Como planejar um site profissional e completo

Antes de pensar na criação do seu site é preciso ter um planejamento. Veja minhas dicas para planejar um site e evitar imprevistos, gastos desnecessários e retrabalhos.

Por Fabio Lobo, atualizado em 17/01/2021.

Não vou mentir: planejar um site pode ser uma tarefa bem chata e demorada. E é exatamente por isso que muita gente não faz.

Porém, começar a criar um site sem ter planejado uma estrutura básica, como quais serão as páginas do projeto, é um erro e tanto. Já vi sites sendo refeitos por completo por causa disso.

Se você não sabe o que seu site terá de conteúdo e ferramentas não faz sentido começar a criação, ou até mesmo procurar por um template pronto. Vai ficar faltando alguma coisa. Vai dar errado!

Pensando nisso, escrevi esse post. Em resumo, o que você vai ler aqui:

  • Ter ou não ter um site – eis a questão;
  • Como é a criação de um site;
  • Como planejar um site;
  • O que fazer depois que seu site for para o ar;
  • E respostas à dúvidas comuns.

E aí, vamos começar a planejar seu site?

pessoa escrevendo em um organograma de site; acima, o texto: como planejar um site

Por que ter um site?

Afinal, você realmente precisa de um site?

Você deve responder essa pergunta antes de começar a planejar um site.

Por exemplo, se você tem um negócio local como um carrinho de lanches que abre todos os dias no mesmo endereço, qual será a utilidade do site?

Nesse caso, criar um cadastro no Google Meu Negócio é o suficiente. Assim você terá uma página nas buscas com o nome do seu negócio, uma galeria de fotos, telefone para contato e horários de funcionamento.

A não ser que você faça serviços por encomenda em outros horários, nesse caso em específico um site passa a ser desnecessário.

Por outro lado, você não deve ser refém de redes sociais e aplicativos de mensagem.

Facebook e Instagram mudam constantemente exigindo cada vez mais dinheiro para melhorar a exposição e engajamento. Whatsapp fica fora do ar com uma certa frequência, às vezes por determinação judicial.

E também tem o fato de que você pode ser penalizado ou banido de forma injusta, ou simplesmente perder sua conta. Além disso, nada dura pra sempre – vide Orkut.

Na dúvida, faça uma lista de prós e contras sobre ter um site para o seu negócio. Assim você terá certeza de que será um bom investimento ou dinheiro jogado fora.

Como é a criação e desenvolvimento de um site?

Antes de saber como planejar um site é importante que você saiba como um site é feito. Assim você irá entender melhor o por que de todo o planejamento que vou citar a seguir.

Em resumo, o passo-a-passo da criação de um site é o seguinte:

  1. Planejamento: O foco principal desse texto. Como comentei acima, vou falar sobre o assunto daqui a pouco;
  2. Pedido, orçamento e proposta: A cotação do projeto de criação de site com um profissional. Essa parte deve ser bem detalhada, e é muito mais fácil quando há – adivinha – um planejamento;
  3. Pesquisa: Além da pesquisa feita no seu planejamento, o profissional também fará algumas análises com ponto de vista mais técnico;
  4. Design do projeto: Criação de logo, identidade visual, rascunho, wireframe e layout do site. É um trabalho que irá levar algumas semanas até ficar pronto;
  5. Desenvolvimento: Front-end (HTML, CSS, JavaScript, jQuery), back-end (programação) e ntegrações necessárias (plugins, APIs etc). Dependendo do porte do seu site, isso pode levar meses;
  6. Testes: Uma bateria de testes é feita no final do desenvolvimento. Isso pode ser dividido em duas etapas: 1) QA (Quality Assurance); e 2) testes do cliente em um ambiente de homologação, que irá confirmar, na prática, que tudo está atendendo suas necessidades;
  7. Publicação e lançamento: Quando todo o conteúdo é publicado em ambiente final. E quando o projeto vai para o ar, novos testes são feitos, além de um acompanhamento.

Como você pode ver, dá um trabalhinho. E fazer tudo às pressas nunca é a melhor escolha.

Sendo assim, vamos ao passo 1 da lista acima: planejamento!

Como planejar um site em 5 passos

São apenas cinco passos, mas provavelmente não é algo que será finalizado em apenas um dia.

Quanto mais você planeja, menos dúvidas você tem. E para planejar um site de sucesso é preciso ter certezas. Assim, no plural!

Lembrando que a criação do site de um site de sucesso deve ser responsabilidade de alguém que sabe o que está fazendo – um web designer e/ou desenvolvedor.

O que você vai aprender aqui é fazer um planejamento para que esse profissional não só saiba o que precisa ser feito, mas também possa sugerir melhores soluções conforme sua experiência na área.

O ideal é justamente isso: unir a sua experiência (como empresário do seu segmento) com a experiência do profissional (com internet, design, desenvolvimento, marketing digital etc).

1. Registre sua marca

ilustração de uma pessoa selecionando uma das diversas extensões de domínios; ele seleciona o .net

Caso você já não tenha uma marca ou domínio registrados, esse ponto é importante. Se você começar a planejar um site sem ter um domínio definido, o retrabalho pode ser gigantesco.

Você pode registrar seu domínio no Registro.br ou no 101domain. São as melhores opções. Evite registrar domínios em empresas de hospedagem para não cair em pegadinhas, como promoções pela metade do dobro, ou ficar dependente daquele host.

Veja essas dicas para saber como escolher o melhor domínio. Em resumo, siga essas sugestões:

  • Use uma extensão de nome de domínio conhecida (.com, .net ou .org);
  • Pense em nomes criativos e evite genéricos;
  • Experimente domínios relacionados ao seu nicho ou tema;
  • Tente criar um domínio curto;
  • Registre um domínio fácil de digitar e pronunciar;
  • Pense em um domínio a longo prazo;
  • Evite um endereço com hífen, números ou letras repetidas;
  • Verifique a disponibilidade do domínio escolhido no Whois.net.

Para registrar uma marca, você deve ter um logotipo. E a não ser que seja uma marca definitiva, profissional e com conceito, não vale a pena fazer esse registro agora.

Nessa página você confere quais são todos os passos e preços de registro de marcas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

2. Analise a concorrência

Verificar o que a concorrência está fazendo te leva a pelo menos duas possibilidades:

  1. Entender os padrões do mercado. Ou seja, o que o seu público está acostumado a ver quando acessa o site de uma empresa da sua área;
  2. Saber o que as outras empresas do seu segmento estão fazendo na internet. Assim é possível ter uma ideia de o que é preciso para você fazer melhor.

Ou seja: uma análise de concorrentes não é feita para que você possa copiá-los ou coisa do tipo. Até porque se você segue os passos do primeiro colocado, você será no máximo o segundo.

Como disse acima, é preciso fazer melhor.

Então, ao analisar a concorrência, perceba os seguintes pontos:

  • Como é a estrutura do site das outras empresas. O que há de conteúdo na página inicial, quais são todas as seções etc;
  • Quais ferramentas os concorrentes usam. Formulários de cotação, chat, newsletter etc;
  • Como é a presença digital dessas empresas. Redes sociais com atualizações frequentes, blog, etc;
  • Quais são as cores mais utilizadas nesse nicho. Isso entra na psicologia das cores;
  • E, é claro, qual a posição de cada um no Google e para qual palavra-chave as empresas estão com ranqueamento bom.

É relativamente fácil fazer uma análise da concorrência. Basta pesquisar termos relacionados ao seu negócio no Google e ver os resultados bem posicionados.

Agora, se você quiser uma pesquisa mais completa e profissional, a ferramenta do SEMrush é a mais completa do mercado.

Por lá você consegue ver o ranqueamento de seus concorrentes por palavra-chave, o que te dará uma ideia melhor sobre quem realmente competirá com você por boas posições no Google.

Se você tinha dúvidas como “quais páginas devo ter em meu site”, agora você tem uma ideia melhor.

Por isso essa análise é importante. No final das contas, você vai ter mais segurança sobre o que vale a pena ou não ter em seu site.

3. Defina a estrutura do projeto

ilustração de pessoas montando um site na tela de um smartphone gigante

Uma coisa que muita gente acaba “deixando pra depois” é a definição de uma estrutura para o site. Ou seja, o que irá constar no projeto: todas as páginas, seções, funcionalidades e por aí vai.

Se isso é feito de última hora – ou seja, quando o site está pronto –, poderá gerar um efeito dominó de imprevistos.

Se você não planejar o site antes de iniciar o trabalho, você vai acabar percebendo que ficou faltando alguma coisa, ou que a diagramação de alguma página deveria ser totalmente diferente.

O que seu site e seus clientes precisam?

Antes de pensar em como seu site será visualmente, você deve ter por escrito qual será o conteúdo de todo o projeto.

Então, comece definindo as páginas e as ferramentas no planejamento do seu site.

Páginas e seções

Nenhum site é igual ao outro. Então, é preciso pensar: “Quando uma pessoa visitar meu site, o que ela vai querer procurar?”.

É preciso pensar em tudo o que seu site deve ter. Tudo!

Depois disso, faça uma lista e divida entre páginas, subpáginas e o que mais for preciso para que tudo fique organizado e fácil de ser acessado.

Veja o planejamento do meu site como exemplo:

  • Home: Chamadas para os serviços, call to action, sobre a empresa, depoimentos, trabalhos, posts recentes;
  • Sobre: Página de edição livre;
  • Serviços:
    • Criação e Desenvolvimento de Sites;
    • Programação WordPress;
    • Hospedagem para WordPress;
    • Em todas as páginas de serviço: Introdução, banner, descrição, lista de serviços, vantagens, sobre a empresa, dúvidas frequentes, formulário de orçamento, depoimentos, trabalhos, chamadas para os serviços.
  • Trabalhos: Lista de trabalhos com miniatura, título e descrição;
  • Páginas de trabalhos: Descrição, imagens, call to action, trabalhos relacionados, depoimentos, formulário de orçamento, sobre a empresa.
  • Blog: Lista de posts com miniatura, título e descrição;
  • Páginas de posts: Página de edição livre; call to action, posts relacionados, comentários;
  • Contato: Página de edição livre; formulário de contato;
  • Em todas as páginas do site:
    • Topo: Logo, menu com submenu de serviços, busca;
    • Rodapé: Menu, call to action, redes sociais, créditos.

Repare que é um resumo do que você encontra em cada página, só que descrito de uma forma que detalha o que é imprescindível ter em cada página.

E também descrevi como eu me enxergo atualizando o site. Por exemplo, as páginas “Sobre” e “Contato” não têm uma estrutura definida. Eu quero ter autonomia para alterá-las quando achar necessário.

Quando você coloca tudo no papel, as chances de criar um site perfeito só aumentam.

Ferramentas e funcionalidades

“Eu quero um site igual a esse aqui. Quanto custa?” – essa é uma das frases que mais leio em pedidos de orçamento.

Primeiro que copiar um site é crime.

Segundo que não dá pra saber exatamente tudo que um site tem ou como ele funciona apenas navegando em suas páginas. Pode haver todo um sistema complexo por trás daquilo.

Terceiro que você pode ter uma percepção totalmente diferente da minha ou de outro profissional de web design e desenvolvimento.

Então, simplesmente não dá pra orçar um site utilizando a aparência de outro. Por mais que você queira que seu site tenha a estrutura parecida com a de outro site, é preciso pensar em como tudo deve funcionar.

Você vai precisar atualizar as páginas do seu site? Se sim, vai ser preciso um gerenciador de conteúdo, um painel de controle.

Ou seu site será estático, sempre o mesmo? Nesse caso, seria um desperdício ter um painel de administração.

Além disso, é preciso definir o que seu site terá de ferramentas e funcionalidades com as quais seus visitantes e clientes possam interagir, como um formulário de contato ou uma área de membros.

Continuando a usar meu site como exemplo, eis o que tenho por aqui:

  • Aviso de privacidade que permite com que o visitante recuse a coleta de cookies;
  • Formulário de contato com possibilidade de envio via WhatsApp;
  • AMP para posts;
  • Índice automático em posts e páginas;
  • Opção para compartilhamento diário de posts aleatórios em minhas redes sociais.

Você sabia de todas essas opções do meu site só de navegar por aqui? Eu acho que não.

Tenha em mente tudo o que vai ser necessário. Tudo mesmo!

Mapa ou organograma do site

Agora que você tem tudo o que é preciso para montar seu site, monte um mapa ou organograma de tudo para não restar nenhuma dúvida ou ponta solta.

Veja como ficou o organograma com as informações acima:

ilustração de organograma do meu site

Repare que há três novas páginas que eu havia esquecido nas etapas anteriores. Só com essa estrutura visual me lembrei delas.

Eu poderia ter disfarçado e atualizado as informações do post, mas não: deixei como prova da importância de um organograma.

Mas se acontecer o mesmo com você, atualize a descrição das páginas e seções e certifique-se de que não faltou nenhuma ferramenta também.

Agora você pode pensar em como distribuir tudo isso – conteúdos e ferramentas – no seu site.

Estrutura de site

Na criação de um layout para site é preciso dar destaque ao que é mais importante ao visitante, porque é ele quem vai utilizar o site.

E quando se trata do site institucional de uma empresa, opções de contato e endereço devem estar sempre visíveis.

É importante utilizar a home para criar chamadas rápidas que façam seu cliente encontrar o que quer com apenas um clique. Não é necessário dar destaque pra tudo logo na página inicial.

Quando tudo é destaque, nada é destaque.

Porém, se sua empresa não precisa de um site com muitas páginas e informações, um layout de site de uma página (one page site) é o mais indicado. Assim o visitante entra no site e já tem tudo o que ele precisa sem a necessidade de mais cliques.

Facilidade é tudo, principalmente na internet. Aliás, a própria internet é um facilitador, já que ele proporciona ao cliente ter contato com sua empresa sem sair de casa.

Seu site pode ser o mais simples possível, mas se ele for organizado e fácil de navegar, ele vai te trazer muitos resultados positivos.

Site com música? Só se sua empresa for uma rádio, ou uma banda. E o layout do player de música deve ser simples e de fácil acesso, principalmente se tiver autoplay (por favor, não faça um player com autoplay!).

Por fim, o que falar sobre páginas de entrada, com animações? A não ser que seja um hotsite e a animação é o trailer do filme que você está divulgando, por exemplo, esqueça isso.

É imprescindível reduzir ao máximo a quantidade de cliques e de espera que um visitante precisa para encontrar o que quer.

Claro, há casos e casos. Sites de conteúdo adulto precisam de uma página de entrada (que pode ser substituída por um modal, uma janelinha que abre na frente do conteúdo).

Pense sempre em o que é imprescindível, não em o que “poderia ser legal”.

Se você souber inglês, aproveite para ver essas dicas também:

Os 8 principais elementos para um site eficaz
Layout de site deve ter clareza, facilidade e alta conversão

Um site profissional deve equilibrar duas coisas: o que a empresa quer passar e o que o visitante precisa.

Por exemplo, se você tem uma empresa de serviços de limpeza, você precisa dar destaque a seus serviços logo de cara. Já o visitante vai querer saber os preços desses serviços.

Então, junto com os serviços, traga já um formulário de pedido de orçamento ou um telefone de contato.

Em uma landing page, a “regra” é ir direto ao assunto! Logo de cara, sem necessidade de rolagem, o visitante precisa saber o que está sendo vendido e como comprar.

Ou seja, call to action visível e conteúdo resumido em poucas palavras.

É importante que o topo da página (um menu simples) acompanhe a rolagem do visitante, e nele conste cada seção da página e um botão para realizar o pedido ou cadastro.

Em portfolios a coisa muda bastante também. O portfolio de um fotógrafo, obviamente, deve priorizar imagens. Já em um portfolio de um web designer é preciso falar sobre as tecnologias utilizadas no projeto.

Além disso, nesse caso é muito mais vantajoso um link para o projeto que uma imagem em si, já que um site é cheio de detalhes e um printscreen pode ficar extremamente pesado.

Estrutura de loja virtual

Um layout para loja virtual também não deve apenas destacar os principais produtos e “pronto, que comecem as vendas”.

A estrutura visual deve fazer com que o visitante sinta-se em casa: ele deve saber como procurar tudo o que ele precisa. Não só os produtos, mas a página de pedidos, atendimento e por aí vai.

Também é preciso elaborar uma navegação simplificada e destacar pontos importantes, como o botão de compra / adicionar ao carrinho, as medidas do produto, zoom das imagens… e o que mais for preciso para facilitar o entendimento do produto.

Fora isso, tem também o básico: o visitante precisa ter acesso fácil ao carrinho de compras, ao SAC e as informações principais dele, dentre outros itens que variam dependendo do segmento da loja. E isso vai muito além do visual.

Isso é usabilidade, um dos principais conceitos na web. Um site fácil de usar pode até ser feio, mas vai dar muito mais resultados do que um site lindo e difícil de usar. Até porque lindo e feio são opiniões – usabilidade é um fato.

Por fim, se o visitante está se sentindo em casa, a tendência é que ele permaneça no site. Então, você pode até trabalhar com estratégias como captura de e-mail, mas o mais valioso é simplificar a navegação.

Produtos relacionados ao que o visitante está visualizando, quando bem visíveis e bem planejados, aumentam o tempo de permanência. Mais do que isso: pode fazer com que o visitante compre mais.

Se você entender inglês, segue um vídeo bem bacana com algumas dicas:

12 dicas essenciais para criar uma página de produto eficiente

Em tempo: Não recomendo a PrestaShop, mas o ponto aqui é que as dicas do vídeo são válidas mesmo.

Layout de loja virtual deve priorizar o que realmente importa

O segmento da sua loja irá definir a estrutura do layout a ser criado.

Por exemplo, uma loja de camisetas precisa destacar mais as imagens do que uma loja de eletrônicos, que precisa destacar mais as informações dos produtos eventualmente até mesmo em vídeos.

Lojas com produtos mais “premium” costumam ter visual mais clean, minimalista. Poucas cores (normalmente branco, preto e alguma outra cor de destaque) e fotos bem trabalhadas. Para esse público, é o que vende.

E as lojas que têm um clube de assinaturas, então? É preciso dividir o que é produto de o que é clube, e planejar bem quais serão os destaques para as vantagens dos assinantes.

Por exemplo, clubes de assinatura de cerveja costumam dar descontos na loja para assinantes do clube. Isso tem que ficar claro, e os descontos também precisam estar em evidência depois que o cliente vira assinante.

Já lojas de serviços têm uma apresentação totalmente diferente, afinal, não vendem produtos. Nesses casos, a estrutura é mais parecida com a de um site instuticional, ou um catálogo.

Estrutura de blog

Acesso blogs diariamente, e o que eu vejo é que a grande maioria tem algo em comum: falta de organização.

Assim como em todos os outros tipos de layout, um blog precisa ter boa usabilidade, ter um bom equilíbrio visual e, é claro, ser organizado e ir direto ao ponto: quando alguém acessa um blog, esse alguém quer ver o conteúdo. Básico.

Atendo muitos clientes que têm redes de conteúdo com diversos blogs de nicho. Um erro muito comum que vejo entre todos eles assim que recebo um pedido de orçamento de criação de novo layout é: excesso de anúncios e falta de espaços em branco.

Se o foco do blog é conteúdo voltado para monetização, não significa que seu site deverá ser 50% texto e 50% anúncios.

Nem que tudo deve ficar espremido na tela para que seu visitante consiga ver todo o conteúdo e todos os anúncios ao mesmo tempo.

Essa sede por cliques pode, na verdade, acabar reduzindo suas receitas. Quanto mais banners em uma página, menor o CTR por banner.

E quanto mais banners, mais pesada e lenta sua página fica.

E quanto mais pesada e lenta sua página fica, maior a taxa de rejeição.

Um blog tem que ser leve e rápido em todos os sentidos. Como assim? Deve ser leve em relação à quantidade de elementos por página (quanto menos, melhor) e leve visualmente (mais espaços em branco facilitam a leitura e dão a impressão de que os textos são menores do que parecem ser).

Priorize seu conteúdo. Sempre.

Se você souber inglês, confira algumas dicas nesse vídeo bastante útil:

Dicas e conselhos para design de blogs
Layout de blog deve facilitar a visualização e leitura do conteúdo

Um layout para blog deve ser trabalhado conforme o conteúdo do blog em questão.

Então, se o blog tiver posts curtos e frequentes, não faz sentido fazer com que o visitante precise clicar para ler cada post. É demorado e desgastante.

Se o blog tiver posts mais longos e um intervalo maior de postagens, o uso do “continue lendo” é válido, pois mantém o layout mais limpo e o visitante vai precisar clicar uma vez só para ler o post que quiser.

Em relação à organização, o uso de categorias pode ser muito útil em alguns casos.

Em blogs que postam conteúdos muito distintos, pode ser que alguns leitores prefiram apenas um tipo de conteúdo, de uma categoria. Pensando nisso, as categorias devem estar bem destacadas – tanto na home quanto no menu.

No caso de blogs com conteúdo curto (é o caso de blogs de humor) as categorias já não são tão necessárias. Normalmente todo o conteúdo recente está na página inicial, na íntegra.

No geral, perceba que o maior foco aqui é o leitor. E é verdade, porque é ele quem vai ler seu conteúdo e clicar em seus anúncios!

Reforçando: O foco do blog é sempre o leitor, que busca o conteúdo. Quanto mais o conteúdo é valorizado no layout, melhor para o leitor. E quanto mais o leitor sentir-se a vontade no seu blog, melhor pra você!

4. Crie todo o conteúdo

ilustração de pessoa escrevendo em uma folha gigante, com um lápis e um laptop igualmente grandes

Pensou que a parte chata tinha acabado?

Reforçando: se antes de iniciar a construção de um site você tiver toda a estrutura e conteúdos prontos, as chances de imprevistos e retrabalhos serão praticamente zero.

Quando você tem o conteúdo pronto, vai saber exatamente como deverá ser a diagramação e organização de cada página.

Se você seguiu os passos acima irá ter tudo muito bem encaminhado. Você já fez uma pesquisa de mercado e já tem uma estrutura para o seu site. Acredite, muita gente coloca um site no ar sem saber nem o que vai colocar na página “Quem Somos”.

Então, faça um alongamento e comece a produzir conteúdo! Textos, imagens, vídeos, áudios, materiais para redes sociais e por aí vai.

Claro, se você precisar de auxílio para alguns desses conteúdos (ou para todos eles), prepare apenas um esboço ou um roteiro. Assim, quando você contratar o profissional que será responsável pelo conteúdo, também já terá tudo planejado.

E não se esqueça da política de privacidade!

5. Escolha uma hospedagem que não vai te deixar na mão

sala de servidores com um enfeite de nuvens em uma mesa

O quinto e último passo é tão importante quanto os outros quatro. Aqui, além de saber exatamente quais serão seus custos nos próximos meses, você pode evitar jogar tudo para os ares.

Veja alguns dos problemas que a escolha errada de hospedagem pode causar:

  1. Instabilidade: Lentidão e site fora do ar são pura dor de cabeça. Além de perder clientes em potencial, isso faz com que seu site não fique tão bem posicionado no Google como deveria;
  2. Insegurança: Sites também pegam vírus e podem ser invadidos. Algumas hospedagens não têm procedimentos rígidos de segurança e sequer mantém os recursos do servidor atualizados. Isso é um convite para hackers;
  3. Suporte inexperiente: Uma das reclamações mais comuns das empresas de hospedagem mais conhecidas. O atendimento não presta um serviço decente e ainda tenta empurrar um plano mais caro como a solução definitiva para todos os problemas.

E como saber qual é a hospedagem certa? Primeiro, evite as mais populares. Essas já são sinônimo de lentidão e insegurança, já que hospedam milhares de sites no mesmo servidor.

Faça uma pesquisa. Consulte profissionais, depoimentos e tente entender o que é realmente adequado para seu projeto.

Por fim, não olhe só para o preço. Hospedagem também é um investimento.

O que fazer depois de lançar um site?

Minhas sugestões são essas aqui:

  1. Divulgue seu site: além de suas próprias redes sociais, utilize ferramentas como Google Meu Negócio e Google Notícias;
  2. Acompanhe as estatísticas: o Google Analytics é uma das opções mais completas para essa tarefa;
  3. Fique de olho no Google: pra variar, o Google Search Console é mais que recomendado para acompanhar seu site no Google. Além disso, SEMrush é indispensável;
  4. Mantenha tudo atualizado: manter seu site atualizado é imprescindível. Não precisa publicar novos conteúdos, mas veja se é necessário alterar alguma informação em páginas que já foram publicadas.

Tem mais alguma dica?

Créditos das imagens: Freepik e sites citados.

Revisão

Tem mais alguma dúvida sobre o tema? Confirme abaixo!

Como planejar um site?

Para planejar um site você deve registrar um domínio e, se possível, sua marca; fazer uma pesquisa de mercado e analisar seus concorrentes; definir quais serão as páginas, ferramentas e funcionalidades do site; criar todo o conteúdo, ou pelo menos esboços e roteiros; e escolher um plano de hospedagem. Ao ter o planejamento pronto, contrate um profissional de criação de sites!

Quais ou quantas páginas um site precisa ter?

A quantidade de páginas de um site depende muito de um projeto para o outro. Antes, ao planejar um site, é necessário definir quais conteúdos o site precisa ter (ou seja, o que os clientes que acessarem o site precisarão ver), assim é possível definir quais serão as páginas do site. Em alguns casos, todo o conteúdo pode caber em uma página só!

O que é domínio e hospedagem?

Domínio é o endereço do seu site, como www.seusite.com.br. Hospedagem é um computador virtual onde seu site está armazenado. Assim, quando alguém digita seu domínio, o navegador irá encontrar seu site na hospedagem e, assim, abri-lo.

A cópia dos conteúdos e trabalhos deste site não é permitida. Saiba mais clicando aqui!

Quem é Fabio Lobo?

Web designer, desenvolvedor front-end e programador WordPress.

Quem é Fabio Lobo?

Estou há mais de uma década na área. O foco do meu trabalho é em usabilidade, facilidade pro usuário, acessibilidade, SEO e performance.

Também tenho alguns projetos open source, além de prestar consultoria em hospedagem WordPress e criação de conteúdo.

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Trabalho com consultoria, suporte, manutenção, criação e desenvolvimento.

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