Site grátis?

Quer um site de graça? Saiba mais sobre o processo de trabalho na elaboração de um site grátis e entenda os riscos e problemas.

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Quando se trabalha com web design, algo muito constante é te pedirem por um site grátis. Aliás, em qualquer profissão é bem comum se ouvir a pedidos de “cortesias”, principalmente com alguma permuta “em troca” ou a promessa de uma “parceria”, que vai desde a indicação a outros clientes que paguem pelos serviços até a famosa frase “você vai ganhar muita visibilidade”.

Sejamos honestos? Por mais que essas promessas sejam feitas na melhor das intenções, o objetivo de uma parceria é trazer benefícios equivalentes para ambos os lados. Sendo assim, não faz o menor sentido chamar de “parceria” quando uma das partes não está recebendo nada em troca senão promessas, esperanças.

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Meu objetivo aqui não é, nem de longe, esculachar quem pede por serviços de graça, e sim expor os dois lados, fazendo uma troca de posições entre o contratado e o contratante, levantando a dúvida: Até quando trabalhar de graça é vantajoso? Ou, melhor: Até quando receber um serviço gratuito é vantajoso? Afinal, certamente um serviço gratuito não terá a mesma qualidade de um pago – e isso não é por mal. Vamos entrar em maiores detalhes abaixo e em outros dois textos: Quero um site, mas… e Site de graça custa caro. Para os dois lados.

O que significa “parceria”?

parceria

Aquele puxãozinho pra cima… (foto: Corbis)

Pra ser bastante preciso, recorri ao Michaelis:

parceria
par.ce.ri.a
sf (parceiro+ia1) 1 Reunião de pessoas por interesse comum; sociedade, companhia. 2 Sociedade comercial, em que os sócios ou parceiros só são responsáveis pelo quinhão com que entraram.

A meu ver, o significado da palavra está bem claro, e um ponto merece destaque: uma parceria visa interesses em comum. Vejamos um exemplo prático:

Minha profissão é Web Designer. Fato que o principal foco de todas as profissões é o mesmo: sobreviver. É trabalhando que eu pago minhas contas, sendo que essas contas são fruto do meu estilo de vida e de minhas necessidades. Quanto mais eu ganho, mais confortável minha vida é. Mas esse assunto a gente deixa para o Dinheirama.

Vamos supor que você precise de um site para sua empresa, visando aumentar sua carteira de clientes, atender a um público maior, oferecer novos serviços etc. Sim, no fundo você está querendo sobreviver: o crescimento da sua empresa significa uma vida mais confortável para você, para sua família.

Vamos mais fundo: Sua empresa vende relógios. Relógios caros, para publico A+ – tanto que a média de vendas mensal é de 4 relógios, o que é o bastante para bancar todos os gastos da empresa com funcionários, novos estoques, publicidade etc. e ainda te permite ter uma vida bastante confortável. Mas ainda não é o bastante; é preciso aumentar os lucros, até porque você está interessado em montar novas lojas e vender outros produtos. Porém, algo inesperado acontece: Você vai precisar fechar a loja durante três semanas por conta de uma reforma emergencial. Ou seja, nesse mês o lucro será zero, e provavelmente o lucro dos próximos quatro meses será responsável por pagar o prejuízo dessas três semanas e da reforma emergencial (afinal, durante quatro meses você tem outras contas para pagar). Mas você não fica desanimado, porque a reforma traz uma esperança – e, veja bem, é apenas uma esperança, e não fato: você poderá passar a vender 6, 7 relógios por mês. Pelos valores, é um aumento considerável.

Mas é só uma esperança – não há nada certo, nenhum estudo que oficialize os números: a fachada da loja vai estar mais moderna, isso poderá atrair mais clientes. Se você terá esse aumento nas vendas, só o tempo dirá.

E se fosse um site grátis?

relógio de pulso

Hora de inverter os papéis! (foto: Corbis)

Agora vamos supor que você é um Web Designer, e um cliente te pede um site grátis dizendo que no momento não há verba para tal serviço, mas que, em troca, você será fortemente indicado por ele para amigos e clientes que precisam de um serviço semelhante. Coincidentemente, é uma promessa semelhante à de vender 2 ou 3 relógios a mais por mês, e ao olhar o potencial da empresa e o nível dos amigos e clientes que a mesma deve ter, você logo topa.

Após definir o escopo do projeto, você estima que precisará de três semanas para fazer todo o serviço. Notou mais alguma semelhança?

Pois bem: são três semanas de trabalho não remunerado em troca de uma promessa, uma esperança. Por mais que a promessa seja de boa vontade, não é certo que aquele prejuízo de três semanas será recuperado algum dia – muito menos de que você terá dinheiro para as contas no mês seguintes, afinal, na vida de um freelancer, três semanas podem custar MUITO caro. Esse mercado é extremamente concorrido, e o fato de você ter feito o serviço de graça para alguém que tem bons contatos não significa que esses contatos não irão procurar por um valor abaixo do seu no mercado. E se eles ficarem sabendo que o serviço que você fez foi de graça, certamente a promessa acima se repetirá, ou então pedidos desenfreados de descontos serão feitos. Logo, o site grátis pode sair caro… para quem o fez.

Quebra esse galho, a empresa ainda está em crescimento!

Mas qual é o ponto, afinal? Colocando os pensamentos em ordem, vejo a seguinte situação: Com um site, a empresa terá um ótimo ganho, em vários aspectos. Listarei alguns abaixo:

  • A empresa terá presença na internet, o que significa que ela será encontrada por qualquer um, a qualquer momento – se eu preciso encontrar alguma coisa agora, eu não preciso estar em casa para procurar em meu computador, bastando sacar o smartphone do bolso e fazendo uma pesquisa em qualquer lugar que eu esteja;
  • Os clientes ficarão mais satisfeitos, porque um site traz facilidades como meios de contato, catálogos, endereços etc;
  • Você poderá vender seus produtos online para o país ou até mesmo para o mundo inteiro, aumentando seus números de uma forma que jamais imaginou. Temos exemplos como a Amazon, que é uma das lojas online mais bem sucedidas do mundo, e funciona exclusivamente online;
  • Se o site foi bem feito e conceitual, a empresa elevará seu valor cultural.

E o site grátis saiu caro… para quem o fez!

site grátis

Se você ganha um site grátis, o que o prestador de serviço ganha? (foto: Corbis)

Resumindo: Se seu objetivo é crescer, um site feito por um profissional vai trazer esse crescimento. Até então você nunca deixou de investir visando o crescimento, pois você tem em mente de que, quando você investe em crescimento, o investimento voltará para o seu bolso como consequência do… crescimento!

Já o Web Designer, perdeu o faturamento de três semanas. E mesmo que o empresário arrume clientes para ele, várias noites de sono precisarão ser perdidas para recuperar essas três semanas de trabalho não-remunerado, já que além dessas três semanas o profissional precisará trabalhar mais três semanas que normalmente trabalharia aquele mês. Daí eu olho a definição de parceria ali no começo do post e penso: Uma parceria não deveria ser benéfica para todos os envolvidos?

Esse assunto fica para outro post, Quero um site, mas…

E você, como acha que seria a parceria ideal?

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4 comentários

  • Dennis

    Texto muito bom

    Responder
  • Klaus Junginger

    Acho o seguinte: se não tem valor para o cliente, não é o profissional quem deve se desgastar.

    Responder
    • Fabio Lobo

      Pra mim tudo isso não passa de falta de orientação. Eu busco orientar, mas é fato que muitas vezes o prospect não quer aprender. Aí não tem jeito!

      Responder

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Quem é Fabio Lobo?

fabio lobo

Sou eu! Quer saber ainda mais sobre mim?

Bom, a maioria dos trabalhos que faço — na área de web design e desenvolvimento front-end — é com WordPress, com foco em usabilidade, facilidade e performance (tudo isso com design responsivo, é claro!). Também tenho uma agência digital, a ANDALE!, e sou fundador de outros projetos, como a WOWF e a FicaOn.

Quer saber mais sobre esse tal de Fabio Lobo? Veja meu currículo ou siga-me nas redes sociais acima. Ah! Você também pode acessar meu blog, que é focado em web design e desenvolvimento.