algum banner, vídeo ou imagem muito grande na página e/ou se as regras de CSS do seu site não estão redimensionando o que deveriam.


5. A janela de visualização não está definida

Isso quer dizer que não há uma tag meta viewport no código-fonte do seu site, que é um conceito muito básico de design responsivo e ajuda o dispositivo a identificar o tamanho da janela de visualização. Normalmente o código abaixo é o suficiente para resolver o problema:

<meta name="viewport" content="width=device-width">

6. A janela de visualização não está definida como “device-width”

Tem a ver com o tópico acima (item 5). Nesse caso, a tag meta viewport do seu site está com uma largura fixa, então seu site não se ajusta a tamanhos diferentes de tela.

Para arrumar, basta definir a tag meta viewport com width=device-width, como exemplifiquei no item 5 logo acima.

AMP

Esse relatório do Google Search Console permite validar as páginas aceleradas para dispositivos móveis do seu site.

printscreen de tela de amp do search console

O gráfico é parecido com os outros citados anteriormente:

  • Erro: páginas que não foram indexadas por estarem com problemas;
  • Válidas e com avisos: páginas indexadas, mas com problemas que podem fazer com que elas não apareçam nas buscas futuramente;
  • Válidas: páginas indexadas e sem nenhum erro.

Como você pode perceber, páginas AMP com erro não são indexadas nas buscas. Então, esse relatório é essencial pra você manter a versão AMP do seu site ativa nas buscas.

Como corrigir erros de AMP?

Assim como nos outros gráficos, ao clicar na mensagem de erro ou aviso você consegue ver mais detalhes sobre o que está errado e onde, no código-fonte, está errado.

1. O URL de AMP referenciado não é uma AMP

Provavelmente a versão AMP dessa página está com algum problema. Pode ser que ela não exista mais ou tenha algum código inválido.

Verifique a página em questão. Se você acabou de remover as páginas AMP de seu site, crie uma regra de redirect 301 para que as URLs AMP redirecionem para as URLs normais.


2. O URL de AMP referenciado é uma AMP independente

Esse erro normalmente acontece quando seu site tem uma página AMP e não há uma página “normal” referenciada como canonical.

Revise seu código. Se isso for intencional (ou seja, só existir a versão AMP mesmo), adicione a mesma url como canônica no código-fonte.


3. Domínio da página AMP não correspondente

Você deve estar hospedando suas páginas AMP em um domínio diferente das páginas normais.

Para evitar confundir os usuários, é importante que esteja tudo em um domínio. Caso isso não seja possível, segundo o Google esse aviso não compromete sua indexação.


4. A tag HTML para AMP tem um layout inválido especificado pelos atributos

Erro comum em iframes sem medidas de largura e/ou altura.

Revise o código em busca de medidas em branco.


5. Há uma tag não permitida

Significa que a página tem algum código que não é permitido na estrutura AMP.

Revise seu código. Pode ser que exista alguma tag HTML não suportada pelo AMP perdida por aí.


6. A tag HTML tem um atributo ou valor de atributo não permitido

Você deve procurar no código por atributos que não fazem parte da estrutura AMP.

Pode ser um erro bobo, como uma quebra de linha no meio de uma url de action em um formulário, ou um erro de digitação em alguma tag.


7. URL não encontrado (404)

Clássico: o erro 404 significa que a página não existe mais.

Certifique-se de que ela foi apagada de propósito e que não esteja mais sendo referenciada (seja por link ou com a tag link amphtml).


8. Erro no elemento obrigatório de dados estruturados

Está faltando algum dado obrigatório no JSON-LD ou microdata que estão no código-fonte do seu site.

Ultimamente esse é um aviso constante para quem usa o plugin Yoast para WordPress. Faz um bom tempo que estão devendo uma atualização para os blocos para gutenberg “FAQ” e “How-to”.

Se for seu caso, o jeito é esperar mais um pouco ou tentar resolver o problema adicionando os dados faltantes ao schema do plugin.


9. O tamanho da imagem é menor que o recomendado

Você precisa definir uma imagem destacada (a imagem que aparece quando você compartilha o link nas redes sociais) em sua página. A imagem deve ter no mínimo 1200px de largura e 675px de altura.

Parece um pouco contraditório levando em consideração que o conceito do AMP é oferecer páginas mais leves, extremamente otimizadas. Mas fazer o quê?!


10. Incompatibilidade de conteúdo: vídeo incorporado ausente

Erro muito comum em conteúdos com o player antigo do YouTube, que era em flash. Em casos assim no WordPress, o código do vídeo consta no post original, mas a versão AMP o ignora por ser um script obsoleto.

Assim, o Google vê que há um vídeo na página original mas ele não consta na versão AMP. Então, o aviso aparece no Console de Busca porque o recomendado é que todo o conteúdo apareça em ambas as versões.


11. A tag “amp-ad extension .js script” está ausente ou incorreta, mas é exigida por “amp-ad”

Se você adicionou anúncios como do Google AdSense em sua página, certifique-se de ter adicionado também o script obrigatório para anúncios AMP. É como esse abaixo:

<script async custom-element="amp-ad" src="https://cdn.ampproject.org/v0/amp-ad-0.1.js"></script>

12. Uma tag nesta página exige uma tag “script” do componente AMP, que está faltando

Erro semelhante ao citado acima (item 11).

A versão AMP precisa de scripts específicos para que elementos como anúncios, iframes, formulários, sidebar e botões de compartilhamento funcionem. Verifique o que está faltando em seu site.


13. É preciso substituir a tag “x” por uma tag “y” equivalente

Em “x” normalmente há iframe, video, audio ou img; em y, respectivamente amp-iframe, amp-video, amp-audio ou amp-img.

Isso significa que há tags incorretas em suas páginas AMP. Isso porque algumas tags HTML são inválidas por lá, então você deve substituí-las pelas equivalentes na linguagem AMP.


14. Uma tag HTML para AMP obrigatória está ausente no documento

Não há muito o que explicar aqui, já que o erro é auto-explicativo: tem alguma coisa importante faltando no seu código.

Essas tags podem ser <!doctype html>, <html amp> ou <html ⚡>, <style amp-boilerplate>, dentre outras.


15. Há um erro de sintaxe CSS na tag “x”

Nesse erro, “x” pode ser um elemento html como div ou estilos como style amp-custom.

Isso quer dizer que há erros em sua folha de estilos ou CSS inline. Pode ser um erro de digitação.


16. Somente tags “style” amp-boilerplate e amp-custom são permitidas, e apenas no cabeçalho do documento

Isso significa que há alguma tag inválida de CSS em sua página.

Revise seu código. Se você utiliza WordPress, veja se seu tema ou algum plugin está inserindo alguma folha de estilos indevidamente em suas páginas AMP.


17. Folhas de estilo externas não são compatíveis, exceto para provedores de fontes na lista de permissões. Use a tag “style amp-custom” in-line do documento

Você não pode hospedar uma folha de estilos em outro domínio.

O CSS de suas páginas AMP devem estar “inline” no código-fonte.


18. Não é permitido usar JavaScript personalizado

Nem todo código JavaScript é permitido no AMP. Isso é bem limitado: você só pode utilizar os scripts da própria biblioteca AMP.

Veja se você não inseriu por engano algum script de anunciante ou Google Analytics, por exemplo.


19. Erro de servidor (5XX)

Houve alguma instabilidade em seu servidor quando o Google tentou rastrear sua página.

Acesse essa página e verifique se o erro persiste. Caso positivo, entre em contato com o suporte de sua hospedagem.


20. Bloqueada pelo robots.txt

Quando uma página é bloqueada pelo robots.txt mas está no sitemap.xml ou recebe um link externo, ela ainda pode ser indexada pelo Google.

Desbloqueie essa página no robots.txt e/ou remova-a do sitemap.xml. Se você quer que ela não seja indexada, deverá removê-la mesmo assim do robots.txt – basta fazer com que a página não seja listada no sitemap.xml e o Google não a indexará.

Confira os erros de cobertura mais acima para ler uma descrição mais completa sobre o assunto!


21. URL marcado como “noindex”

Isso acontece quando uma página está com a tag meta noindex ao mesmo tempo em que está listada no sitemap.xml.

Você deve removê-la do sitemap.xml ou então remover a tag meta noindex do código.

Confira os erros de cobertura mais acima para ler uma descrição mais completa sobre o assunto!


22. Problema de rastreamento

O Google não conseguiu rastrear sua página e também não sabe explicar por quê.

Veja se a página está com algum problema, erro ou instabilidade, e então tente validar a correção.

Confira os erros de cobertura mais acima para ler uma descrição mais completa sobre o assunto!


23. A data “unavailable_after” desta página expirou

Há uma tag em sua página AMP que define um dia e hora para que o Google não possa mais indexar sua página.

Se você ver esse aviso, deverá alterar essa data ou remover a página por completo.


24. Pontos canônicos para um URL inválido

Significa que a página AMP está referenciando a versão “normal” de maneira incorreta.

A URL pode estar mal formatada ou nem existir. Revise o código para fazer a correção.


25. Erro canônico “amp-story”

As páginas amp-story são únicas, não podendo ser referenciadas para uma página “normal” ou outra página AMP.

Ou seja, o endereço canônico deve ser o mesmo da página amp-story.


26. A tag “AMP-STORY-GRID-LAYER animate-in” tem uma tag filha não permitida

Se você utiliza CloudFlare e o erro retornar a mensagem A tag “a”, derivada da tag “AMP-STORY-GRID-LAYER animate-in”, não satisfaz o ponto de referência “AMP-STORY-GRID-LAYER animate-in”, desative a opção AMP Real URL em sua conta CloudFlare.

Outro erro relacionado a esse é O atributo “target” na tag “$reference_point” está definido para o valor inválido “_top” – a solução é a mesma.

Indicadores de localização atual

Os indicadores de localização atual são mais conhecidos como “breadcrumbs”. É o caminho feito para chegar até aquela página. Isso também aparece nas SERPs.

exemplo de breadcrumbs no google

O gráfico exibe as seguintes opções:

  • Erro: páginas do site que contém erros nos breadcrumbs;
  • Válidas e com avisos: páginas com breadcrumbs funcionando, mas com algum defeito leve;
  • Válidas: páginas com breadcrumbs sem erros, funcionando perfeitamente.

Os erros não afetam a indexação do seu site. A diferença é que, se suas páginas tiverem breadcrumbs com problemas ou dados estruturados incorretos, o localizador não irá aparecer na SERP.

Como corrigir erros de localizadores (breadcrumbs)?

É um trabalho bem chato. Se você utiliza o WordPress, o plugin Yoast normalmente é o suficiente para criar breadcrumbs sem problemas.

Se não for o caso, provavelmente você vai ver erros assim:

  • O URL do campo “id” não é válido
  • É preciso especificar “name” ou “item.name”
  • O campo “position” não foi encontrado

A recomendação é verificar a documentação de breadcrumbs para comparar com seu código atual. Assim você saberá exatamente o que está errado ou faltando.

Dica: Como ter breadcrumbs em meu site?

Para ter localizadores de página em seu site WordPress, você pode utilizar o Yoast.

É a forma mais prática de instalar breadcrumbs em um site, mas você precisará ter um pouco de experiência com código.

Confira aqui as instruções.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes, ou FAQ, são uma marcação relativamente nova de dados estruturados. É para perguntas e respostas – você verá um exemplo prático no final deste texto.

exemplo de faq no google

O relatório é como os outros:

  • Erro: páginas do site que contém erros nos dados estruturados de FAQ;
  • Válidas e com avisos: páginas com dados estruturados do FAQ funcionando, mas com alguma coisa faltando;
  • Válidas: páginas com dados estruturados de FAQ sem erros.

Ainda não vi nenhum bug em relatórios do tipo. Se tiver alguma dúvida, deixe seu comentário ou consulte a documentação do Google.

Dica: Como adicionar um FAQ em meu site?

Se você usa WordPress, o Yoast tem um bloco de Gutenberg que cria uma seção de perguntas frequentes em seus posts e páginas.

Eu mesmo utilizo essa opção, como você poderá ver no final deste texto.

Instruções

Instruções, ou How-to, são passo-a-passos. Tratam-se de dados estruturados semelhantes aos de FAQ, citados acima.

exemplo de howto no google

Mais uma vez, mesmo relatório:

  • Erro: páginas do site que contém erros nos dados estruturados de How-to;
  • Válidas e com avisos: páginas com dados estruturados de How-to funcionando, mas com alguma coisa faltando;
  • Válidas: páginas com dados estruturados de How-to sem erros.

O HowTo faz parte dos rich results do Google, que exibe resultados mais completos e personalizados nas buscas. Então, é imprescindível que tudo esteja funcionando bem, sem erros.

Como corrigir erros nas instruções?

Os únicos erros que encontrei são esses abaixo, comuns para quem utiliza o plugin Yoast no WordPress:

  • O campo “supply” não foi encontrado
  • O campo “tool” não foi encontrado
  • É preciso especificar “image” ou “video”

Você pode consultar a documentação do Google para criar os dados estruturados faltantes manualmente, ou aguardar uma atualização do Yoast com as correções.

Dica: Como adicionar instruções em meu site?

Mais uma vez, apesar dos problemas citados acima, a solução ideal para usuários de WordPress é o plugin Yoast com seu bloco para Gutenberg. Também utilizo essa solução – está na parte sobre como instalar o Search Console.

Assim como com FAQ, as instruções podem ser inseridas facilmente em posts e páginas.

Logotipos

Mais uma função de dados estruturados, esse relatório mostra se está tudo certo com a exibição do seu logo para pesquisa aprimorada em resultados das buscas e para o Google Knowledge Graph.

printscreen de tela de logotipos do search console

Os resultados do relatório são semelhantes aos dos outros:

  • Erro: páginas do site que contém erros de pesquisa aprimorada para logotipo;
  • Válidas e com avisos: páginas com pesquisa aprimorada para logotipo funcionando, mas com alguma coisa que deve ser melhorada;
  • Válidas: páginas com pesquisa aprimorada para logotipo sem erros.

Nunca vi erros nesses relatórios. Se você quer saber como corrigir algum, deixe seu comentário ou consulte a documentação.

Snippets de avaliação

Outra opção de dados estruturados para pesquisa aprimorada do Google, os snippets de avaliação são as estrelas / notas que aparecem em SERPs.

printscreen de tela de snippets de avaliação do search console

Assim como a maioria dos relatórios do Search Console, esse tem as seguintes opções:

  • Erro: páginas do site que contém erros de pesquisa aprimorada para avaliações;
  • Válidas e com avisos: páginas com pesquisa aprimorada para avaliações funcionando, mas com alguma coisa que deve ser melhorada;
  • Válidas: páginas com pesquisa aprimorada para avaliações sem erros.

As avaliações só aparecem em resultados do Google se não tiverem nenhum erro. E recentemente o buscador mudou a exibição desses snippets, então não é qualquer tipo de conteúdo que pode conter reviews.

Ou seja, se você tem um post comum com um sistema de avaliações de leitores, verá erros no Console de Busca do Google.

Como corrigir erros em snippets de reviews?

Em primeiro lugar, segundo a documentação oficial, apenas esses tipos de avaliações são permitidas:

  • Book (livros, quadrinhos)
  • Course (curso)
  • CreativeWorkSeason (uma temporada de séries de TV, rádio/podcast, filmes, livros etc)
  • CreativeWorkSeries (séries séries de TV, rádio/podcast, filmes, livros etc)
  • Episode (um episódio séries de TV, rádio/podcast, jogos etc)
  • Event (um evento que pode ser uma apresentação, show, festival etc)
  • Game (jogo)
  • HowTo (instruções)
  • LocalBusiness (negócio local como loja, restaurante, mercado etc)
  • MediaObject (uma imagem, vídeo, áudio, arquivo para download etc)
  • Movie (filme)
  • MusicPlaylist (playlist)
  • MusicRecording (uma música, como single)
  • Organization (uma organização como clube, ONG, empresa, clube etc)
  • Product (produto)
  • Recipe (receita)
  • SoftwareApplication (software, app)

Se o review da sua página não se enquadra em um dos tipos acima, o único jeito de resolver o problema é remover as análises.

1. O tipo de objeto do campo “itemReviewed” não é válido

Algo que muita gente fazia, principalmente em blogs, era adicionar um sistema de avaliação de até cinco estrelas no final do post para que a nota aparecesse no Google, chamando mais a atenção dos usuários. Isso parou de funcionar.

Os tipos de análises permitidos no campo itemReviewed são os que listei acima. Então, conforme comentei, se sua página não tem um review de um dos itens permitidos, você deve remover as análises.


2. O item não é compatível com avaliações

Pode ter a ver com o erro comentado acima (item 1), ou o itemReviewed foi digitado de maneira incorreta.

Revise a lista de itens compatíveis com avaliações e veja se é o caso de corrigir ou de remover os reviews.


3. Falta o nome do item avaliado

Auto-explicativo: está faltando uma informação importante nos dados estruturados, que é o nome do item avaliado.

Revise seu código e certifique-se de que todos os dados estão preenchidos corretamente.


4. O campo “itemReviewed” não foi encontrado

Assim como no erro acima (item 3), está faltando uma informação nos dados estruturados do seu site.

No próprio relatório do Google Console você pode encontrar o que está faltando. Veja também a documentação para tirar dúvidas.

Caixa de pesquisa de sitelinks

Uma das funções mais antigas do Google, os sitelinks são aqueles links que aparecem junto com sua página nos resultados de busca no Google.

printscreen de tela de sitelinks do search console

Como não poderia deixar de ser, o relatório exibe o seguinte:

  • Erro: há sitelinks com erros, então não aparecerão no Google;
  • Válidas e com avisos: há sitelinks com pequenos problemas que devem ser corrigidos;
  • Válidas: sitelinks sem problema algum, indexados normalmente.

Ainda não tive a oportunidade de ver erros nesses relatórios. Se você viu algum, deixe seu comentário, por favor! Irei analisar assim que possível.

Dica: Como ter sitelinks em meu site?

Para ter sitelinks em resultados de busca, basta ter uma boa estrutura de links internos em seu site. De menus a conteúdos de páginas e posts.

Além disso, dados estruturados podem ajudar e muito.

Se você utiliza WordPress, o plugin Yoast gera esses dados estruturados automaticamente.

Os dados estruturados não podem ser analisados

Nessa parte o Google exibe dados estruturados em geral que não se enquadram nos outros tipos comentados nesse post, como avaliações, breadcrumbs etc.

Esse relatório só exibe erros. E normalmente não são erros que atrapalhem seus resultados nas buscas, mas problemas com outros scripts sem relação direta com SEO.

Um erro comum é com o Disqus, que pode gerar o erro “Elemento de nível superior inválido: “string”” se configurado de maneira incorreta.

Vídeos

Vídeos que não necessariamente são vídeos, mas podem ser GIFs. Esse relatório analisa dados estruturados de mídias do tipo em suas páginas.

printscreen de tela de vídeos do search console

O relatório já é conhecido:

  • Erro: há sitelinks com erros, então não aparecerão no Google;
  • Válidas e com avisos: há sitelinks com pequenos problemas que devem ser corrigidos;
  • Válidas: sitelinks sem problema algum, indexados normalmente.

Normalmente esses dados são inseridos automaticamente pelo player, como o do Gfycat. Os dados estruturados ficam embutidos no código embed, então você não precisa fazer nada.

Dica: Como adicionar dados estruturados de vídeos em meu site?

Em alguns casos, como vídeos do YouTube, os dados estruturados do vídeo não são inseridos automaticamente na página. Então, você teria que criar o script manualmente.

Para tanto, confira a documentação do Google ou veja esse passo-a-passo bem completo do Chris Berkley para sites WordPress.

Links

Uma das partes favoritas de quem trabalha com SEO, principalmente SEO Offpage: o relatório de backlinks. Aqui você encontra todos os links – externos e internos – que estão apontando para páginas do seu site.

printscreen de tela de links do search console

O relatório é dividido em quatro partes:

  • Links externos (Principais páginas vinculadas externamente): são páginas que receberam pelo menos um link externo (ou seja, de outro site);
  • Links internos (Principais páginas vinculadas internamente): são páginas que receberam pelo menos um link interno (ou seja, no seu próprio site);
  • Principais sites com links: são os sites que têm pelo menos um link para o seu site;
  • Principais termos com links: são as palavras-chave usadas por outros sites para linkar seu site.

Ao clicar em Mais você vê a lista completa de cada relatório. Vou falar mais sobre cada uma abaixo.

Como usar os relatórios de links?

Importante: esse relatório não diferencia dofollow, nofollow, sponsored ou ugc. Na lista você verá todos os links que recebeu, independentemente do atributo rel.

Links externos

Nesse relatório você verá uma lista com as principais páginas de destino de links externos. Ou seja, todas as páginas que receberam algum link de outro site. É possível ver a quantidade de links recebidos e a quantidade de sites que linkaram cada página do seu site.

Ao clicar em uma página na lista do relatório você poderá ver quais sites estão fazendo backlinks para a mesma. E ao clicar em um site que está linkando sua página, você verá em qual página está seu link.


Links internos

Semelhante ao relatório acima, aqui você vê as principais páginas de destino de links internos. Na lista há cada página que recebeu pelo menos um link interno e a quantidade total de links internos que ela tem.

Se você clicar em uma das páginas nessa lista, verá todas as páginas internas do seu site que fazem link para ela.


Principais sites com links

Nesse relatório você vê a lista de todos os sites que estão linkando seu site. Na lista é possível ver a quantidade de backlinks que cada domínio tem para o seu site, além da quantidade de páginas de destino.

Ao clicar em um dos itens da lista você verá quais são as páginas que o domínio está linkando (e quantas vezes, se mais de uma).


Principais termos com links

Por fim, esse relatório mostra quais são as palavras-chave mais utilizadas para linkar seu site. Não há uma quantidade exata para cada, nem é possível ver quais são os sites que estão linkando esses termos.

O Google exibe apenas uma lista em formato de ranking. Ou seja, você verá toda palavra-chave que está sendo utilizada para referenciar seu site, em ordem de mais linkada para menos linkada.

Dica: Como saber quais links são tóxicos?

Em boa parte das vezes esse é um trabalho de interpretação.

Abra o relatório de links externos e veja, domínio a domínio, quem está te linkando. Considere como link tóxico o que estiver totalmente fora de contexto, como links em sites de conteúdo adulto, fóruns, warez, spam, plágio etc.

A forma mais segura e prática de identificar links tóxicos é com a ferramenta backlink audit do SEMrush.

Ferramentas do Google Search Console

As ferramentas do Google Console ficam no menu lateral à esquerda, junto com os relatórios que citei acima.

Fiz essa separação entre Ferramentas e Relatórios porque são coisas diferentes, que requerem ações diferentes. E enquanto os relatórios você deve acompanhar com frequência, boa parte das ferramentas você vai utilizar uma vez só, ou raramente.

Vamos lá:

Inspeção de URL

Com a ferramenta de inspeção de URL você pode validar uma página por completo, individualmente.

Assim você consegue ver se alguma página específica está com algum problema como os que foram citados na parte de relatórios acima.

Ou seja, se você acha que uma página poderia estar em uma posição melhor no Google, utilize essa ferramenta pra ter certeza que ao menos tecnicamente não há nada de errado com ela.

Dica: Como aparecer no Google mais rápido?

Você acha que seu site, páginas ou posts estão demorando muito para aparecer no Google?

A ferramenta de inspeção de URL ajuda a acelerar o processo!

Basta digitar a URL que você quer que seja indexada, aguardar a análise e clicar no botão Solicitar indexação.

Sitemaps

Essencial mas não obrigatório para aparecer no Google, os sitemaps ajudam o buscador a rastrear todas as páginas do seu site.

printscreen de tela de sitemaps do search console

É através dessa ferramenta do Search Console que você faz o cadastro do sitemap.xml do seu site.

O Google irá validar seu sitemap.xml e, se não houver nenhum erro, começará a rastrear suas páginas. Se houver algum problema, os erros aparecerão na ferramenta.

Remoções

Se por algum motivo você precisa remover uma página dos resultados de busca no Google, essa é a ferramenta certa.

printscreen de tela de remoções do search console

As opções são essas:

  • Remoção temporária: opção para remover uma URL do Google de maneira temporária. Ideal caso você tenha removido algum conteúdo sensível da página mas não quer que a URL deixe de ser indexada de maneira permanente;
  • Conteúdo desatualizado: ideal caso você tenha atualizado um conteúdo mas ele ainda apareça desatualizado nas buscas. Por exemplo, você alterou uma página e agora ela não tem mais informações que alguns usuários estão visualizando ao encontrá-la no Google;
  • Filtragem do SafeSearch: aqui você pode ver se alguma URL do seu site foi denunciada como conteúdo adulto. Caso seja o caso, a URL só aparecerá nas buscas para usuários que não ativam o filtro SafeSearch.

Se você apagou uma página, não é preciso utilizar essa ferramenta para solicitar a remoção das buscas. Isso ocorrerá normalmente em poucos dias: basta que a página retorne um erro 404 ou 410.

Dica: Como impedir o Google de indexar páginas?

Se você não quer que o Google rastreie e exiba alguma página do seu site nas buscas, não utilize a ferramenta de remoção e nem o robots.txt.

Em vez disso, adicione a tag meta noindex em suas páginas. Assim o Google vai saber que a página em questão não pode aparecer nas buscas.

Inclusive, essa é a forma correta de remover uma página do Google de maneira permanente.

Segurança e ações manuais

Essa ferramenta exibe possíveis problemas de segurança em seu site, como invasão, malware ou roubo de dados.

printscreen de mensagens de site inseguro

Em alguns casos, seu site pode deixar de aparecer nas buscas. Em outros, o Google e o próprio navegador do usuário exibirá um aviso como esses da imagem acima.

Se você precisar realizar alguma correção do tipo, a avaliação por parte do Google leva cerca de duas semanas.

Ações manuais

Se seu site tiver alguma ação manual pendente, ele poderá ser removido dos resultados das buscas. Confira aqui orientações de o que deve ser feito.

Exemplos de ações manuais:

  • Spam gerado pelo usuário
  • Host gratuito com spam
  • Problema de dados estruturados
  • Links artificiais para seu site
  • Links artificiais no seu site
  • Conteúdo superficial com pouco ou nenhum valor agregado
  • Técnicas de cloaking e/ou redirecionamentos não autorizados
  • Spam puro
  • Imagens com cloaking
  • Texto oculto e/ou excesso de palavras-chave
  • Incompatibilidade com conteúdo AMP
  • Redirecionamentos não autorizados de dispositivos móveis

Problemas de segurança

Se seu site tiver algum problema de segurança, ele aparecerá com um aviso nas buscas e também nos navegadores, podendo ser bloqueado. Clique aqui para saber o que fazer.

Exemplos de problemas de segurança:

  • Invasão: malware, injeção de código, injeção de conteúdo, injeção de URL
  • Páginas enganosas
  • Conteúdo enganoso nos recursos incorporados
  • Downloads prejudiciais
  • Links para downloads prejudiciais
  • Falta de informações claras sobre faturamento para dispositivos móveis
  • Downloads incomuns

Rejeitar links

Por fim, a ferramenta de rejeição de links (Disavow Tool) não está linkada no menu principal do Google Search Console, mas faz parte do sistema.

printscreen de tela de rejeição de links

Importante: o Google deixa bem claro que essa ferramenta deve ser utilizada com cautela. Se você sair rejeitando links sem critério e sem seguir alguns passos antes, poderá prejudicar a indexação do seu site.

Dica: Como rejeitar links tóxicos?

Links tóxicos, ou links artificiais, podem gerar uma Ação manual para o seu site, além de comprometer seu desempenho no Google.

Podem ser links pagos, esquemas de manipulação de links, spams, links enganosos, troca de links, links automatizados etc.

Se você identificar links assim, siga os passos abaixo:

  1. Identifique o link tóxico através do relatório de Links do Search Console ou com a ferramenta backlink audit do SEMrush;
  2. Confirme se o link é realmente tóxico e se você realmente precisa rejeitá-lo;
  3. Tente entrar em contato com o site que está te linkando e peça a remoção do link;
  4. Se não tiver um retorno, crie uma lista de URLs e domínios que você deseja rejeitar. Siga esse exemplo (etapa 1) ou utilize a ferramenta do SEMrush linkada no primeiro passo dessa lista (ela irá gerar o arquivo de rejeição automaticamente);
  5. Acesse a ferramenta de rejeição de links e siga os passos para enviar a lista.

Pode levar algumas semanas para que isso surta efeito. Além disso, os links continuarão aparecendo no relatório de links do Google Search Console.

Mais ferramentas do Google para testar seu site

  • PageSpeed Insights: um relatório de desempenho bem simples, mas completo. Não foque em receber uma nota máxima, e sim em resolver problemas e otimizar seu site;
  • Mobile Friendly: teste de usabilidade para dispositivos móveis. Saiba se seu site está otimizado para tablets e smartphones. Sim, tem a ver com o design responsivo do seu projeto;
  • Rich Results: veja se sua página está utilizando dados estruturados da maneira correta. Se estiver tudo certo, é possível ver uma simulação de como sua página ficará em resultados avançados;
  • Test My Site: ferramenta que analisa seu site simulando o carregamento em redes 4G. No final da análise você pode ter acesso a um relatório;
  • Measure: ferramenta parecida com o PageSpeed Insights. É mais completa, incluindo testes de acessibilidade, boas práticas e SEO, além da análise de performance.

Dicas para melhorar o SEO com o Search Console

ilustração de diversos elementos e ícones que fazem parte de uma estratégia SEO

Pra finalizar esse pequeno texto, reuni cinco dicas bem básicas de como usar o Google Console para melhorar o SEO do seu site em busca de um melhor desempenho no buscador.

1. Corrija, otimize e tenha paciência

Você pode corrigir todos os problemas e otimizar seu site em um dia, mas não espere que no dia seguinte seu desempenho nas buscas será melhor.

Fazer as melhorias e ajustes de SEO que o Google Search Console recomenda é apenas um dos passos. Além disso, você deve trabalhar seu conteúdo, e há também fatores externos: concorrentes (que estão na sua frente por serem melhor otimizados) e backlinks (que podem fazer toda a diferença no rankeamento).

Tenha paciência. Muitas vezes os resultados só vêm em seis meses ou mais de um ano.

2. Valide seu conteúdo

Assim que publicar seu post ou página, utilize a ferramenta Inspeção de URL para validar seu conteúdo.

Dessa forma você já fica sabendo antes mesmo de ser rastreado pelo Google se há algum erro de SEO técnico ou algum outro tipo de problema que possa atrapalhar sua indexação. Não se esqueça de validar também a versão AMP, principalmente se seu site está no Google News.

E se estiver tudo certo, você ainda pode solicitar a indexação para tentar acelerar o processo de aparecer no Google.

3. Hospede seu site em um servidor otimizado

Erros constantes de servidor (5XX) podem minar suas chances de um bom rankeamento no Google.

Além disso, se seu site está hospedado em um servidor lento, desatualizado e cheio de outros sites, as chances de problemas com instabilidade (incluindo seu site fora do ar) e segurança só aumentam.

A dica de ouro é: Evite hospedagens baratinhas. No link você vê algumas indicadas e outras para passar longe.

4. Acompanhe os backlinks

Ao mesmo tempo que backlinks de domínios com autoridade (e que sejam do mesmo nicho que seu site) podem melhorar bastante seu desempenho no Google, links tóxicos ou artificiais podem te render até uma penalização.

A ferramenta de Links do Search Console é ótima, pois reúne todos os links internos e externos do seu site. Porém, não filtra por dofollow, nofollow, sponsored ou ugc, o que pode dificultar um pouco seu trabalho. Além disso, saber quais links são tóxicos é um trabalho manual e de interpretação.

Por isso sugiro a ferramenta backlink audit do SEMrush para automatizar esse trabalho.

5. Tenha um site leve, rápido, seguro e bem feito

Por fim, uma coisa é certa: se seu site for mal feito, os relatórios do Google Search Console estarão sempre no vermelho.

E um site bem feito não tem a ver com estética. Para seguir as recomendações do Google seu deve deve ter:

  • Boas práticas de SEO técnico (cabeçalhos, meta tags, semântica etc) – aliás, SEO Onpage no geral;
  • Dados estruturados (conteúdo, breadcrumbs, sitelinks etc);
  • AMP (para Google News, Discover ou se seu design responsivo não for bom);
  • Mobile-first bem planejado. Design responsivo ou adaptável, testado e validado em diferentes dispositivos móveis;
  • Boa usabilidade e acessibilidade;
  • Cache, minificação, lazyloading e por aí vai…
  • …sem contar uma boa hospedagem, como já comentei no item 3.

Analisar os relatórios do Search Console é uma boa para saber se você precisa de uma boa leva de ajustes ou de um site novo. É basicamente pra isso que a ferramenta existe. Então, não ignore essa parte!

Créditos das imagens: Freepik e Google.

Revisão

Ufa! Leu tudo até aqui? Vamos revisar alguns pontos:

Preciso estar cadastrado no Search Console para aparecer no Google?

Não! Para aparecer no Google (buscas, notícias e discover) seu site deve estar bem otimizado, com conteúdo bem feito e sem penalizações. Se seu site não está indexado no Google, verifique se há bloqueios noindex ou no robots.txt.

Como trocar o domínio de um site no Search Console?

Primeiro você deve cadastrar e verificar o novo domínio em sua conta no Google Search Console. Depois, acesse o painel de configurações do domínio antigo e clique em “Mudança de endereço”. Basta selecionar o novo domínio e pronto!

Por que o Search Console ainda vê erros se eu corrigi os problemas?

Provavelmente suas páginas estão em cache. Acesse o painel do seu site e limpe o cache do servidor. Aguarde alguns minutos e tente validar a correção novamente. Se ainda assim o Google apontar problemas, revise a mensagem de erro e seu código. Certamente você esqueceu ou não entendeu algum ponto!

O que são links tóxicos ou links artificiais?

Links artificiais são backlinks que foram adiquiridos para manipular os resultados no Google. Exemplos: troca, compra e venda de links, guest posts, diretórios de links, ferramentas geradoras de links, spams, links em páginas de baixa qualidade e até mesmo links em palavras-chave otimizadas. Em casos assim, os links passam a ser tóxicos para o seu site, já que podem gerar penalidades por parte do Google.

Como ver meus concorrentes com o Search Console?

Só é possível visualizar no Google Search Console os domínios que você verificou ou que foram delegados a você. Então, a não ser que você peça com educação para seu concorrente compartilhar a propriedade dele, não é possível analisar seus concorrentes na ferramenta do Google.

Como remover uma página do Google?

A maneira correta de remover uma página do Google (ou seja, fazer com que o buscador não rastreie nem indexe essa página) é utilizar a metatag noindex no código HTML. Para isso funcionar da maneira devida, a mesma página não pode estar protegida pelo robots.txt.

O que é SERP?

SERP siginifica Search Engine Results Page, que nada mais é que a página de resultados de uma pesquisa no Google.

Quanto tempo leva para aparecer no Google?

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Quem é Fabio Lobo?

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Comentários

4 comentários até o momento

  • Nossa, eu não tava entendendo nada desses erros de CLS e LCP que começaram a aparecer no meu console!!!

    Então quer dizer que o layout do meu blog não pode mudar de tamanho enquanto carrega?? Complicado

    Responder
    • É uma questão de usabilidade, Agatha! Semana passada mesmo eu estava tentando ler um site que a cada 5 segundos mudava de altura porque algum banner novo carregava na tela. Fui obrigado a usar o outline.com pra terminar de ler o conteúdo ;\

      Responder
  • Muito bom o seu artigo, muito detalhado e explicativo. Parabéns.
    Estou com problemas de CLS, mudei algumas configurações com o litespeed cache, deixando lazy load ativado e determinando para os espaços ficarem ocupados com background enquanto a pagina carrega. O site reduziu muito as alterações de altura durante a navegação, só ocorrendo agora quando um banner do adsense carrega. Vamos ver se a validação pela search console é aceita.

    Responder
    • Que bom que curtiu o post, Anderson!

      Sobre o CLS, sugiro deixar pelo menos os banners da primeira dobra com altura fixa.

      Responder

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