Quanto custa um site completo e profissional?

Veja comparativo de preços de criação de site com hospedagem, domínio, WordPress e mais recursos. Saiba quanto custa um site após briefing e orçamento.

Por Fabio Lobo, atualizado em 13/07/2020. 6 pessoas falando sobre isso!

Afinal, quanto custa um site? São diversos fatores que devem ser levados em consideração para conseguirmos uma resposta.

Claro, se você fizer uma busca no Google agora, certamente irá encontrar alguns “profissionais” e “agências” que fazem sites a R$ 500,00, R$ 300,00, R$ 100,00 ou até mesmo de graça (mas com um valor mensal, claro).

De certa forma, isso responde sua pergunta, não é mesmo? Agora você sabe quanto custa um site! Se é profissional e vai trazer resultados, aí é outra história.

Então, digamos que você não entende muito — ou quase nada — do assunto. Ou seja, você tem lá suas dúvidas sobre como o site irá ficar, se será um site na medida para seu negócio, se o site terá tudo o que você precisa ou até se você vai mesmo receber um site (vai que… né?!). Bom, nesse caso, esse post é pra você!

Aqui você vai ler:

  • Como é feito um site
  • Uma comparação de preços de sites
  • Como pedir um orçamento da maneira certa e conseguir um preço justo
  • E respostas para dúvidas comuns sobre o assunto

Espero que você consiga encontrar aqui todas as respostas que queria. Vamos em frente!

ilustração de pessoas montando um site manualmente; texto "quanto custa um site?"

Processo de criação de site

Antes de dar exemplos de quanto custa um site, é preciso entender qual é o processo de criação de um site. Ou seja: como é feito um site.

Separei esse processo em três fases bem resumidas:

Fase 1: Criação

A criação envolve toda a parte visual do seu projeto – o Web Design.

A partir de sua identidade visual (caso você tenha uma, a começar por um logo) e de informações coletadas através de um briefing, o processo de trabalho de criação do site é o seguinte:

  1. É elaborado um rascunho do projeto, no papel mesmo;
  2. O rascunho é transformado em um wireframe (ou protótipo) e apresentado ao cliente;
  3. E em seguida é feito o layout do projeto, definindo assim o design final do site.

Essa fase é feita inteiramente com edição de imagens, sem programação. Ou seja, no final da fase 1, seu site ainda não estará pronto.

O profissional encarregado por essa etapa do trabalho é o Web Designer. Ele precisa ter conhecimentos de conceito, usabilidade, acessibilidade, design responsivo e outros conceitos e tecnologias que ajudam a garantir que o design do site funcione.

Além disso, ele deve ter noções básicas de front-end, que é o próximo passo.

Fase 2: Desenvolvimento

Nessa fase, o que foi feito na fase 1 é “transformado em código”. Do front-end, que é o código que faz o seu site funcionar e ser acessível em um navegador como o Google Chrome, ao back-end, que é o código que faz os recursos do seu site (como formulários de contato, login, carrinho de compras etc).

Nessa etapa é preciso um desenvolvedor (normalmente o profissional é chamado de Full-Stack) ou um time com conhecimentos em front-end e back-end, ou na plataforma utilizada (como WordPress).

O profissional ou equipe deve também ter conhecimentos de usabilidade, além de performance e segurança. Além disso, é preciso fazer uma bateria de testes para garantir que tudo esteja funcionando bem.

Fase 3: Entrega

Depois que o serviço é concluido, a entrega não é só passar um link para o cliente. Há explicações (ou até treinamento) de como usar o sistema, além de eventuais ajustes e um acompanhamento durante um tempo combinado.

No meu caso, prefiro manter um contato constante com o cliente. Trabalho com WordPress, que recebe atualizações constantemente, e a internet não para de evoluir (em termos de tecnologias, SEO, marketing digital etc).

Sendo assim, acho importante que o cliente também mantenha-se atualizado.

Quanto custa um site: comparativo de valores

Baseado em pesquisas, experiências com alguns clientes e tempo de serviços prestados na área, bolei por aqui um comparativo médio de valores que você pode investir versus o que você pode receber.

Ou seja, abaixo você confere o que, em média, você receberá pagando os valores citados.

Claro, não é 100% garantido que o que está aqui é a mais pura verdade ou o padrão do mercado — há diferenças gritantes entre um profissional e outro, uma agência e outra e por aí vai.

Há inúmeros fatores, de verdade! Se todo blog da área decidisse fazer um post sobre quanto custa um site, todos os posts seriam diferentes. Veja essa tabela de preços de site pra ter uma ideia do que estou falando.

printscreen da tabela de preços de criação de site da abradi; o valor de referência apontado é de R$ 41.526,45
Trecho do Guia de valores referenciais para serviços digitais 2019 – Abradi

Mas, mesmo assim, montei uma lista bem básica, um resumo do resumo, com uma base do que é mais comum por aí. Também aproveitei para listar algumas sugestões – repetindo: usando como base minha experiência, pesquisas, o universo e tudo mais.

Confira:

R$ 0,00 (site grátis) — R$ 100,00

Essa média de valores passa por algo extremamente suspeito a algo totalmente amador, além dos construtores de sites.

O que você pode encontrar nessa faixa de valores

  1. Roubadas: Literalmente, ou então você vai receber algo que não funciona direito ou não tem nada a ver com o que você pediu;
  2. Plagiadores: Pode ser que uma hora ou outra você encontre um ou outro site idêntico ao seu por aí;
  3. Sobrinhos: Como explicar? Bom, seu site só poderá ser chamado de site por uma questão de… educação. Ou seja, vai ser ruim;
  4. Mensalidades altas: Ou baixas. Além de hospedagem, podem querer te cobrar algumas taxas como manutenção, licença de uso e por aí vai. Tome cuidado com pegadinhas;
  5. Orientação zero: Você vai ter um site, mas não significa que ele vai ser ideal para o que você precisa;
  6. Construtores de site: O mais comum pra essa faixa de preços, mas fique de olho em o que cada um tem a oferecer.

Recomendação

Se você não tem mais de R$ 100,00 para investir, melhor optar por um construtor de sites e meter a mão na massa.

Se você precisa de um site, blog ou loja virtual minimamente profissional, há boas soluções prontas na área, mas nenhuma faz milagres: seu site não será muito profissional e nem bem indexado nos buscadores.

Uma opção é o wordpress.com, onde você pode ter um blog grátis sem mensalidade. Outra opção bem básica é o construtor de sites do Google Meu Negócio.

Tempo necessário: 30 minutos.

Veja abaixo um passo-a-passo de como criar um site grátis no Google:

  1. Crie uma conta no Google Meu Negócio

    Acesse business.google.com e siga os passos. O cadastro leva cinco minutos.printscreen de tela de cadastro do google meu negócio

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  2. Cadastre as informações sobre a sua empresa

    Navegue no painel do Google Meu Negócio e cadastre informações para contato, serviços, produtos e fotos de sua empresa. Quanto mais conteúdo você publicar, mais completo seu site ficará.printscreen de tela de informações do google meu negócio

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  3. Inicie a criação do site

    No menu principal do Google Meu Negócio, clique em “Site”. O Google irá coletar todo o conteúdo que você cadastrou no passo 2 e irá montar um site automaticamente em alguns segundos. Ao concluir, clique em primeiros passos.printscreen de tela de criação de site do google meu negócio

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  4. Escolha um tema para o seu site

    Selecione uma das opções de aparência que o Google oferece para o seu site. O que muda de um tema pra outro são fontes, estilos e cores.printscreen de tela de seleção de tema para site do google meu negócio

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  5. Conte sua história

    Escreva um texto bem resumido sobre sua empresa, no máximo em dois parágrafos. Utilize frases de efeito: venda seu peixe!printscreen de tela de edição de site do google meu negócio

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  6. Adicione imagens

    Navegue na visualização do seu site e veja se é preciso adicionar mais imagens, como a foto de capa (que aparece logo no início do site) e a galeria de fotos.printscreen de tela de edição de site do google meu negócio

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  7. Revise e publique seu site

    Veja se os textos estão corretos e se não está faltando nenhuma informação relevante. Clique na engrenagem “Mais” para editar os últimos detalhes e então publique seu site!printscreen de tela de edição de site do google meu negócio

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printscreen de site feito no google meu negócio

O resultado final é um site bem simples e minimalista, mas o suficiente para começar seu negócio online.

O endereço do site será nomedoseusite.negocio.site.

R$ 101,00 — R$ 1.000,00

Aqui você pode ver de tudo — menos algo realmente profissional. Então, quase tudo.

O que você pode encontrar nessa faixa de valores

  1. Site pronto: Uma empresa ou profissional pode te oferecer algo já pronto, sem muitas personalizações. Mas cuidado: alguns “profissionais” têm um template pronto cheio de remendos que é replicado com algumas alterações de cores e imagens para os clientes. O resultado final é um site porco e lento.
  2. Falta do necessário: Se você achar importante alguns conceitos como SEO, design responsivo, usabilidade, acessibilidade, velocidade e segurança, por exemplo, pode ter certeza de que vai ficar faltando muita coisa no seu site.
  3. Mais do mesmo: Além disso, você também estará sujeito aos itens da média de preços citada acima, como sobrinhos. Difícil fugir deles!

Recomendação

Com essa faixa de valores, procure alguém que trabalhe com temas prontos para sistemas como o WordPress, ou tente você mesmo comprar o tema e cadastrar seu conteúdo.

Vai ser uma opção rápida e barata principalmente se o que você precisa não requer personalizações e nem criação de outros materiais. Assim, a médio prazo você poderá investir em algo mais exclusivo e personalizado.

Veja aqui uma lista de temas prontos para WordPress – há opções pagas e grátis.

Curiosidade: Se você adquirir um tema pronto para WordPress, algumas hospedagens podem fazer a instalação de tudo (do WordPress e do seu template, além de plugins recomendados) sem custo adicional.

É o caso da WOWF, que já oferece o WordPress pré-instalado. Se você precisar de ajuda para instalar o tema, é só solicitar!

R$ 1.001,00 — R$ 3.000,00

Essa é uma faixa que tem uma linha tênue entre profissionais e “fazedores de site”.

Ao mesmo tempo em que você poderá encontrar algo realmente bom por 3 mil reais, poderá receber um site não responsivo feito no Wix com design amador e páginas mal planejadas por… 2 mil reais.

Soou muito específico? Não conta pra ninguém, mas já vi isso acontecer! E no final das contas o cliente se recusou a ficar com o site, mas não teve o dinheiro devolvido.

O que você pode encontrar nessa faixa de valores

  1. Combos de baixo custo: Boas opções de templates prontos + criação de logo;
  2. Rapidinhos: Estranhe se alguém te oferecer tudo feito “do zero” em uma semanas ou menos, sem mesmo ter feito questionamentos sobre o projeto (ou seja, um briefing). Certamente o site não será feito do zero, e prepare-se para os ajustes pós-entrega (se ocorrer);
  3. Aproveitadores: Normalmente “agências” que oferecem diversos serviços, como informática + impressão + criação de sites, dentre outras coisas — é quase certeza de que vão utilizar algo pronto e bem básico pra você, cobrando por isso um valor bem mais alto do que deveria custar;
  4. Ouve-e-faz: Você pode pedir qualquer coisa que vão fazer sem nem questionarem se isso pode ser bom ou não (além de realmente necessário) para o seu site em termos de conversão, SEO, otimização e por aí vai. E não estranhe se pararem de te responder porque você “está pedindo coisas demais”.
    Se é trabalho a mais, deve ser cobrado. Mas se não estava previsto porque o projeto não teve briefing, a culpa é deles!
  5. Atenção a detalhes: Por outro lado, você pode começar a encontrar um pessoal que faz perguntas relevantes relacionadas ao seu negócio, que querem ter certeza de que nada está sendo esquecido antes mesmo de te passarem um valor – ou seja, um briefing é elaborado. Isso é ótimo, porque mostra que o serviço está sendo planejado antes mesmo de ser feito.

Recomendação

Com esse valor as coisas começam a ficar mais sérias.

Você pode contratar alguém para instalar e configurar um tema pronto em WordPress para seu site (vide o link da faixa de valores anterior), por exemplo, incluindo criação de logo além de uma customização no template para que ele siga a identidade visual criada.

Ah, e fique esperto com os charlatões! Com esse valor, recuse sites em construtores como Wix e estruturas muito engessadas (alguém falou bootstrap?). Questione pra ter certeza de o que você irá receber.

Dependendo do seu projeto, como um blog tradicional ou um site institucional, pode ser que você consiga algo profissional com design exclusivo e ferramentas na medida pra você.

R$ 3.001,00 — R$ 8.000,00

ilustração de um site sendo construído

Aqui você começa a ficar despreocupado e passa a ter certeza de que seu site será minimamente profissional.

Ou totalmente, dependendo da complexidade do projeto.

O que você pode encontrar nessa faixa de valores

  1. Profissionais: Nessa faixa de valores a coisa começa a melhorar! Você vai ter uma orientação melhor, um serviço melhor e um site na medida;
  2. E-commerces “médios”: Se você precisa de um e-commerce bacana, é uma boa faixa de preços para começar;
  3. Agências médias/pequenas: Mas agências de verdade, não essas que só tem um cara que faz tudo. No caso das médias, certamente elas vão cobrar um valor alto por algo que você poderia fazer com um freelancer e ainda receber algo melhor;
  4. Propostas detalhadas: Se não receber um documento com todos os detalhes de o que será feito, exija isso. Se não for detalhado o bastante, cai fora! Um site vai muito além do preço. Inclusive, você deve exigir um detalhamento em qualquer situação, mas nessa faixa de valores é ainda mais importante que você saiba o que, de fato, vai ser entregue;
  5. Sistema pronto: Assim como nas opções anteriores, por aqui ainda é difícil que seja desenvolvido um sistema exclusivo para você. Então, sistemas como WordPress e Magento serão mais prováveis.

Recomendação

Procure profissionais qualificados, com portfolio e projetos e clientes ativos. Além de depoimentos, é importante ver na prática como são os serviços que o profissional ou agência já entregou.

As chances de você conseguir um site exclusivo e serviço completo nessa faixa de valores é grande – a não ser que seja um e-commerce mais elaborado, ou um site com muitos recursos.

O que envolver transações e cadastro de usuários, por exemplo, sempre irá demandar mais trabalho e mais testes.

R$ 8.001,00 — R$ 15.000,00

Precisa de tudo do zero, quer algo profissional e bem feito? Essa é a margem!

O que você pode encontrar nessa faixa de valores

  1. “Projetos completos”: Daqueles que vai ter coisas que você nem imaginava que teria. Claro, afinal, você está contratando alguém da área justamente por não ter experiência nela, né?! Pois bem, nessa faixa de valores você vai ver como cada centavo investido é “visível” no projeto;
  2. E-commerces profissionais: Com praticamente tudo incluso – até clube de assinaturas!

Recomendação

Mais uma vez, procure por profissionais qualificados, veja o que eles já fizeram e estão fazendo.

Busque indicações. Com a grana que você está investindo, todo cuidado é pouco!

Superior a R$ 15.000,01

Acha impossível gastar tudo isso (e mais um centavo) em um site?

Acredite, essa lista poderia ir longe! Basta ver a tabela da Abradi que passei no início do post.

O que você pode encontrar nessa faixa de valores

  1. Agências grandes: Daquelas que você paga pela estrutura e marca, não pela qualidade do trabalho em si. Ou seja, você poderia economizar contratando um profissional e ainda receber um site melhor;
  2. Projetos complexos: Intranets, e-commerces, sistemas com diversas funcionalidades, projetos “múltiplos”… ou uma landing page básica caso você contrate uma agência grande;
  3. Sistema exclusivo: Se você precisar de algo muito específico que não é encontrado em nenhum sistema pronto por aí, poderá ter um sistema desenvolvido exclusivamente para você.

Recomendação

Não contrate agências grandes a não ser que você realmente precise de estrutura, suporte, atendimento e até mesmo de treinamento ou de pessoas que façam um trabalho constante para sua empresa.

Algumas agências são especialistas em áreas específicas, então, dependendo do seu projeto, você não vai ter muita saída.

Já outras trabalham com foco em publicidade e não têm uma equipe tão especializada em criação de sites.

Então, analise o porte do seu projeto e a demanda mensal (ou até mesmo semanal) para atendimento e manutenção. Confirme também se você precisará de auxílio em múltiplas áreas além da criação do site em si, como marketing digital (criação de conteúdo), estratégias SEO, e-mail marketing etc.

Se realmente for preciso um time para cuidar do seu projeto, contrate uma agência.

Exemplo de site “caro”

Em Março de 2011 saiu a seguinte notícia na Folha:

Maria Bethânia poderá ter R$ 1,3 milhão para criar blog
A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão e criar um blog.

Na época isso enfureceu muita gente, mas vamos analisar dois fatos:

  1. Como você viu nesse post, criar um site profissional não é barato… mas também não é tão caro assim.
  2. Mas não é só isso: Haverá um vídeo por dia. Vamos supor que o blog custe R$ 30 mil, sobrando R$ 1,27 milhão para os vídeos. Dividindo este valor por 365 (ou seja, um ano), cada vídeo sairia por cerca de R$3.480*. Não é um valor alto, na minha opinião.

No final das contas o projeto nem saiu do papel, tamanha polêmica.


*Bom, estou supondo que interpretei corretamente a notícia e que o plano seja um “pacote” de 1 ano. Se eu estiver errado, por favor, corrijam-me!

Custos recorrentes

ilustração de uma pessoa selecionando uma das diversas extensões de domínios; ele seleciona o .net

Além de saber quanto custa um site, você deve levar em conta alguns custos recorrentes. Exemplos:

  • Domínio: o endereço www do seu site. É cobrado anualmente, e custa em média R$ 40,00;
  • Hospedagem: um servidor online que faz seu site funcionar, tornando-o acessível através do domínio. É cobrado mensalmente e os custos variam bastante;
  • Manutenção: quando é preciso um profissional ou uma equipe para dar suporte para o seu projeto. Pode ser cobrado por tarefa ou mensalmente, e o custo varia (normalmente é orçado por hora de trabalho);
  • Licenças: normalmente são assinaturas de ferramentas, plugins, certificado de segurança (SSL), cPanel e coisas do tipo. As cobranças podem ser mensais ou anuais, e os custos (e necessidade de renovação) variam.

Ou seja, você também precisa ter em mente quanto custa ter um site para se planejar financeiramente.

Como saber quanto irá custar seu site

É preciso pedir um orçamento. E antes de pedir um orçamento você deve reunir todos os detalhes que você precisa em um site, como páginas, conteúdo, ferramentas e por aí vai.

Afinal, o orçamento é calculado de acordo com o que precisa ser feito.

Se há uma verdade absoluta nessa área, é a seguinte: Tudo precisa de um detalhamento. Por mais óbvio que o trabalho a ser feito pareça. Um briefing bem escrito é sempre obrigatório.

Um dos pedidos de orçamento que mais recebo é quando alguém quer saber quanto custa um site em WordPress idêntico a outro site (seja da concorrência ou algum que ele gostou bastante). Muitas vezes me perguntam isso só para terem uma ideia do valor.

Ainda assim é difícil estimar, já que a criação de site vai muito além do que é visto quando você acessa esse site: um recurso que parece bobo pode ser extremamente complexo e encarecer – e muito – o projeto.

Alguns recursos são específicos para aquele tipo de site e muitas vezes você não vai precisar dele e nem reparou que ele existe.

Então, mesmo que seja possível “chutar” um valor para criar um site parecido com outro, isso é muito impreciso para os dois lados. Eu não vou saber exatamente o que o cliente quer e nem tudo o que está por trás do site, e o cliente não vai saber de tudo o que está sendo orçado pois provavelmente ele teve uma percepção diferente de como o site funciona.

Sendo assim, pra saber quanto custa um site é preciso elaborar um briefing, que é um detalhamento contendo, em detalhes, o que é preciso ser feito. E isso é uma “dinâmica” entre o cliente e o profissional:

  1. O cliente diz o que ele precisa;
  2. O profissional analisa, tira dúvidas e faz sugestões (o que é imprescindível, já que muitas vezes o cliente precisa de orientação);
  3. O passo acima novamente até não sobrar nenhuma dúvida;
  4. Uma revisão pra ter certeza de que não falta nada;
  5. E então é feito um descritivo do projeto, ou proposta, para o cliente saber o que está sendo orçado e o profissional saber o que deve orçar.

Mas pra que detalhar algo que parece óbvio?

Digamos que você precisa de uma mesa para a sua sala, então você entra em contato com um marceneiro e pede por uma “mesa simples”.

Daí o marceneiro diz “Eu preciso ir até a sua casa para fazer algumas medidas, verificar qual será a melhor solução para o espaço que você tem e te apresentar alguns materiais que podem ser utilizados no acabamento dessa mesa.”, mas você diz que não precisa de nada disso, porque você quer apenas uma mesa simples. Uma tábua, quatro pés. Quatro cadeiras.

É só isso, uma mesa simples.

Bom, vejamos: O marceneiro tem em mente que o cliente quer uma mesa e quatro cadeiras. Tudo deve ser simples.


Pausa. Vamos caçar, em lojas online, mesas e cadeiras de visual simples para termos uma ideia de valores (é claro, o preço de uma loja é diferente do preço de uma marcenaria, mas estamos só exemplificando).

Começamos com uma mesa:

foto de uma mesa branca com pernas em carvalho

Simples até demais, não é mesmo? Justamente o que o cliente pediu: uma tábua e quatro pés.

Qual é o preço dessa belezinha aí? Simples: R$ 2.799,90.

Isso só a mesa, claro. Agora vamos às cadeiras:

foto de uma cadeira de madeira

Bom, não combina em nada com a mesa, mas também é simples de doer. Parece até aquelas cadeiras de escola pública, aquela coisa… simples, de baixo custo.

O preço dessa cadeira aí? Simplesmente R$ 1.399,90.


Levando os exemplos acima como referência sobre quanto custa uma mesa e uma cadeira simples, o orçamento total, então, seria de R$ 8399,50 por uma mesa simples e quatro cadeiras simples.

O cliente pode reclamar do preço? Claro que pode, só não seria justo. Afinal, o marceneiro fugiu do que foi pedido? Não. Mas ok, o cliente tinha boas economias guardadas e estava precisando desses itens o quanto antes. Então, negócio fechado!

Lembrando que esse foi apenas o orçamento – o cliente nem sabe como o projeto vai ficar (ou seja, não viu essas fotos).

No dia da entrega, algumas surpresas:

  • Primeiro que o cliente achou tudo muito feio, ele não imaginava que o marceneiro fosse levar o termo simples de forma absoluta.
    Queria alguns detalhes arredondados e colocar um vidro em cima. E essas cadeiras, queria com estofados.”
  • Segundo que as cores utilizadas não combinavam em nada com o ambiente.
  • Terceiro que a mesa nem coube no lugar.

Resumo da ópera: o cliente exige que o trabalho seja refeito, mas não quer pagar para que ele seja refeito. “Eu já paguei uma vez e não gostei, por que vocês não fazem da forma que eu goste e ponto?”, esbravejou.

Só que isso poderia ter sido evitado lá no começo. O profissional tentou coletar detalhes sobre o projeto, mas não conseguiu sequer tirar medidas. O cliente só disse que queria algo simples, não comentou nada sobre cantos arredondados, vidro e estofados.

Ou seja, é preciso fazer um novo serviço, quase nada do que foi feito será reaproveitado. E o profissional precisa comprar novos materiais e pagar seus funcionários.

Logo, é preciso cobrar pelo novo serviço.

Mas agora chega de historinha e vamos falar de forma mais clara sobre esse tal de detalhamento, que leva uma palavra estrangeira: briefing.

Saiba o que é um briefing…

O briefing é, a grosso modo, o conjunto de informações necessárias para o desenvolvimento do trabalho.

Normalmente é feito à partir de perguntas que o profissional faz para o cliente, além de estudos que o próprio profissional faz por conta própria.

O cliente é quem sabe mais sobre sua própria empresa e o profissional é quem sabe mais sobre criação de sites, então a ideia é reunir esses dois conhecimentos em uma conversa para extrair não só o que o cliente quer, mas também quais são as melhores soluções segundo a experiência do profissional.

…e por que um briefing é importante

Se você leu a história que contei acima deve ter tido uma noção da importância de um briefing, mas não custa falar mais sobre o assunto: antes de se começar um trabalho, é imprescindível que o profissional saiba do que o cliente precisa e que o cliente saiba quais são as melhores opções.

Ou seja, um briefing não é só um coletado de informações para que o profissional possa fazer seu trabalho, mas também serve para que o cliente entenda o que pode ser feito. Isso evita com que ele tenha uma ideia equivocada sobre o projeto.

Uma coisa é certa: Se você contrata um profissional para fazer um tipo de trabalho, é porque provavelmente você não sabe fazê-lo. Cada um tem suas experiências, e é importante que elas sejam colocadas em prática na área e na hora certa.

Outra coisa é certa: Não existe trabalho simples porque não há uma definição exata sobre o que é simples. “Simples”, nesse caso, é uma opinião pessoal.

foto do quadro Violet, Green, Red, de Mark Rothko, com seu preço: 186 milhões de dólares
Você compraria um quadro simples como esse para a sua sala?

Existem coisas visualmente simples que, por dentro ou em sua fabricação, são extremamente complexas e agregam valor – assim como existe o oposto, coisas visualmente complexas que na verdade são simples de serem realizadas.

Aliás, por mais que possa parecer contraditório, a expressão “menos é mais” (less is more) acaba fazendo mais sentido tendo tudo isso em mente.

Detalhamento é tudo. Não é como ir em um pronto-socorro e ser diagnosticado com uma virose pelo médico que só te olhou, mas é fazer exames até descobrir o que está acontecendo e ter em mente qual será o melhor tratamento.

E assim como em médicos, você tem todo o direito de correr atrás de outros para ter uma “segunda opinião” – outros orçamentos, no caso. No fim, é o melhor para você que está em jogo.

E você, já fez seu check-up hoje?

Como fazer um briefing para orçamento de site

Agora você já sabe o que é briefing e qual é a sua importância. Mas como criar um pra pedir um orçamento e assim saber quanto irá custar seu site?

É mais fácil do que você imagina! Basta responder as perguntas abaixo:

  1. Qual é o nome da sua empresa e informações para contato?
    Passe seus contatos preferenciais e indique também o nome das pessoas que participarão do processo.
  2. Qual é o nicho e público-alvo da empresa?
    Especifique o ramo da empresa e qual é seu público principal.
  3. Quais são os produtos e serviços que você oferece?
    Diga com o que a empresa trabalha, o que ela oferece. Se tiver diferenciais, destaque-os também.
  4. Quais são seus principais concorrentes hoje?
    Mesmo que não sejam concorrentes diretos, cite outras empresas da mesma área. Envie os links, já que nem sempre é fácil encontrar algumas empresas no Google só com o nome.
  5. Quais são seus parceiros?
    Isso é opcional. Mas se tiver parcerias, cite-as também com links.
  6. O que a empresa já tem hoje na internet?
    Cite tudo: redes sociais, site atual, logotipo, canais de divulgação etc.
  7. Qual o tipo de projeto você deseja?
    Um site novo ou e-commerce, logotipo e identidade visual, migração do Blogger para o WordPress… diga tudo o que deve ser feito!
  8. Quais são seus objetivos com o novo projeto?
    Mudar a abordagem da empresa, modernizar o site atual, migrar de plataforma, alcançar uma pontuação maior no Google PageSpeed… quanto mais detalhes, melhor.
  9. Você tem exemplos e referências para o que você precisa?
    Cite o que te agrada visualmente em outros sites, por exemplo. Se você precisa de algo específico, como uma galeria de imagens ou um formulário de pedido, envie o link ou um printscreen de exemplo. Não é para copiar de outros sites, é para ilustrar o que deve ser feito.
  10. Precisa de domínio e hospedagem?
    Confira esse comparativo entre hospedagens pra ter certeza da sua resposta!
  11. Quais páginas o projeto deverá ter?
    Não se esqueça de nenhuma! Jamais diga “et cetera” ou coisas do tipo: diga exatamente quais páginas o site deverá ter. Exemplo: as mesmas que o site atual, uma página de tabela de preços, uma seção de notícias e uma landing page para um dos serviços.
  12. Quais ferramentas e recursos o projeto deverá ter?
    Mais uma vez, cada detalhe é importantíssimo. Você não precisa descrever exatamente como tudo vai funcionar se não tiver conhecimento técnico para isso, mas deve dizer o que irá constar no projeto. Exemplos: captura de e-mail (com algum sistema que você já utiliza, como MailChimp, ou se é preciso um novo sistema pra isso), página de cadastro (e por que o visitante pode se cadastrar – o que ele poderá acessar e fazer?) e versão AMP.
  13. Quais serviços adicionais você gostaria de ter?
    Além de um site, o que mais você vai precisar? Por exemplo: estratégias SEO, atualização de redes sociais, suporte e manutenção, acompanhamento do Google Search Console… mesmo que a empresa não preste esses serviços, podem te indicar alguém.
  14. Você tem mais observações importantes?
    Aqui é um espaço para revisão e reflexão. Faltou alguma coisa nos itens acima? Gostaria de tirar dúvidas? Alguma meta específica? Não poupe palavras!

Se você tiver dúvidas sobre algum dos itens, não se preocupe: é papel do profissional te orientar, esclarecer pontos e indicar as melhores soluções.

Pra facilitar, criei um projeto fictício para responder todas essas perguntas:

Exemplo – e modelo – de briefing pronto

  1. Qual é o nome da sua empresa e informações para contato?
    O nome de minha empresa é WOWF, meu e-mail é [email protected] e meu whatsapp é 11 91234-1234 (mas prefiro continuar a conversa por e-mail).
  2. Qual é o nicho e público-alvo da empresa?
    Trabalhamos com hospedagem de sites, blogs, lojas virtuais e aplicativos. Nosso foco é no público que busca uma hospedagem segura, estável e veloz para WordPress.
  3. Quais são os produtos e serviços que você oferece?
    Planos de servidor compartilhado e VPS, configuração de e-mail em três provedores, e-mail marketing com Sendy e também consultoria para projetos com WordPress.
  4. Quais são seus principais concorrentes hoje?
    São as empresas www.portofacil.net e www.liquidweb.com.
  5. Quais são seus parceiros?
    As empresas www.viahospedagem.net e www.fabiolobo.com.br.
  6. O que a empresa já tem hoje na internet?
    Um site completo (com logo) e página no Facebook (mas está desativada por falta de atualizações). Pretendemos criar um canal no YouTube em breve.
  7. Qual o tipo de projeto você deseja?
    Um site novo, com o mesmo logo e identidade visual (cores, elementos gráficos e estilos) do site atual.
  8. Quais são seus objetivos com o novo projeto?
    Algo mais leve e rápido (seguindo as recomendações do Google PageSpeed), que dê mais destaque aos posts do blog e à consultoria prestada. Temos dúvidas se vale a pena ter AMP para os posts.
  9. Você tem exemplos e referências para o que você precisa?
    Algo como o site www.fabiolobo.com.br, que é bem rápido e tem uma pontuação muito boa no PageSpeed. Também queremos uma tabela comparativa como a da home da www.liquidweb.com.
  10. Precisa de domínio e hospedagem?
    Não.
  11. Quais páginas o projeto deverá ter?
    As mesmas que já existem no site atual. Além disso, precisamos de uma área de login para clientes acessarem conteúdos exclusivos que vamos postar no blog. Não é bem um paywall porque vai ser de graça, mas só para quem assina um plano de hospedagem. Então, quando um visitante tentar acessar um post exclusivo, deverá ver uma tela de login e senha com o aviso “você precisa estar logado”. É viável?
  12. Quais ferramentas e recursos o projeto deverá ter?
    Essa parte de login de clientes para ter acesso a posts (não é preciso uma tela de cadastro, já que vamos cadastrar cada cliente manualmente). Também precisamos pensar em mais formas de capturar e-mails, como aquela popup que aparece quando o visitante vai sair da página. Precisamos verificar também a necessidade de versão AMP para os posts.
  13. Quais serviços adicionais você gostaria de ter?
    Vocês também trabalham com criação de conteúdo ou têm alguém para indicar? É uma das demandas que temos no momento. Também precisamos de ajuda para adicionar o AdSense em alguns posts (não todos) e acompanhamento do PageSpeed e SEMrush para manter o site funcionando bem (é um serviço de manutenção, certo?).
  14. Você tem mais observações importantes?
    Temos um relatório do SEMrush com algumas sugestões de melhorias, caso ajude a planejar o novo site e também pensar nessa parte da manutenção. Podemos enviar em anexo. Por fim, é importante que o site tenha no mínimo nota 80 no Google PageSpeed. É viável? Precisaremos modificar alguma coisa no briefing?

Repare que no exemplo eu não precisei citar termos muito técnicos e mostrei ter dúvidas sobre algumas áreas. Não é sua obrigação saber exatamente sobre tudo.

Agora é com o profissional:

  1. Ele irá analisar cada item do briefing para montar um detalhamento do projeto. Enquanto isso, certamente irá te enviar mais algumas dúvidas para esclarecer todos os pontos.
  2. O profissional também irá responder todas as dúvidas do seu briefing e apontar a melhor solução para cada caso. Dependendo do volume de questões, esse pode ser um serviço de consultoria (portanto, cobrado – mas só com sua aprovação antes).
  3. Quando todas dúvidas forem tiradas (tanto as suas quanto as dele), o detalhamento do projeto será concluído e uma proposta oficial será elaborada.

O que deve constar em uma proposta de criação de site

Chegou a hora da verdade: uma proposta com um orçamento. Enfim você irá saber o preço para criação do site.

Mas o que esperar de uma proposta, afinal? No mínimo:

  • Dados das duas partes: nomes, documentos (CPF/CNPJ), meios de contato, endereço etc;
  • Detalhamento: ou escopo, contando detalhes minuciosos sobre o que será feito (o que está incluso, o que não está incluso, páginas, ferramentas, como cada página e cada ferramenta irá funcionar etc);
  • Orçamento: preço do site e de todos os demais serviços inclusos, forma de pagamento, parcelamento, se há nota fiscal etc;
  • Prazo de entrega: o ideal é que cada etapa do projeto tenha um prazo definido, como criação do logo em X dias, layout em Y dias e desenvolvimento do site em Z dias;
  • Cronograma: se o porte do projeto for grande ou houver ações planejadas para os próximos meses, é importante que conste um cronograma na proposta;
  • Garantias: o que acontece se houver atraso? E se houver desistência por uma das partes (ou ambas as partes, nunca se sabe)? Há multas? Devolução?

Então, se você receber apenas um preço e um prazo por e-mail (a não ser que sejam estimativas para você validar e aí sim a proposta ser elaborada), fuja. É preciso ter tudo definido, detalhado e documentado.

Se está tudo escrito e arquivado por e-mail, um contrato de prestação de serviços é opcional, já que e-mails já são o suficiente para te proteger.

Moral da história: não basta saber quanto custa um site, é preciso saber o que está incluso no projeto.

foto de uma balança velha, tipo libra, cor alumínio e azul
Compare o preço com o que será feito e você saberá se o custo é caro, barato ou justo.

Tire suas dúvidas

Vamos deixar esse texto (ainda) mais completo?

Separei algumas dúvidas comuns sobre o tema. Se você sentir falta de algo, deixe sua pergunta nos comentários!

Quais são os custos para ter um site?

Além da criação do site, é preciso ter em mente, no mínimo, custos de domínio e hospedagem. Outros pontos são licenças/assinaturas (plugins, softwares, ferramentas) e suporte e manutenção, por exemplo.

Aqui vai um exemplo de tabela de preços para ter um site (reforçando, é só um exemplo e nem tudo que está aí é realmente necessário):

ServiçoPreço
Criação de site institucional com logoR$ 4.000,00*
Domínio na registro.brR$ 40,00 anuais
Hospedagem na WOWFR$ 19,90 mensais
Zoho MailGrátis
Certificado SSL da Let’s EncryptGrátis
CloudFlareGrátis
Assinatura Pro da SEMrushR$ 580,00 mensais*
Suporte e manutenção de 10 horasR$ 1.000,00 mensais*
Totais:R$ 4.000,00
R$ 1.599,90 mensais
R$ 40,00 anuais
*Valores totalmente fictícios

Faça uma lista com tudo o que você realmente precisa e então monte sua planilha pessoal!

Vale a pena comprar um template pronto para WordPress?

Se você não pode investir muito e precisa de um site minimamente profissional, vale a pena sim. Veja essa lista com temas recomendados.

Mas cuidado para não acabar jogando dinheiro fora. Leve em consideração o seguinte:

  • Temas prontos são lentos e pesados, principalmente os chamados multi propósito. Então, se você for trabalhar com SEO e monetização de conteúdo, por exemplo, um tema pronto pode ser uma péssima ideia;
  • Se você não configurar um tema corretamente, poderá até mesmo ficar com o site fora do ar. Alguns temas têm funcionalidades tão pesadas que acabam sobrecarregando o servidor quando há pico de acessos simultâneos;
  • Com um tema pronto seu site ficará idêntico aos outros que usam o mesmo tema, é claro;
  • Se você adquirir um tema grátis para WordPress, não terá suporte do desenvolvedor;
  • Alguns templates são integrados com plugins pagos, que podem ou não estarem inclusos na compra do tema. Fique de olho!

Posso criar o layout e contratar um programador?

Poder, pode. Mas você tem conhecimento para isso?

É preciso ser um web designer experiente para criar um layout para site com design que funcione bem. É necessário planejar o design responsivo, além de conceitos como UX e UI (o que também envolve desenvolvedores no trabalho), acessibilidade e, é claro, conhecer as técnicas de web design.

Então, não arrisque: se for pra economizar, prefira um tema pronto como citado acima.

O que deixa um site caro?

Ferramentas, funcionalidades em geral. Tudo o que aumentar a complexidade do projeto (que também poderá aumentar custos de hospedagem).

Por exemplo, um e-commerce sai mais caro que um site institucional porque tem diversas funcionalidades. Área de cadastro e login de usuários, carrinho de compras, pagamento, disparo de emails, integração com ERP e correios etc.

Um blog que pode parecer visualmente simples também acaba ficando mais caro se você pedir vários detalhes como AMP, sistema próprio de votação, painel de controle com possibilidade de personalizar cores etc.

Você também pode seguir essas dicas para redução de alguns custos com site, hospedagem e contas de e-mail.

Quanto investir em um site?

Ah, em vez de “Quanto custa um site?”, essa sim é a pergunta certa!

Mas também não tem resposta imediata.

Como você pode ver, não há um padrão de valores e você pode achar de tudo por aí. Podemos te dizer que a margem mais segura é a partir de R$ 3.000,00, mas tudo depende do porte do seu projeto.

Se for algo pequeno e que só precise de uma página com informações básicas, não tem por que você não optar por um um blog grátis no wordpress.com ou o site grátis do Google My Business.

Por outro lado, se seu projeto é um e-commerce com integração a diversos serviços, ou uma intranet com app para smartphones, necessita de suporte e manutenção mensal, dentre outras coisas… aí você pode desistir de comprar aquele carro novo.

E você viu que o preço também depende de quem você contrata: Profissionais freelancers normalmente cobram menos que agências. Mas isso também pode variar dependendo do “profissional” e da “agência”.

Enfim, se você leu até aqui, não estranhe a sensação de ter perdido tempo caso sua ideia era sair daqui sabendo quanto irá custar seu site: realmente é impossível estimar o valor de um site sem um briefing, e cada um pode cobrar valores muito diferentes.

Mas espero que você ao menos tenha tido uma ideia melhor de como as coisas funcionam – ou deveriam funcionar – e que consiga fugir de roubadas!

Créditos das imagens: Freepik, Abradi, Google e ETNA.

Revisão

Vamos revisar alguns pontos do texto pra ter certeza de que nada passou em branco?

Quanto custa um site?

O custo total de um site depende da criação de um briefing, e cada profissional e agência cobram valores distintos. É possível ter um site grátis, mas não dará resultados. Uma margem mais segura para criação de sites profissionais é acima de R$ 3.000,00, dependendo do porte do seu projeto.

Como orçar um site?

Para orçar um site você deve primeiro reunir todas as informações necessárias para a construção do site: quais páginas o projeto terá, ferramentas e funcionalidades, o que você precisa etc. Quanto mais detalhes, melhor! Em seguida, entre em contato com um profissional ou agência especializada em criação de sites. Você pode falar comigo!

Quanto custa o WordPress?

O WordPress não tem custo: é grátis. O que custa, nesse caso, é o domínio e a hospedagem que você deverá assinar, além dos demais serviços necessários (como a criação de um tema para WordPress). Todos os custos variam e não são cobrados pelo WordPress.

Como ter um site grátis?

A solução mais indicada é a do Google Meu Negócio. Basta acessar business.google.com e seguir os passos – você terá sua empresa no Google e poderá criar um site grátis na plataforma.

O que é briefing?

Briefing é um documento com todas as informações detalhadas para o desenvolvimento de um projeto. É a partir do briefing que o profissional poderá elaborar um orçamento para que você saiba qual será o custo da criação do site.

Não é permitida a reprodução integral desse conteúdo. A cópia pode ser ruim para você!

Quem é Fabio Lobo?

Web designer, desenvolvedor front-end e programador WordPress.

Quem é Fabio Lobo?

Estou há mais de uma década na área. O foco do meu trabalho é em usabilidade, facilidade pro usuário, acessibilidade, SEO e performance.

Também tenho alguns projetos open source, além de prestar consultoria em hospedagem WordPress e criação de conteúdo.

Como posso te ajudar hoje?

Trabalho com consultoria, suporte, manutenção, criação e desenvolvimento.

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Comentários

6 comentários até o momento

  • “Dividindo este valor por 365 (ou seja, um ano), cada vídeo sairia por cerca de R$3.480*. Não é um valor alto, na minha opinião.”

    Vc acha realmente que ela vai filmar UM vídeo por dia? Que vai deslocar toda a equipe TODOS os 365 dias do ano pra este projeto? Ou no mais provável vai filmar os no máximo 3 minutos de cada poema em no máximo 2 dias? Neste mais provável caso, seriam 1,27 milhao dividido por 2 = 635 mil reais por dia.

    E ainda vai ter gente q vai achar pouco… :((((

    Responder
    • Fala, Mauro Santos!

      Peraí, você quis dizer de dois em dois dias ou apenas dois dias em um ano inteiro? Porque se for um vídeo a cada dois dias, seria 1,27 mi dividido por 182. Ou seja, quase 7 mil reais por vídeo. Se a edição for muito boa, ainda assim não é absurdo, a meu ver. ;]

      Responder
  • O QUE INTERESSA AQUI NÃO SÃO OS CUSTOS

    O caso é que está duro de engolir essa coisa do Blog da Bethania.
    Quem é contra é taxado de ignorante, mau-caráter ou idiota.
    Pois eu sou radicalmente contra e não sou nenhum dos três.

    Pode parecer pouca coisa, mas não é. São estas pequenas coisas, que são mais difíceis de situar se certas ou erradas, que acarpetam o corredor por onde correm lépidos nossos grandes corruptos.

    Vejamos, um blog centrado em poesia.

    Ótimo. É minha praia. Hoje, com mais idade, dei todos meus livros de ficção e ciências humanas para escolas.
    Só guardei os de poesia. Nejar, Junqueira, Pessoa, Quintana, Drummond, Milano, Tolentino, etc…, etc…
    Tem sempre uma meia-dúzia na mesa de cabeceira. Pode-se dizer que sou taradão por poesia.
    Mas nesse caso vou fugir do blog da Bethania como o Diabo da cruz. E se alguma url marota me levar pra lá, eu saio rápido.

    Por que?

    Não ignoro o que seja a Lei Rouanet. Pode ter problemas. Mas é melhor que exista do que nada.
    Mas esse caso é um uso estapafúrdio da Lei. Até mesmo os custos são absurdos.

    Vejamos.

    A grande dama de nossa MPB se habilita a pegar dinheiro público (porque é isso que isenção fiscal é).
    E essa grande dama é intima e parceira do ex-ministro da Cultura e relacionada com a atual ministra, cujo irmão fez campanha para o atual partido do governo. Alguém assim, não deve, não pode pedir dinheiro público, e caso peça deve ser negado. .
    Peraí… Não soa mal, não? Algo assim como se Sir Paul McCartney pegasse algum do contribuinte inglês para financiar uma turnê, ou Spielberg pedisse ao Barack para financiar seu novo filme?
    Pois pra mim parece. Bem esquisito. Legal pode ser, mas é também amoral.

    O Lobão fala demais, sabe-se. Mas a expressão que ele usou caiu como uma luva. Isso tem todo jeitão de chapa-branca, de carteirada. Tipo “vocês sabem com quem estão falando?”. Me espanta que a classe artística fique na moita, caladinha.

    Os argumentos de quem defende são uma graça. Falam da necessidade de poesia e outras amenidades.
    A essa gente eu queria deixar o dito lapidar de São João da Cruz: “Ele (o Diabo) sabe tudo que há de divino”.

    Como disse sou radicalmente contra. E acho o caso muito sério. E tenho autoridade pra dizer isso. Não sou ignorante. Não sou mau-caráter. Sou um leitor voraz de poesia e alguém que trabalhou profissionalmente com Internet desde o seu berço e já fez algumas dezenas de sites, blogs e tudo que se possa imaginar de aplicações Web.
    Pegou mal, gente. Muito mal. E o pior é que tenho certeza que vocês já sabiam que ia acontecer. Imagina se gente com a ligeireza de raciocínio do Gil ou Caetano não pensou nisso antes…
    Mas é daí, né? Em uma semana não se fala mais nisso.

    Pra mim, a palavra que melhor define esse caso é essa que usei no título: escrotidão…

    Responder
  • Gente eu concordo que em nosso país se gasta muita grana com coisas que não são urgentes não vou enumerar as prioridades da nossa nobre nação, mas atacar a Bethânia desse jeito como se ela fosse a primeira artista a fazer isso é no minimo uma bobagem, vários artistas fazem isso a anos, e tem de tudo de show da Maria Rita da Gal da Marisa a DVD do Tchakabum a filme do Restart e isso com valores mais altos do que o tal blog dela, ae te pergunto o que é mais gritante um blog que ira divulgar poesia a certo ponto de graça ou projetos que visem retorno financeiro por meio de bilheteria venda de ingressos e dvds, o que é cultura para nós? meu Deus atacar a Bethânia me parce o mais facil para todo mundo, mas vamos dar a mão a palmatória estamos falando de uma grande artista que tem contribuido e muito para a nossa cultura e não de uma charlatã barata.
    É preciso ter cautela para não cruxificar uma pessoa em meio ao caos e a roubalheira que se faz a anos com o nosso dinheiro meu seu de todos nós, mas ela na verdade não recebeu nada só a autorização para captar os recursos, tanto dinheiro gasto em bobagem me perdoem se vou ser mal educado mas filme do Restart dvd do Tchakabum gente me poupem, e ainda tem gente tacando o pau nela como se a mesma fosse uma ladra se é pra falar que seja da maneira certa de forma coerente e clara.

    Responder
  • Ola Fabio tudo bem? Bem sou totalmente leigo em internet, nunca fiz nenhum curso de marketing digital, mas estou querendo entrar nessa area, para trabalhar como afiliado de produtos digitais. Gostaria de criar um blog.

    Responder
    • Legal, Samuel! Nesse caso, você pode me pedir um orçamento conforme consta no post, ou então fazer alguns cursos caso queira trabalhar na área ;]

      Responder

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